Capítulo 2

1523 Words
— Olá. O que temos aqui? Eu falo em italiano. — De onde vieram essas lindas crianças? — Fred está com dor de estômago. Responde a menina. — O meu irmãozinho não vai morrer, certo? — Claro que não, Stella. Intervém a mulher mais velha que os acompanha. No entanto, e menina continua olhando na minha direção. Que olhos lindos ela tem, eles me lembram alguém... A cena me dá vontade de chorar. É muito estranho. — Vou te dizer o que faremos, querida. Tento acalmá-la antes de ir ver como está o seu irmão. — Quanto mais cedo ele receber um diagnóstico, melhor. Vamos examinar o Fred e tentarei aliviar a dor dele, ok? Eu rapidamente identifico o problema e respiro aliviada. — É apendicite, um probleminha que resolveremos em algumas horas. Acrescento para que a pequena entenda. —Levaremos para a cirurgia imediatamente. É uma cirurgia minimamente invasiva, nada grave. Precisarei da permissão de um responsável. A senhora concorda, entendendo a minha explicação. — O pai está a caminho. — Ok. Vejo a minha amiga no corredor e a chamo com um simples gesto. — A enfermeira Falco cuidará do processo enquanto eu preparo... — Frederico Di Lauro. Completa a velha. Ela parece bastante nervosa. O lado bom é que confio em Leah para lidar com a situação. Esse sobrenome me parece familiar, embora eu não pense muito nele devido à urgência. Em questão de vinte minutos tenho tudo pronto, junto com a assinatura do tutor, para realizar a operação. A remoção do apêndice é simples, então com a ajuda de um residente eu consigo. Sou pediatra, mas a minha pós-graduação em Cirurgia Pediátrica me permite realizar pequenas intervenções como essas, principalmente se forem urgentes. Terminarei em menos de uma hora e me prepararei imediatamente para informar a família. A menina me cumprimenta novamente com um rosto terno e triste ao mesmo tempo. Hoje foi um dia incomum desde o início. — O Fred está bem? Eu me abaixo para acariciar o seu cabelo preto. Não consigo olhar para mais ninguém, porque ela é toda a minha atenção. — Está tudo bem. Respondo com um sorriso caloroso no rosto. — Basta cuidar dele, amá-lo muito e em poucos dias ele estará como novo. — Eu cuido dele. Ela diz com uma compostura que me surpreende. Como ela pode falar desse jeito? Essa menina não pode ter mais de cinco anos. — Papai vai me ajudar. Certo, papai? — Certo, Ella. Eu me levanto para ir até o tutor do meu paciente e fico congelada no lugar. Porém, quando ouço as suas palavras, sinto que vou desmaiar. — Eu encontrei você. Adriano A loira rebola em cima das minhas pernas, brincando de me excitar com o toque das nossas partes ínti*mas. Rapidamente, paro os seus movimentos e a forço para baixo, em direção à minha masculinidade, até tomá-la completamente. Não é a primeira vez e ela sabe perfeitamente que não gosto de preliminares. Deixei-me levar pela dança se*nsual dos seus quadris sem parar para pensar no rosto que se revela ser o meu delírio e a minha tortura ao mesmo tempo. Não importa com quantas mulheres eu durma, ela é a única que fica na minha cabeça dia e noite. Na reta final, assumo o controle e pressiono com tanta força contra os seus quadris que percebo que as marcas dos meus dedos ficarão em sua pele. Os seus gemidos se tornam altos demais e eu me forço a cobrir a sua boca com as mãos enquanto reprimo um gemido cerrando os dentes enquanto chego ao êxtase. Não demorou muito para que eu recuperasse o fôlego e imediatamente a empurrei do meu colo. Então me levanto e vou em direção ao banheiro do escritório. Eu me livro da camisinha, lavo as mãos e restauro a minha aparência até ser o mesmo magnata imaculado que sou. — Você foi maravilhoso, meu amor. — Como você me chamou? Levanto uma sobrancelha com uma atitude imponente. Devo lembrá-la dos limites. — EU... — Só porque eu te permito certas liberdades porque você não é apenas minha amante, mas também a minha colega e amiga da família, não significa que você pode me chamar assim, Carina. Lembre-se de nossas relações e, acima de tudo, lembre-se do meu nome. — Mas... Eu a observo com o meu olhar pene*trante e o simples gesto é suficiente para silenciar os seus protestos. Talvez eu devesse me distanciar um pouco dela. Não importa o quão claro eu deixe os termos, as mulheres acabam confundindo as coisas e criando expectativas. É por isso que não repito com nenhum delas mais de duas vezes. No entanto, Carina é diferente — ou assim eu pensava — temos tido esse tipo de encontro há mais de três anos. Gosto dela porque ela sempre entendeu a sua posição, sabe como administrar o relacionamento de trabalho fora das nossas reuniões e é muito boa de cama. Mas desde que ela descobriu a minha busca por uma esposa, ela tem se comportado de maneira incomum. — Certo. Ela suspira resignada. — Você já escolheu a sua candidata? — Ainda não. Respondo antes de me sentar à mesa para voltar ao trabalho. — Qual é o seu interesse nesse assunto? — Sou sua amiga, Adriano. Ela bufa, exasperada. — Eu sei que a sua mãe está pressionando você, mas as crianças realmente precisam disso. A última babá não durou uma semana. — Você não precisa me lembrar das necessidades dos meus filhos, Carina. Lanço-lhe um olhar frio para fazê-la calar a boca. Porém, Carina Fabri é muito difícil de manipular. É por isso que não consigo decidir escolhê-la, apesar das dicas da minha família. A loira fica na minha frente, encostada na mesa com as pernas cruzadas, e então sorri para mim provocativamente. Embora os seus truques não funcionem comigo, um sedutor habilidoso pode identificar outro. — Por que você pensa tanto nisso, querido? Ela usa um tom passivo, tentando me cativar. — Aceito os seus termos, conheço os limites, me dou muito bem com os seus filhos e a sua família me adora. Eu sei onde quero chegar com você, Adriano. Ela se inclina para frente bem devagar até ficar bem perto do meu rosto. Em vez disso, permaneço imperturbável, sem expressão. — Não vou fazer exigências tolas. Nós nos conhecemos muito bem em todos os sentidos. Ela me examina da cabeça aos pés. — Além disso, adoro crianças. Sou a sua melhor opção. Ficamos nos encarando em silêncio por alguns minutos. — Vou pensar sobre isso. Concordo. — Agora vá fazer o seu trabalho. — Tenho uma reunião do outro lado da cidade. Ela explica, como se o assunto fosse do meu interesse. — Estarei de volta amanhã à tarde. — Não preciso saber a agenda da minha equipe em detalhes, Srta. Fabri. Esclareço enquanto começo a digitar no computador. —Apenas cuide para fechar o negócio. Eu sou um ba*baca, eu sei, mas não consigo me comportar de outra maneira. Stella levou o cavalheiro que eu costumava ser para o túmulo. Agora tudo o que me resta são os meus filhos. — Sim, senhor. Ela demonstra claramente a sua irritação com essas duas palavras, depois bate a porta antes de sair. Concentro-me nos negócios pelas próximas horas, mas as ideias continuam a fervilhar na minha cabeça. Ela está crescendo, e toda vez que a vejo olhando para a foto da mãe, o meu peito aperta. Ela ainda tem dificuldade em interagir com novas pessoas. Fred, por outro lado, entrou numa fase de rebelião que está começando a me deixar louco. Desisti de contratar uma babá há meses, pois nenhuma delas dura mais do que três semanas. Entre as travessuras do meu filho e os ataques de ansiedade da minha filhinha, nenhuma babá consegue ficar, não importa o quão bem paga seja. No fim, tive que concordar com minha mãe. Eles precisam de alguém com quem interagir de perto, alguém que possa ganhar a confiança deles, entendê-los, amá-los e educá-los melhor. E isso não pode ser proporcionado por uma babá ou um professor, por melhores que sejam, mas sim por uma figura materna. Estou ficando sem tempo. Eu pago os melhores psicólogos e os problemas continuam. Preciso de alguma ordem e estabilidade em meio a esse caos. Além disso, a sociedade está esperando o meu casamento há anos. Tenho uma imagem para apresentar em público. Mas onde posso encontrar uma mulher que seja boa com crianças, disposta a se conformar aos padrões sociais, pelo menos na aparência, e inteligente o suficiente para não alimentar ilusões sobre mim? Carina parece ser a melhor opção. Minha mãe já insinuou isso em mais de uma ocasião, e até a imprensa especulou sobre isso. Contudo, isso não me convence totalmente. Algo me diz que a loira vai me causar problemas mais tarde e meu instinto nunca falha. Um telefonema interrompe meus pensamentos. Ao ver o nome da minha governanta, atendi o telefone imediatamente. ‍‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌‌
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD