Grande lição!

1247 Words
Século XX, 1990 Centro de pesquisa da mente Eu estava ansiosa para chegar ao Centro de Pesquisa da Mente que os Meyer presidiam. Emma havia me instruído a não invocar o nome de Giocondo. Sem dúvida, ele me acompanharia aonde quer que eu fosse. Enquanto estivesse lá, seu espírito ouviria a palestra. Se assim fosse, eu começaria a entender que não poderia estar mais exercendo seu controle. Ele não estava mais nesse plano, precisava seguir seu caminho deixando esta mansão e minha vida. Por mais que fosse um bom fantasma, não podia continuar me vigiando;isso tinha que acabar! Se realmente fui sua Isabellle em outra época, não me sinto igual agora e tão pouco me recordo. Cheguei ao Centro na hora certa. Amelie estava me esperando na sala de passe, um lugar onde recebíamos uma espécie de vibração das mãos dos trabalhadores do Centro sob a tutela de algum guia protetor; não sabia explicar ainda se seria algum tipo de energia. Amelie estava ajudando a encher pequenos copos com água mineral colocando-os em bandejas. Era uma pequena sala com uma luz verde; havia uma mesa e três cadeiras. As pessoas entravam juntas e saíam alguns minutos depois em silêncio com seu copinho em mãos. Achei tudo muito estranho; sempre fui cética em relação a esses casos, só estava lá porque senti a difícil missão de carregar um ser de outro plano. A reunião começa com a palestrante convidada Dyana; ela abre a reunião com uma oração para ligo após discutir o tema: "O Despertar da Espiritualidade". Eu e Amelie sentamos na primeira fila, junto com os diretores Emma e Frederick. Então, a palestrante inicia ... "Amigos, esta é uma noite muito especial para nós. É sempre uma oportunidade de aprendermos sobre a espiritualidade. Alguns de vocês são iniciantes. Prestem atenção em tudo e, após a palestra, vocês podem fazer perguntas, se quiserem. -Amelie, o Giocondo está aqui?- Pergunta Chloé. -Como posso saber? Xiii!! Vamos ficar quietas. - Ok amelie, tudo bem, só estava curiosa. - Chloé olha ao redor tentando enxergar algo diferente na platéia. A palestrante começava de modo literal, dando a entender que em alguns casos, a morte não era percebida da mesma forma para todos; havia várias situações em que a vida física m*l direcionada levaria o indivíduo a sua trajetória no plano espiritual como uma partida de um jogo. O despertar pós morte seria bom ou r**m. De acordo como esse game espiritual, o desencarnado sabendo está derrotado pelo adversário, insistiria no jogo. É o acontece com quem morre e permanece entre os vivos. Portanto amigos, vou lhes dar um exemplo que esclarecerá em parte esse assunto: Todos aqui mesmo que não sejam religiosos ouviram falar de Judas, "o Iscariotes". Ele traiu a Jesus. A sua iniciativa frustante e infeliz havia sido profetizada a muito tempo atrás. Sendo ele usado por forças maléficas, deu ouvidos ao pecado. Isso acontece até hoje quando ouvimos aquela voz interior para que sucumbamos ao m*l, e outra voz nos fala que não devemos. Geralmente damos ouvidos a primeira, vindo o arrependimento depois. Quando Judas, supostamente viu que Jesus não subiria ao templo se impondo como um judeu estadista, proclamador de uma revolução, ele decidiu forçar a barra o entregando; sendo assim, como seu mestre era cheio de prodígios e dons, certamente se livraria das acusações. Judas faliu com seu mestre, e sentindo pavor por saber de quem se tratava, interrompeu sua vida suicidando-se. Judas infringiu as regras e mesmo sendo um traidor supostamente arrependido tirando sua própria vida não o livraria das suas penas. Pensou: "Não sou digno de continuar com minha vida, traí o filho de Deus." Se Judas tivesse sido crucificado com Jesus e pedido perdão, será que ele teria tido um despertar diferente na espiritualidade? Creia meus caros... a justiça chega a todos, mas cedo ou mais tarde. De algum modo, ela terá um desfecho com reto julgamento. Porém, como disse no início: O jogo precisa ter um fim, se insiste em permanecer nele ficará numa luta entre o despertar e a escuridão da espiritualidade. Com isso, não significa que Judas por ter tirado sua vida arrependido estaria redimido; pelo contrário, só contraiu mais dividas pra si. Sua vida inteira foi de ganância, vaidade e avareza. Certamente ele faria tudo outra vez de modo bem mais calculado. Judas cometeu suicídio, o pecado maior contra Deus. Agora, imagem Judas despertando na espiritualidade de acordo com seu game; certamente Judas sentiria todas as emoções vividas da sua traição, até o momento em que pusera a corda envolta ao seu pescoço, dia após dia. Judas não tinha descanso. Sentiu medo, frio, fome, dor e foi atormentado por outros espíritos semelhantes a ele. Será que alguma coisa poderia aliviar sua situação? Não imediatamente! Judas teria de passar pelo vale dos suicidas; sentir sua culpa e refletir dia após dia sem cessar: o chamado inferno. Mas será que apesar de tudo, Judas estaria abandonado? Não, ele estava sendo observado o tempo todo pelos irmãos abnegados. Todas essas sensações não pertenciam mais ao seu corpo físico, mas ele poderia jurar que as tinha. Tudo não passava de meras impressões gravadas em uma espécie de corpo primário, um corpo causal que permeia e registra todas as sensações, dando aos mortos uma espécie de vida artificial. Mas até quando Judas permaneceria nesse estado? Um século, um milênio? Não sabemos. O mesmo acontece com todos nós. Quer façamos como Judas ou não. Portanto, devemos sempre fazer o bem. Muitos espíritos são chamados ao dever mas a grande maioria são desobedientes e insiste em permanecer em nosso plano terrestre. Muitos estão apegados ao amor carnal, luxúria, dinheiro fácil, ao ódio e à vingança. Eles não querem aprender da maneira correta, preferem ficar presos num game doloroso não permitindo que as leis da causa e efeito façam seu trabalho. Portanto meus amigos, se você conhece alguém que não está em paz e seu comportamento tem sido de inquietação, é possível que essa pessoa esteja sofrendo obsessão. Mas nem sempre a companhia dessas entidades significam danos graves; há casos menos ostensivos que somente a prática do evangelho no lar ajuda a seguirem em paz. Devemos cultivar a boa moral. Eles querem estar perto e não sabem que isso pode até mesmo deixar uma pessoa doente tornando-as agressivas em família, no trabalho, no relacionamento afetivo. Para os que não acreditam, fica difícil tratar a pessoa doente. O fato de vir regularmente ao Centro garantirá que ele receba orientação adequada sobre o que fazer. Nunca deixe uma pessoa sozinha nessas condições. A reação de cada um deles, é desconhecida. Na maioria das vezes, o obsessor é um espírito antigo. Jamais devemos invocar espíritos por conta própria. Nunca invoque os nomes dos mortos em uma tentativa de manter uma conversa. A liberação tardia do espírito causa sentimentos muito ruins. Alguns sintomas como náusea, sono excessivo, queda de cabelo, fraqueza geral no corpo devido à falta de apetite; perda de peso, vômitos diários. Sempre devem buscar ajuda a quem entende. [...] A palestra continuou por uma hora, Chloé ouvia atentamente; um pouco mais distante, o espírito de Giocondo também estava presente; ambos ficaram surpresos com o que ouviram. Ninguém ali estava obrigado acreditar no que ouviram; mas havia muitos espíritos espalhados pelo salão misturado aos vivos. Terminada a palestra, era a hora das perguntas, mas Chloé preferiu não arriscar. Ela agradeceu aos Meyes dizendo que tinha sido muito esclarecedora a palestra. Despediu-se de Amelie seguindo para a mansão pensativa. ...
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD