O som estridente do telefone despertou Masato antes do nascer do sol. A sua mão, ainda pesada de sono, tateou o aparelho sobre a mesa de cabeceira. Atendeu sem sequer olhar o visor. Praguejava enquanto lutava com os botões — quem ligava àquela hora só podia não ter amor à vida para acordá-lo daquele jeito. — Que é agora?! — resmungou com a voz rouca, a raiva fervendo em seu peito. Do outro lado, a voz nervosa de Takashi, seu representante financeiro, surgiu como uma lâmina. Ele só ligava para Masato em último caso — e aquele era um desses momentos. — Senhor Masato... temos um problema. Um problema muito sério — disse ele com a voz trêmula, tomado pelo desespero e pavor. Masato ergueu-se na cama. Os seus olhos agora estavam abertos, frios. Sentia o desespero na voz do homem do outro lad

