Capítulo 1 ( É do chefe )
Personagens: André, 26 anos (Dedé).
Lucas, 25 anos (Marreta).
Vitor, 25 anos (Vtinho).
Rafaela, 18 anos (Rafa).
Daniela, 20 anos (Dani).
Júnior, 19 anos (Juninho).
Fabrício, 26 anos (Menor).
José, 30 anos (Bolão).
Vinicius, 21 anos.
Valéria, 21 anos.
Talita, 19 anos (Tata).
Andressa, 22 anos (Dessa).
Larissa, 21 anos (Lari).
Paulo, 25 anos (PL).
André
Subi na laje e bolei um, o morro estava lucrando pra c*****o, fazia mó cota que eu não sentava para descansar, tava tudo muito corrido, mas ainda bem que tá passando.
Os aliados estão fortalecendo demais, o Bope faz tempo que não incomoda, da até medo.
Vários pensamentos apertando minha mente, mesmo tudo tranquilo, bandido não dorme e muito menos fica despreparado, então é um olho fechado e o outro só observando.
Joguei o cigarro no chão pisando nele, e desci direto para minha sala, peguei alguns papéis da contabilidade das bocas, e está tudo muito bom, como já imaginava.
Guardei tudo na gaveta, tranquei a mesma e sai da sala, ouvindo vários cochichos dos vapores, até mesmo o Marreta e o Vtinho, que sabem que eu odeio isso, mó coisa de mulherzinha fofoqueira.
Marreta: A mina é mó gostosa, toda delicadinha, da até medo de quebrar - Escuto os menor tudo gargalhando da cara dele.
Juninho: A irmã dela é p*****a, vieram da Rocinha por conta disso. A mina disque sentou para o Bolão, e a mulher dele ficou sabendo, deu maior quebra p*u - Pior que muié esses filho da p**a, e eu nem sei de quem estão falando.
- O cambada de vagabundo tão fofocando é? - Todos olharam com maior zoião.
Vtinho: O patrão é bicho brabo, falei pra não ficar de conversinha - Falou prendendo o riso, fdp mesmo.
Menor: Você foi o primeiro a falar viadinho - logo todos começaram a discutir novamente, nem rendi mais.
Juninho: Vai no pagodinho hoje patrão? - Olhei para ele.
- Vou colar mais tarde, fé ai - Montei na minha xre, e guiei pra minha goma.
Fui logo tomar um banho, e já trajei no pique traficante mesmo. Corrente de ouro em volta do pescoço, relógio, anéis, tudo que as piranhas gostam.
[…]
Estava de boa tomando uma cerveja com os parças, logo escuto alguns aliados comentando e olhando para a entrada do bar, olhei também e se tratava de 2 garotas morenas, novas aqui certeza, nunca tinha visto.
(...)
Já tinha passado algumas horas, e uma das meninas já veio se apresentar, toda oferecida, quis pagar de boazona, mais saiu toda murcha depois que o Vtinho jogou na roda os podres dela.
Parecia que todos já conheciam a tal da Daniela, mina muito m*l falada nos outros morros, mais é gostosa não n**o. Os parça falaram que são irmãs, mais a outra é bem na dela, dança demais, é muito bonita.
Sentei mais para fora, e acendi um back, logo vejo a morena vim para fora com a Daniela.
Daniela: Rafa não faz isso, vamos conversar, ele que me agarrou - a morena estava com os olhos cheio de lágrimas.
Morena: PARA DANIELA, EU VI COM MEUS PRÓPRIOS OLHOS - Gritou, chamando a atenção de mais pessoas - Poxa eu sempre estive com você, todos falavam m*l, mas mesmo assim eu ficava, porque você é minha irmã, mas isso já é demais - Segurou os braços em forma de proteção, e saiu, deixando todos olhando para a outra.
A Daniela olhou para trás e um Lek abraçou ela, todos olharam, mais logo voltaram ao que estavam fazendo.
Rafaela
Eu ainda não estava acreditando, minha cabeça já estava quase explodindo de tanto chorar. Sempre fui forte, poucas coisas nunca foram de me abalar, não sou nenhuma emocionada.
Mas poxa, também tenho coração, eu e o Vinicius namoravamos dês dos meus 14 anos, foi meu primeiro em tudo, a gente ia fazer quatro anos de namoro, não são quatro dias ou quatro meses, é a maior parte da minha adolescência.
Ver ele e a Daniela se beijando, foi tão horrível, ela é minha irmã, não deveria nem pensar nisso. Todos já haviam me falado sobre eles, mas eu sou trouxa demais, sempre confiei muito nela.
Nossos pais expulsaram ela de casa, pois o bolão queria matar ela, e eu ? Sim, eu vim junto.
Sentei em um banco que tinha perto do mirante, e lá fiquei, até escutar barulho de moto, olhei para o lado e vi um homem moreno, com várias tatuagens descendo da moto, ele carregava um fuzil nas costas. É traficante ou algum vapor.
Moreno: Tá fazendo o que oque aqui? - Se eu não estivesse tão deprimida, ficaria molhada só de escutar a voz rouca dele.
- Para que quer saber ? - Eu e minha boquinha grande.
Moreno: Tá no meu morro, e quer pagar de fodona? - Olhei nos seus olhos, e parecia que era tão escuros, ou era apenas porque já estava escurecendo.
- Só vim pensar um pouco, mas já estou indo - Me levantei, e bati a mão na b***a, para tirar a poeira, senti seus olhares nos meus movimentos, mas na hora que eu olhei ele desviou o olhar.
Moreno: Tu é a irmã da Daniela? - Falou quando eu já estava saindo.
- Infelizmente - olhei para ele.
Moreno: Sobe ai que eu te levo, pro seu barraco - Ele subiu na moto.
- Não vou para casa - Subi na moto.
Moreno: Vai para onde ?
- Me deixa no pé do morro - Ele ligou a moto, e logo chegamos, desci - Obrigado - Sorri sem mostrar os dentes, e fui descendo.
Moreno: Qual seu nome ? - Sorri comigo mesma.
- Rafaela.
As vezes a melhor coisa a se fazer é se afastar. Ninguém merece amor pela metade!!
André
Depois que deixei a mina no pé do morro, pilotei até em casa. Moro sozinho, não conheci minha mãe, ela morreu no meu parto, meu pai era um homem trabalhador, nunca precisou encostar em arma, era pobre, mas tinha valor.
Morreu vítima de um m******e, ele estava trabalhando, quando a polícia invadiu o restaurante, não sei por qual motivo, mas mataram os empregados e os donos, na época falaram que era queima de arquivo.
Depois disso, minha vida só desandou, imagina um moleque de dez anos tendo que se virar para comer, as vizinhas me davam comida, mas tinha aluguel, contas, eu já entendia muito bem, emprego eu não conseguiria, teria que me virar mesmo.
Foi aí que entrei para o crime, menino novo, acho que teria um futuro certo, se meus pais não tivesse morrido. Mas tudo tem um porque, e em Deus eu acredito. Não é porque sou bandido, que não tenho fé, ajoelho todas as noites, o único que pode me julgar é ele.
Tenho meus motivos, por isso gosto de ajudar, na minha favela menor nenhum passa fome. Tem cesta básica todo mês para morador, festas para arrecadar dinheiro, somos traficantes mas temos coração.
(...)
Deitei na cama, com vários pensamentos, e neles me veio a tal da Rafaela, menina toda cheia de si, diferentona das outras, não mandou piadinhas, muito menos ligou para quem eu era, como dizem, cagou legal pra mim.
Revirei de um lado para o outro, toda noite é assim, acho que nunca vou ter essa calmaria de dormir a noite toda.
(...)
Acordei, ou melhor só levantei, tomei um banho, me ajeitei e desci para fazer apenas um café forte.
Sai de casa, liguei a moto e fui até a boca, era sete da manhã e já tinha algumas putas na porta, todas já ficaram olhando, mas sabem que era difícil eu levar algumas delas, a maioria ali, já deu para a favela inteira.
Entrei na minha salinha, comecei a organizar as vendas das drogas, alguns roubos.
Juninho: Fala ae chefia - Abriu a porta junto com o Vtinho e o Marreta .
- Tem mais porta não? - olhei para eles.
Marreta: Que isso Dezinho, tá precisando relaxar - Se jogou no sofá que tinha na ponta.
Vtinho: Pior, tá muito nervoso.
- Não ficava nervoso quando comia sua mãe, filho da p**a - Os meninos começaram a zuar ele - Bora trabalhar agora cambada.
Passei as ordens, teria que cobrar alguns recadinhos e ajeitar as coisas do baile.
- Menor? - Gritei ele, que logo apareceu - Chama a Valéria da rua 12 - O mesmo só concordou.
Precisava relaxar, e nada melhor que sexo, e a mina fazia bom demais. Enrolei um back e fiquei tragando até a mesma entrar na sala com um vestido preto colado, marcando bem suas curvas.
Valéria: Mandou me chamar BB? - Sorriu para mim, que apenas balancei a cabeça concordando.
Ela já veio desabotoando meu shorts e caiu só de boca no p*u, segurei o cabelo dela e comecei a meter na sua boca.
Logo já virei ela na mesa, e a v***a já estava sem calcinha, coloquei uma camisinha, pois sou louco não.
Meti nela com força, pois é disso que elas gostam, a menina gemia i**************a, logo senti ela gozando, e não demorou muito eu gozei.
- Pode ralar o pé daqui - Joguei umas notas de 50 para ela, e já foi se vestindo e pegando o dinheiro.
Valéria: A gente poderia conversar sobre eu ser á fiel ne Dedé - Olhei para ela, e dei uma risada alta.
- Vaza Valéria.