Já haviam se passado quinze dias desde que Mei fora acolhida por Vito. Eles tinham estabelecido entre si uma rotina confortável, e Mei se apegava ansiando pelas conversas com Vito, alguém que estava demonstrando ser mais do que aparentava. Vito era alguém amável, que apesar do jeito duro sabia sorrir, e Mei tinha visto isso varias vezes quando a neta ou as filhas ligavam para ele, o homem duro se transformava em alguém amável e gentil, e Mei se pegou apreciando o riso dele e a forma com que os seus olhos se enrugavam. É claro que o luto estava presente no seu peito e por várias vezes ela tinha acordado chorando no seu quarto, mas aquela dor que lhe corroía a alma estava mais banda e Mei era grata por aquilo. Naquela manhã serena, o jardim parecia ainda mais vivo — as flores dançavam com

