As horas que se seguiram foram um borrão de dor silenciosa. Eles haviam se movido da capela para uma sala de espera privada que Cesar Mendonça arranjara com uma única ligação. Ninguém falava. Helena preparava chás que ninguém bebia. Cesar andava de um lado para o outro, o celular silencioso em sua mão, a fúria contida em sua postura. Alessandra apenas segurava Gabriel, que estava sentado em uma poltrona, o olhar perdido, um homem transformado em uma estátua de luto. Cada som de passos no corredor fazia seus corações saltarem. Mas as horas passavam, e a notícia da morte de Mateo era um fato de granito, frio e imutável. Então, a porta se abriu. Era o Dr. Holanda. Ele não usava mais a máscara cirúrgica, e seu rosto estava pálido, exausto, mas havia algo em seus olhos... uma incredulidad

