_ Ele tinha 21 anos, eu apenas 17, nos encontramos pela primeira vez na saída da festa de casamento do primo da minha mãe, ao sair, estava com a minha prima Kelly, Taty, irmã dele, minha irmã e meu cunhado, ambos íamos para um “show” de uma banda que gostávamos, porém, ele se ofereceu para levar-nos, claro que as meninas insistiam para que eu ficasse com ele, sempre ali em nossos ouvidos e dando uma de cupidos! Elas duas e a minha irmã, com o meu cunhado Joel, foram para o “show” e Gleison me pediu para ficar com ele, segundo o mesmo a intenção era conversar e depois, entrar para o “show”, mas, a suas intenções eram outras, óbvio que não sabia o que iria acontecer de fato, mas, eu estava solteira, ele também e não queria mais ficar sozinha, também contemplava a opção de dar certo e ter um namorado enfim, naquele momento pensava em ter algo concreto e tudo parecia indicar que sim, iria dar certo! Após a festa, ele me ligava o tempo todo, mandava mensagens, já havíamos ficado, apenas beijinhos e toques, mas, nada mais além, estava indo para a escola no dia seguinte, foi um dia de aula normal, eu estudava na época para ser professora, era dia 30 de maio, após a aula, passei como de costume por umas ruas que dava no caminho para a casa onde morava na "Vila Social", bairro em que morava na época com a minha mãe, o ano era 2007, faltava mais um dia para o meu aniversário, ao passar por uma das ruas de costume, vi uma rapazes andando de skate, e eu o vi ali, estava de bermudas jeans, tênis e camiseta branca, estava até bonito, naquele tempo ele era forte, fazia academia e tinha um corpo legal! Eu era magrinha demais, pesava uns 45 kilos, cabelo channel até o queixo e franjinha, estava com uma calça jeans clara, camisa da escola e tênis, lembro que ele me viu de longe e se desequilibrou, caindo sentado no chão, então ele veio até mim, uma distância considerável, e quando ele se aproximou, perguntou se eu estava bem, lhe disse que sim, perguntei se ele iria passar na minha casa e ele perguntou se eu queria que ele fosse, claro que eu queria, então disse que si, e ele me deu um beijo, e fui embora sorrindo, lembro que fiquei muito feliz.
- Ele cumpriu com o encontro e foi na minha casa, meu cunhado estava lá com a minha irmã, ele entrou e conversou com a minha mãe e meu padrasto, meu cunhado como sempre um chato, ficou com a minha irmã no quarto, depois de jantar fomos para a sala, assistimos um filme e logo fomos ficar um pouco do lado de fora, eu usava uma saia longa e uma blusa curta de alças, ele, de bermudas e camiseta, como sempre! Ali estávamos e eu perguntei o que ele faria no sábado, ele disse que comemoraria o aniversário dele, eu lhe disse que era muita coincidência, pois o meu era na sexta-feira e ele me convidou para ir na casa dele, felizmente eu já conhecia parte da família, pois já havia visto a mãe dele quando a minha prima era casada com o irmão dele, o Flávio, o pai dele também eu conhecia, mas, não de conversar muito, já a irmã e o irmão, conhecia muito bem! No dia 01 que foi na sexta ele foi na minha casa, minha mãe tinha feito uma surpresa para mim, Kelly e Taty foram também, meu tio e tia, primos e enfim, comemoramos e naquele dia eu completei os meus 18 anos, no dia seguinte fui a casa dele e ele fez um churrasco, o que descobri que era um costume deles mesmo, naquele dia 02 de junho de 2007, começou um pesadelo chamado cunhada caçula, ela não gostou de mim, eu não entendia porquê e logo depois fui saber que ela havia apresentado o irmão a uma menina que era sua amiga, mas, que ele mesmo disse não haver dado certo com ela e por isso, estava com raiva dele e de mim, e era um saco, porquê, ela me olhava feio e ficava com piadas, mas, ele sempre dizia que ela era ciumenta e que não era para eu me importar, era bem difícil, mas, já estava com ele e pronto! Esse foi o primeiro sinal que minha vida ia ser uma porcaria ao lado dele, mas, eu não percebi! Bom, após o aniversário, continuamos nos vendo e uns dias depois ele me chamou para ir á um “show”, era um festival gratuito que tinha todo o ano na cidade e nesse ele quis ir comigo, fomos e foi muito bom, estávamos tanto tempo juntos e ele era muito carinhoso, atencioso, preocupado, eu gostava demais de estar com ele, dali nós fomos para outro lugar, estava ansiosa pois seria a primeira vez que faria amor com ele, estava ansiosa e acredito que ele também, e assim foi, chegamos no motel e fomos para o quarto, ele estava pronto e eu também estava, mas, ele não conseguiu, não de primeira, pois estava muito nervoso, disse que eu o deixava nervoso, mas, após uns minutos ele enfim conseguiu, e me beijava sempre que podia, e aproveitamos o tempo que tínhamos, depois ele me levou para casa. Durante a semana nos víamos a note, nos fins de semana, passávamos o dia juntos, e assim foi por longos dois meses até que um dia a minha menstruação não desceu como de costume, fiquei preocupada, pois estava tomando remédio e pensava que ele daria conta de driblas um bebé naquele momento, mas, me enganei, fui com ele no plano de saúde e fiz um exame de gravidez e ele apontou positivo, e ficamos nervosos, ele pediu para não contar a ninguém, segundo ele para ter certeza que ia vingar, mas, contraí uma infeção urinária forte que me fazia sentir muita dor, cheguei a sangrar também por causa dessa bendita, então tive que passar no médico e minha mãe começou a suspeitar, ela mais ou menos sabia o que passava, e quem não? Mudei demais em dois meses e segundo quem me via, comentavam que eu estava linda demais e eu não me achava linda! Na verdade, sofri muito bullying na infância e adolescência por causa do meu cabelo e os meninos me zoavam muito, diziam que eu era feia e me chamavam de cara de bolachão, porquê tenho rosto redondo e bochechinhas gordinhas, e sabe? O pior erro que cometi foi contar para ele que me chamavam assim, pois tudo que começa numa brincadeira, as agressões psicológicas começaram aí!
- Ele sabia que eu não mentia, sabia que estava grávida, mas, a constância com que fazia exames alterava os resultados e então, meu ginecologista pediu para dar um tempo, esperar para fazer uma Ultrassonografia e confirmar o que tinha de fato! Quando contei para a minha mãe, ele não queria, contei para ela de maneira r**m, como disse, não me levava bem com ela e o problema era "EU", eu não aceitava que ela era a única pessoa que eu poderia confiar, confiei nele e na mãe dele, ela que toda vez que me via dizia que eu estava doente e não grávida, depois começaram a dizer que eu estava querendo dar um golpe na família, logo eu, nunca quis ninguém na minha vida para ter algo, tanto que hoje, após a separação, não levei nada dele!
- A minha mãe, mesmo com tudo o que passei e o que fiz a ela, cuidou de mim, ela me orientou, mandou que ele me levasse para morar com ele, mas, ele disse que não podia agora, que estava desempregado, que não podia me levar para a casa dos pais dele, que o pai estava com raiva dele, o cara com 22 anos e o papai com raivinha, já o filho caçula engravidou a minha prima de 14 anos, ele tinha 16, mas, o errado e que desapontou o pai foi ele, enfim, eu sei que meu padrasto foi embora, deixando a minha mãe sem nada, nem uma cama, apenas o que a gente já tinha, ele que havia dito para minha mãe deixar tudo o que ela tinha para trás porque daria tudo de melhor para ela, velho safado e pilastra é o que ele era, mas, ela se livrou daquele monstro. Minha mãe me levou para a casa dele e me deixou lá, disse que eu não me preocupasse com o que iam pensar dela, mas, que ele cuidasse de mim, e depois veríamos o que iríamos fazer, eu sabia que a minha mãe estava sem nada, não podia fazer muito por ela, minha irmã trabalhava meio-período, e meu cunhado ajudou com uma casa mais barata de aluguel, ela não queria voltar para a casa dela, iria ter que viver com a minha tia ao lado e isso seria um tormento, então ela continuou no aluguel! Eu fiquei um tempo afastada, porque a minha sogra dizia que se eu procurasse minha mãe, iria me bater, que ela era r**m por me colocar pra fora de casa, que Gleison não tinha obrigação porque eu não estava grávida, mas, que ia esperar que quando a minha menstruação descesse eu iria voltar para a casa dela e não ia voltar mais naquela casa, passou o mês de agosto e nada de menstruação e ela me mandando ir ao médico, pois tinha algo errado, mas, o médico disse que tinha de esperar, então esperei mais um mês, mas, quando chegou setembro, voltei para a consulta, ele disse que tinha algo errado e me pediu um ultrassom, eu a fiz e levei para ele e por algum motivo havia uma bola de sangue que se formava no meu útero, ele disse que possivelmente seria disfunção hormonal, mas, que eu não me preocupasse, então no mês seguinte, voltei com ele e ele solicitou outra, marquei, mas, a situação estava tensa demais na casa da família dele, eu pedi a minha mãe para voltar para casa, porquê a minha sogra disse que eu atava doente e não tinha o que fazer, que quem deveria cuidar de mim era ela e me mandou de volta, já com a minha mãe, ele ia me ver nos fins de semana, parecia estranho, pois era como se ele não acreditasse na gestação do próprio filho e no dia do ultrassom, ele foi, mas, disse que iria para comprovar que eu não tinha nada e poder acalmar o coração do pai dele, e na hora em que a médica começou o exame, ouvi o coraçãozinho do meu bebé, era o som mais lindo que ouvira em minha vida, meu sonho era ser mãe, não era para ser naquelas condições, mas, foi, ele já estava com dois meses de gestação, me lembro dos dados até hoje, 14 semanas e dois dias, e isso foi um choque para ele e para toda a sua família, pois a própria mãe dele disse que eu inventei uma gravidez, logo o pai dele me pediu desculpas e disse que estava feliz, logo pensei que ele ficou chateado porque pensou que eu agia de má fé com eles, nunca foi assim, não da minha parte!
- Após engravidar, não tive visões como tinha antes, minha sensibilidade e intuição estavam fracas, não sei se por conta do bebê, ou porque não tinha necessidade de tê-las, mas, até ter o menino, não tive mais, estávamos longe um do outro e parecia que após comprovar a gravidez ficaram piores as situações, a minha prima falou para ela que eu não estava grávida dele, foi uma bagunça, ele acreditou e disse que não queria saber de mim e do bebê, me mandou procurar o pai verdadeiro que segundo ela disse era o namorado dela, ela queria ficar com ele, e eu sabia disso!