_ Gleison me deixou por muito tempo sozinha, abandonada e quase não nos falávamos, ele era frio, ainda mais porque sempre lhe falavam que ele não era o pai do bebê, o que eu não entendo é porque uma pessoa que vive, dorme e faz amor om uma pessoa questiona a paternidade do filho, era como se nunca tivéssemos estado juntos, ou que eu o tivesse deixado bêbado para usá-lo, sei lá o que ele pensava. Mas, enfim, após um tempo, ele foi me visitar na casa da minha mãe, claro que algumas vezes ele foi a uma consulta e nem estava ocupado, recebia seguro desemprego e ajudava o seu pai, como sempre e eu, de lado. Minha barriga crescendo e ele após uma briga que tivemos, me falou que a criança não era dele, eu claro, falei para ele pensar se quando estava comigo eu estava com mais alguém e que se continuassem a falar essas coisas da criança ou de mim, iria fazer exame de DNA e também processá-los, mas, eu não fiz, deveria ter feito naquele tempo, teria me livrado de muitas coisas! Enfim, ele caiu em sí, não sei porquê, mas, lembro que os amigos dele o teriam convencido a cuidar de nós, eu e seu filho, então ele os ouviu e naquele tempo, pensava que fora o melhor que aconteceu, mas, me enganei redondamente, foi apenas o começo de uma história infeliz e dolorosa, pois ele uns meses passou trabalhando fora e eu sofri bastante com saudade, sentia que ele era um pedaço de mim e isso me matava cada dia mais, eu me perdia em mim, já não sabia qo que era estar sem ele, imaginam como era r**m? Após um tempo, era natal e ele voltou, estava na casa da minha mãe, era pequena, mas, para um casal que começa, estava bom demais, ele veio e moramos juntos, ai, começou a nossa vida de casal. Eu sentia muita dor na gestação, chorava muito e em muitas situações, quase perdi o bebê, vivia internada e tomando soro e remédios, mas, tinha o meu menino junto a mim! Meu pequeno Gustavo era o amor mais lindo que eu poderia ter, com oito meses fomos para São Paulo, moramos na casa dos pais deles, eu fui na frente ele ficou, a minha mãe me pediu tanto para eu não ir e se tivesse a escutado, não haveria sofrido tanto, poderia estar sem ele, mas, estaria feliz e plena. A minha mãe sofreu muito, pelo meu filho, por mim e por não ter notícias minhas, ela não sabia onde eu estava e eu não tinha como ligar para ela, foi horrível, mas, uns dias depois consegui falar com ela, ela se acalmou mais e ficamos bem. Passei três meses sozinha em São Pulo, ele ficou, disse que fazendo curso para trabalhar lá, trocou a habilitação, e no mês de março de 2009, ele chegou em São Paulo. Saí de Pernambuco em dezembro de 2008, com o meu filho ainda um bebê de oito meses, passamos até março longe do pai dele e foi doído demais, nos primeiros dias foi até tranquilo, mas, logo começaram os problemas, eu não estava me dando com a cunhada dele, ela inventava muitas mentiras de mim, contou para a minha ex sogra que eu o traí com o meu ex cunhado que era o marido dela e não sei o que ela buscava com isso, mas, eu quase a matei, queria mesmo acabar com ela, mas, a nossa ex sogra gostava dela e me pediu para não fazer nada com ela, claro que se eu tivesse feito, meu filho ficaria sozinho, sem mãe! Passei por poucas e boas com aquela família, oh família r**m, eu nunca em minha vida vi uma briga de família no qual as pessoas puxassem facas e tesouras para se matar, uma dessas brigas entre os irmãos, eu levei um chute que meu joelho inchou, no detalhe, todas as brigas eram causadas pelas irmãs do meu ex e a cunhadinha delas, e eu, assistia tudo, infelizmente. Quando essa mulher foi embora, separou do meu ex cunhado, as optas das facas delas apontaram para mim e virei o alvo, tudo o que puderam inventaram para que eu me separasse do pai dos meninos, eu sempre ficava, porque ele implorava, mas, também nessa medida, me mandava embora, eu já não era mais dona de mim e sim das vontades dele. Muitas vezes elas me ameaçaram de morte, ou de me bater, mas, não passava disso e quando o pai delas estavam perto, elas paravam por um tempo, mas, logo voltava tudo novamente. Após trabalhar muito, ser acusada várias vezes de traição, ou tentar ir embora sem ter forças para isso, trabalhei muito, fiz o que pude e o máximo que tinha de vergonha, eu me afastei delas, mesmo dentro de casa, evitava o máximo estar junto, fazer qualquer coisa que as envolvesse, mas, aí é que começa a história de meu despertar, lento, porquê nada na vida é rápido e vem lentamente para aflorar tudo e há quem diga que é r**m, mas, há males na vida que vem para o bem. Um dia minha, ex sogra me convidou para ir em um terreiro de umbanda(Religião de matriz africana no Brasil), e fomos, lá foi muito bom e conversei com um erê (espírito de criança) que trabalha nos seus médiuns, ele se chamava Pedrinho e me disse que eu era uma mãe maravilhosa e que queria ter uma mãe como eu, agradeci e ele me prometeu um presente, naquele tempo aceitei e comprei o brinquedo que ele me pediu, mas, não imaginava o que seria que ele ia me dar, a única coisa que eu lembro é que, ele disse ser algo que iria unir mais a minha família e que iria me fazer muito feliz, não me atentei aos detalhes, não sabia o que era um erê e qual o poder que ele tinha, também não sabia que eles ao prometer algo para as mulheres, em sua maioria eram bebês. Gostei de ir, foi uma festa linda e tranquila, me trouxe paz, quando o meu ex soube, brigou comigo e com a mãe dele, disse que não era para eu ir para esses lugares que fazem m*l, mas, ele também não ia na igreja e a mãe dele ia para os dois lugares, mas, sempre dizia que aquele lugar era um caminho de perdição, que me faria m*l e sinceramente, me sentia m*l indo para a igreja, dormia, achava o pior tédio, bom, visitei outro terreiro outra vez e conheci pretos velhos e acho que eram caboclos, não sei, mas, foi bom para mim também. Tive muitas revelações e assim, um tempo depois, tive a minha primeira visão que jamais esquecerei!