O Regresso de Isabelle

1616 Words
Siglo XIX, Soluthurn Havia-se passado alguns meses desde que Isabelle chegou a Veneza. Seu coração dizia que era hora de voltar. Escrevera a sua mãe informando o desejo de retornar, eles não se opuseram; diante de tudo o que estava acontecendo, não faria mais diferença. Isabelle também escrevera a Giocondo que viria em breve, ao menos por parte dele sua volta seria mais bem calorosa. A Chegada em Soluthur -Filha, estou feliz de estar aqui. Mas me pareceu imprudente que dejara a casa de seus tios tão cedo. Havíamos acordado mais alguns meses; assim a cidade esqueceria o falatório malicioso. -Mamãe, estou consciente das más línguas e de nossa situação financeira. O mais imprudente na minha opinião, seria permanecer por lá com Sra. Wanda alimentando gastos desnecessários. Itália é magnífica, porém custosa de se manter. Além do mais, Giocondo está numa situação similar a nossa. Seu pai está pior, logo o ingressará num hospital para voltar a fábrica antes que seu sócio o tire definitivamente. - Entendo que se preocupe com seu noivo minha filha, mas voltar agora trará consequências desastrosas. A menos que se afaste dele, não indo a Mansão. Andei sabendo de um ocorrido desagradável na fábrica com seu noivo. Um funcionário comentou andou espalhando que Giocondo parecia andar ébrio nas dependências na hora do expediente. A repercussão não está sendo nada boa nas altas rodas de Brend no clube que seu pai frequenta. - Não estou a par desse fato mamãe. Giocondo certamente evitou não contar. Mas isso é suspeito! -Suspeito ou não, deve evitar a sua casa e a fábrica. Se quiser visitar seu futuro sogro espere que seja hospitalizado. Até agora não entendi o motivo de seu noivo lhe pedir em casamento e fazê-la esperar por dois anos. Nós havíamos de consentir . Já pensou se ele desiste nesse meio tempo? Você estará impedida de arrumar outro bom partido. -Mamãe não acredito no está dizendo?!. Eu amo meu noivo e esperaria cem anos se possível fora. Sua intenção é restaurar as finanças e a de vocês também. Só tenho dezesseis anos, até os dezenove não é tanto tempo assim. -Se as coisas sairem do controle outra vez a mandaremos para um colégio interno para estudar música, filosofia e artes; assim estará livre dos invejosos. Vamos esperar que se desenrole essa situação toda. -Então prefere ver sua filha encarcerada com freiras num colégio por dois anos? -Não é a minha intenção fazê-lo. Mas sendo minha única filha, tenho que preserva-la se seu noivo tomar caminhos duvidosos. -Mamãe, o que há? Não foi a Sra. Que se alegrou ao saber do nosso namoro, por que mudou tão rápido de opinião? Pare de escutar comentários maldosos! -Como sua mãe devo zelar por sua rreputação. Trate de evitar encontros a sós. Permitirei que seu noivo lhe visite em casa em nossa companhia. Os mesmos empregados irônicos verão que não há mais motivos para espalhar boatos. -Está bem mamãe. Farei tudo como deseja, comunicarei a Giocondo as determinações. -Bom que entendeu. Agora sobe ao seu quarto e descansa até a hora do jantar. Seu pai se antecipou convidando seu noivo para que viera. [...] “ Isabellle estava triste. m*l acabará de chegar e sua mãe já vinha com farpas e foice cortando seus sonhos. Como desfrutaria da presença do seu amado sem poder chegar próximo o suficiente para receber um único beijo? Por certo sua mãe tinha razão em alguns aspectos; as pessoas falavam m*l por qualquer deslize. O Jantar Giocondo chegou pontualmente a residência dos “ Du Boise”. Seu coração batia descompassado de tantas saudades. Trazia um bouquet de flores do campo das mais diversas, para sua amada; chocolates finos para sua sogra e uma caixa dos charutos com o imblema dos Ruchesl ,para seu sogro. Sentaram-se a grande sala de música. Madame Du Boise, tocava algo para alegrar a todos. Já não haviam tantos serviçais como antigamente, as finanças caíram e foram obrigados a despedir boa parte. Senhor Du Boise houvera se desfazendo de algumas propriedades populares que alugava para pagar dívidas e manter os gastos diários. Um empréstimo ao banco seria a solução para pôr tudo em ordem, mas não havia quem confiasse mais nas promessas do rico empresário. Os comentários iam de boca em boca mas rodas de Brend que ele estava prestes a falência. Giocondo mergulhado em seus problemas não se enterava desse falatório, muito menos que haviam se desfeito de propriedades. Mas, quando os imóveis de luxo passaram a serem leiloados não teve como ocultar de todos. Isabellle se negava comentar devido a sua situação atual não ser satisfatória. Mas Giocondo terminou sabendo. O reencontro -Isabelle, que alegría verte de novo! – Giocondo fala com riso largo. -Também me alegro com sua visita logo na minha chegada. Mas sente-se, por favor! Vês como minha mãe toca bem ao piano? – Giocondo m*l ouvia uma só nota encantado com seu sol. -Sim, sim. Soube que também toca alguns instrumentos, apreciaria ve-la tocando. -Certamente meu genro- Sra. Du Boise interrompe— Minha Isabelle toca bem e fala vários idiomas. É uma prenda que deve ser cuidada. Não pode perder tempo, os mancebos deste lugar dariam sua alma por sua mão. Alguns já se despuseram à candidatos caso você desista antes dos dois anos. -Sra., As minhas intenções são as melhores possíveis para com sua filha. Me alegro que haja pretendentes, vejo que ela é valiosa. Mas essa escolha é somente da Isabelle. —Sei das suas intenções. Mas devia preservar sua noiva das más línguas. — Volto afirmar aos meus sogros, nunca houve motivos para comentários. Alguém m*l intencionado criou tudo isso para gerar esse m*l estar —Mamãe, acho que podíamos mudar de assunto!- Isabelle está desconfortável. —Calma querida, só estou esclarecendo alguns pontos com seu noivo. Como por exemplo: A sua embriaguez em pleno horário de serviço. O que me diz, meu genro! —Senhora, não sei o que chegou aos seus ouvidos; mas nunca estive embriagado. Não tenho hábito de beber muito. Apenas tomei uma dose de whisky com meu sócio e me senti m*l, pode ter sido o calor na sala de produção dos charutos. —Bem...se você está dizendo... -Perdoe minha esposa Giocondo- Sr. Du Boise se manifesta.—Mudemos de tema; Isabelle deve querer conversar sobre a Itália. Vou lhe servir um licor riquíssimo em bouquet; dizem que veio do Brasil, é de pêssego com amora. —Sim, meu sogro. Acho que precisamos neste momento de alegria. Todos temos passado por coisas difíceis, mas entendo minha sogra. Sobre o licor, eu aprecio sim, ainda mais vindo de um país com frutas tropicais. —Se exagerei um pouco, me perdoe Giocondo. -Por nada, minha sogra. “Isabelle estava estática. O receio de seu noivo desistir do casamento não saia da sua cabeça. O que seria dela sem esse amor tão imenso! Os empregados haviam se recolhido para a cozinha, vindo somente ao serem solicitados a servir o jantar. Sr. Du Boise chama sua esposa para que tocara algo alegre . Na verdade ele queria que os noivos pudessem ter um pouco de paz sem sua esposa importunando. Eles vão até o Hall. -Meu Sol, como é maravilhoso vê-la tão perto de meus olhos. A noite tornou-se dia claro diante de mim. - Meu amor, não aguentava mais essa ausência. Quase morri de saudades.- Isabelle segura em suas mãos— Nem em sei como me desculpar por minha mãe. Ela se preocupa por mim. Sabes bem do que andam comentando. Não sei se foi correto ter vindo tão antecipado. Teu pai enfermo, minha presença poderá tirar o foco dos seus compromissos.. -Não pense nisso. Sem você aqui tudo parecia mais difícil de suportar. Necessito seu apoio mesmo estando aqui mesmo um tanto restritos. Isabelle... sou uma planta que necessita de sua luz. Vê se não te ausentar mais. - Me deixas corada, mas gosto destes mimos amor meu. Mas... Diga-me, o que andaram falando sobre ti? -Não sei ao certo; realmente não consigo entender o que me passou. Estive algum tempo falando com um funcionário de extrema confiança; me relatou que minha postura era de um bêbado, porém não falava tonterias. Tudo que me recordo, foi ter tomado uma dose da bebida; após caminhar por alguns minutos senti um enjôo,como os pés pisara em algo macio; meio difícil de explicar. -Olha, acredito que tenha sido vitima de uma trama sórdida do seu sócio. -Meu sol! - Giocondo ri tocando em sua bochecha.—Estas lendo muitos livros de mistério! -Sinto muito que não me creias, mas não confio naquele homem ! -Que está me dizendo... Heringuer te fez alguma insinuação maldosa? -Não. Mas parece que ele anda invejoso de nosso relacionamento. Talvez porque não tenha se casado. Deixemos isso de lado. Vamos jantar, a mamãe está acenando. -Está bem, mas prometa não ocultar absolutamente nada!-Ela assenti e sorri Eles jantaram em um ambiente menos pesado que antes. Isabelle falou sobre a Itália atual, de como estava moderna.( pois, Giocondo tinha origem italiana por descendência. ) Giocondo também contou um pouco da história de quando seus pais emigraram para Soluthur ainda no ventre da sua mãe. Também falou sobre a dama de companhia Catrina Di Berna, que dera a luz a um menino que seus pais acabaram adotando após sua morte. Depois do jantar, Sr. Du Boise e seu genro foram pra sala reservada desfrutar dos finos fumos Ruchesl e tomar um Brandy suíço. Isabellle estava radiante ao ver como seu pai e seu noivo se davam bem. Após um agradável final de noite, ele se despede dos sogros. Isabelle tem permissão de levá-lo até a varanda e os amantes se entregam a um beijo apaixonado.
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