Capítulo 7

1060 Words
Rafaela Fazia uma semana que eu estava na casa dos meus pais, eles me apoiaram, e não julgaram, mas falaram que a melhor coisa a se fazer era dar um tempo de todos, ir viajar. Minha gravidez era de risco, não poderia fazer muito esforço, e poucas pessoas sabiam, só contei para a Talita e o Marreta, os dois ficaram felizes em saber, e apoiaram também minha decisão de ir viajar um pouco. Cheguei em casa, e fui direto para o meu quarto dando de cara com o Dedé, ele me olhou da cabeça aos pés. - Oque você está fazendo aqui em casa ? - Ele balançou a cabeça negando. Dedé: Você achou mesmo que poderia esconder isso de mim? - Senti as lágrimas brotando nos meus olhos, não entendia como ela já sabia. - Como você ficou sabendo? - Sentei na cadeira da minha penteadeira. Dedé: Isso não importa, só quero saber se você ia me falar. - Ele levantou e veio na minha direção. - Claro que eu ia, mas eu só quero um tempo. - Coloquei a mão na frente, evitando dele chegar mais perto. Dedé: Você sabe que não vai sair daqui, esse filho é meu, e eu quero acompanhar. - Eu sabia que com ele não daria para discutir, agora não poderia mais pensar só em mim. - Ok André! mas não quero você todo dia aqui, quando tiver exames eu aviso. - Ele me olhou. Dedé: Vou vim aqui sim, quero ver a barriga crescendo, poder conversar com ele. - Olhei para ele com cara de tédio. - Olha André, o filho é teu, mais eu tenho minha privacidade, então por favor menos. E outra, minha gravidez é de risco, e você só de tar perto me faz m*l. Ele desviou os olhos do meu, e eu senti uma dorzinha no coração, parecia que tinha pegado pesado, mas poxa olha oque ele fez comigo. Dedé: Você está certa! posso só passar a mão? - Ele voltou a olhar para mim, e seus olhos brilhavam por conta de algumas lágrimas que pretendiam cair. - Pode. - Ele se abaixou, e levantou minha blusa com calma. Minha barriga ainda estava normal, tinha completado um mês já, e para mim não achei mudança nenhuma. Na hora que ele colocou a mão, meu corpo todo se arrepiou, ele ficou ali passando a mão e falando baixinho, coisas que eu não conseguia ouvir, só na hora que ele levantou, vi seu rosto mergulhado em lágrimas. Dedé: To vazando, qualquer coisa manda mensagem. - Ele não esperou eu responder e foi embora. Me senti tão pequena naquela casa, deixei as lágrimas cair, e deitei na cama. Eu não queria sentir isso, mas eu amo aquele cara, não sei como, depois de tudo isso. Eu não quero perdoar, mas não quero ficar sem ele. Estou muito confusa, garanto que são os hormônios, como minha mãe e o obstetra disse. (...) - Marreta não vai ser menino. - Falei pela décima vez para ele. Marreta: Cala a boca Rafaela, vai ser moleque sim, vou ensinar ele a pegar várias novinhas. - Taquei a almofada nele. Talita: Tem que ser menina para namorar com o Bernardo. - Sorriu sapeca. Marreta: Nem pensar, se for menina, vai virar freira. - Na hora que ele falou isso, o André entra em casa, ele olhou para o marreta e depois para mim que estava deitada. Dedé: Do que vocês estão falando ? - Ele colocou as pizzas na mesa. Vtinho: Sobre oque vai ser o bebê. - Se levantou indo pegar as pizzas. Estavam todos aqui em casa, Talita com o Bê, Vitinho e Marreta, e o André que veio porque o Vtinho falou que eu estava com vontade de comer pizza. Comemos em silêncio, depois arrumamos a bagunça e fomos assistir algum filme. Dedé: Tá tudo bem com ele ? - Chegou do meu lado. - Está sim. - Olhei para o lado e o Marreta me olhava de canto de olho. Dedé: Tá rolando algo com vocês dois? - Balançou a cabeça na direção do Marreta. - Claro que não, somos amigos. - Sentei no sofá, e ele sentou também. Vtinho: Que filme vamos assistir? - Ele foi colocando na Netflix. Marreta: Terror. Talita: Terror também. Dedé: Por mim tanto faz. - A não galera, terror não. - Puxei a coberta. Marreta: Precisa ter medo não, o pai aqui cuida. - Veio pro meu lado, dando risada. - i****a. - Dei risada e deitei no seu ombro. - Pode ser então. O André ficou se mexendo do meu lado, parecia que estava desconfortável, Os outros estavam deitados no chão, o Bê já dormia. - Que foi ? - Falei baixinho. Dedé: Nada não. - Nem olhou na minha cara. - Posso passar a mão? - Concordei, e ele colocou a mão na minha barriga, e ficou assim até eu dormir. André Estava sentindo uma adrenalina doida, fazia anos que não me sentia tão bem. A barriga da Rafaela não está ainda grande, pouco coisa se nota de mudança. Ela vai completar 3 meses, e em cada consulta aqui no postinho eu vou. A gente só fala o básico, eu me aproximo mesmo por causa da minha cria. Eu sei o m*l que fiz a ela, e não quero fazer ela passar por isso novamente, pois eu não consigo me controlar, mesmo sabendo que por ela poderia valer a pena. (...) Marreta: Tá viajando ai? - Ele falou, e eu apenas olhei para ele serinho, estava sem tempo para comédia. - Se liga rapá! - Soltei a fumaça e joguei o cigarro fora. - Fé ai. - Nem esperei responder, montei na minha moto e guiei pro meu barraco. Fazia um tempo que eu e o Marreta estavamos assim, o cara acha que tem moral para vim me dar lição. Sei que sou todo errado, mas ele é igual. E também eu não gosto dessa aproximação com a minha cria, ele vive falando dele para baixo e para cima, até parece que ele é o pai. E também tem a Rafaela, sei que ele tá de segundas intenções para cima dela, e ela vem e me joga que são só amigos, amigo de c* é rol*. Sinto uma raiva, sei sem explicar oque é isso, menor disse que é ciúmes, pode até ser mesmo.
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