Lorenzo narrando
Acordo assustado com alguém batendo o travesseiro em mim, dou um pulo agarrando a adaga que deixo de baixo do meu travesseiro e vejo minha irmã morrendo de dar risada:
— Ah, foi muito engraçado.
— Está doida Cecília? Cazzo, eu podia ter te matado — falo jogando a adaga no chão.
— Calma, maninho, só te acordei porque o seu celular não parava de tocar, mas não é ninguém da famiglia¹ e também nenhum inimigo da camorra² — minha irmã é a melhor atiradora e torturadora, e nos tempos livres a cliente mais fiel do bordel feminino. Lésbica dominante e fã do bordel da Máfia.
— Quem era no telefone? — pergunto sem paciência.
— Um funcionário que você deixou trabalhando em um hotel, ele falou que ela chegou e te enviou as fotos no e-mail. O que é? Uma prostituta estrangeira?
Não respondo e me sento na poltrona de frente para o computador. Abro meu e-mail e vejo as fotos de uma mulher maravilhosa, parece um anjo. Ela sorri para a atendente e depois está em um elevador com cara de confusa. Ela é a mulher mais bela que eu já vi, fico hipnotizado pela sua beleza.
— Quem é? — minha irmã pergunta, e bufo pela sua insistência.
— Seu nome é Mia, um homem que eu matei tinha o seu contato e alguns dados, eu apenas me interessei.
— Não estou falando dela, e sim da que está do lado dela, com roupa de couro, que mulher sexy, mama mia — minha irmã está encantada pela amiga da Mia.
— Pelo o que está escrito, ela se chama Alice — falo lendo o documento, e minha irmã repete o seu nome baixinho e sorri.
— Vamos até lá, eu quero ela.
— Como sua mulher? — pergunto preocupado.
— Não sei ainda, vamos.
— Ei, não assim — falo bravo, ela vai estragar o plano que nem tinha.
— A Mia é sua mulher? Se você ainda está indeciso se vira, eu quero a minha mulher na minha cama essa noite — ela fala saindo do quarto.
Ah, que inferno viver com outras pessoas mandonas. Cecília era pra ser um amor de pessoa e se casar com outro dono de máfia para os negócios, mas na adolescência ela quis começar as torturas e quando falaram de arranjar casamento ela se assumiu lésbica.
Me visto e desço para a cozinha vendo todos na mesa de café:
— Filho, a Cecília nos contou as novidades, ela achou a sua companheira lésbica.
— Você não precisa adicionar a minha sexualidade em toda frase, mãe — minha irmã fala bebendo café.
— Sim, ela me contou, mama — será que ela contou as outras coisas?
— E também contou sobre a mulher que você tem um interesse desconhecido — meu pai fala me olhando.
— Com licença, um homem insiste em falar com o senhor Lorenzo — uma empregada fala com medo por ter interrompido o meu pai, por menos que isso ela pode morrer.
— Pode deixar entrar — falo e o investigador aparece. — Vamos para o meu escritório.
Saio da mesa andando com pressa e raiva, minha irmã vai estragar tudo abrindo o cazzo de sua boca, bato a porta do escritório e quando ele ia sentar eu o olho com raiva e ele fica de pé:
— Seja rápido.
— Eu consegui informações de onde a senhorita Mia... — o corto.
— Não fale o nome dela! — falo grossamente e com ódio.
— Desculpe, consegui informações de onde ela vai a noite com a amiga, uma balada do centro, Lux, mas antes irão jantar em um restaurante fino, 'Le Gargula', se não me engano — ele fala nervoso e me aproximo dele.
— É bom você não se enganar, você morre por qualquer falha sua, saia! — mando e ele sai correndo.
— Maninho, comprei sonífero e injeções — Cecília entra igual um furacão animada igual a doida que é.
— O que?_ questiono sem entender tanta empolgação
— Como você planeja sequestrar elas?
— Eu não quero sequestrar ninguém, só quero f***r com aquela estrangeira, podemos ir para a balada e as levar depois.
— Pois eu quero a minha mulher — ela fala teimosa.
— E se ela não for lésbica, o que você fará?_ pergunto e ela me olha enfurecida
Não me faça te matar. Se prepare, hoje à noite vamos para a balada.
— Elas vão jantar antes.
— Mande algum funcionário seguir elas — ela fala como se fosse óbvio.
— Eu queria pegar elas no caminho para a balada, colocar um táxi falso para elas entrarem e serem trazidas até mim — falo e ela bufa.
— Na balada, eu posso conquistar minha mulher de um jeito normal, dançando e a beijando — a Cecília fala e bufo.
— Enquanto elas estiverem no restaurante, vamos pegar as coisas delas no hotel — falo e a Cecília assente.
— Concordo. Assim que a Mia donna pisar aqui, ela nunca mais sairá — ela fala sorrindo diabolicamente. — E se a outra mulher não quiser dormir com você?
— Ela vai, por bem ou por m*l — falo e ela nem liga para mim, está perdida em pensamentos. — Nunca imaginei que você seria fraca ao ponto de estar perdida em pensamentos por uma mulher.
— Não sou fraca, fratello. O amor não é para os fracos, somente os fortes sabem senti-lo e apreciá-lo — ela fala batendo em meu ombro e indo embora.
Amor, isso é algo que nunca vou sentir, por mulher nenhuma, muito menos por essa estrangeira. Vai ser simples, eu vou falar que deixo ela dormir comigo e ela vai vir correndo e saltitante. Transamos e esse sentimento que eu tenho vai embora junto com ela antes de eu acordar.
[...]
Ao raiar da noite, estamos prontos para o plano. Observamos de longe enquanto elas jantam, meticulosamente planejando cada passo. Cecília está impaciente, m*l pode esperar para ter sua mulher ao seu lado. Eu, por outro lado, mantenho uma calma exterior, mas por dentro estou inquieto, ansioso por encontrar Mia novamente.
Quando finalmente chegamos à balada, o ambiente está pulsando com energia. Cecília se lança para a pista de dança, determinada a conquistar sua mulher com movimentos sedutores. Enquanto isso, eu mantenho meus olhos fixos na multidão, procurando por um vislumbre de Alice.
E então, finalmente a vejo. Ela está ali, no meio da pista de dança, irradiando uma aura de beleza e confiança. Não consigo tirar os olhos dela enquanto ela se move com graciosidade, hipnotizando a todos ao seu redor.