Eu podia sentir a música saindo dos alto-falantes e o cheiro forte de suor. Olhando para a pista de dança, era como um mar de moagem e pegação.
—Vou pegar uma bebida...— Eu digo para Adriana que já me deixou, provavelmente para ir dançar com um cara aleatório.
Eu caminho em direção ao bar e sento em um banco, —Vou querer um Cuba Libre.— Vou ficar bêbado hoje à noite e ninguém pode me impedir.
Enquanto o barman me entrega minha bebida, um pedaço de homem lindo senta-se no banco à minha esquerda, pedindo uma Heineken.
Silenciosamente, dou algumas olhadas enquanto tomo minha bebida.
Olhar: Ele tem uma pequena barba por fazer, o que o faz parecer meio rude.
Golpe.
Olhar: Um bronzeado natural e bonito; meio irreal para Nova York, mas tanto faz.
Golpe.
Olhar: Cabelo castanho penteado daquele jeito que eu-acabei-de-acordar; mas funciona.
Gole.
Olhar: camisa branca de colarinho abotoada, pelo caimento parece que ele está realmente em forma. Imagino como seria lamber seu abdômen?
NÃO! Jess má.
Gole.
Olhar: Ele está olhando para mim! Abortar missão! Repito, abortar missão!
Golpe.
Golpe.
Esvazie o resto da bebida.
Engasgue um pouco.
Morra de vergonha.
—Você está bem?—
Oh meu Deus, ele está falando comigo! O que diabos eu faço? Respiro fundo, calmo e controlado.
—Hmm? Ah sim, estou bem, só entrei no cano errado.— Jessica, sua i****a, as pessoas não têm canos! Temos? Vou pesquisar no Google mais tarde.
—Eu sou Luke.— Ele estende a mão para eu apertar.
Pegando, sorrio e digo meu nome, —Jessica.—
Depois de muitas bebidas e horas de conversa, ele me pergunta se eu queria ir para a casa dele. Concordando, encontro Adriana dizendo que estou indo embora.
—Ei, estou saindo daqui.—
—Ah, já?— ela faz beicinho, —Nós nem conseguimos passar um tempo juntos.—
—Sim, da próxima vez, mas eu realmente preciso ir agora.— Eu respondo apontando para Luke, que ainda está me esperando.
—Oh, OH. Bem, saia daqui e toque nisso.— Ela sorri me mandando embora. Eu atravesso a pista de dança lotada de volta para Luke, na frente perto da porta.
—Você está pronta para ir?— Ele sorri; eu derreto.
—Sim, me leve embora.— Eu rio cambaleando para fora do Inferno.
Cerca de quinze minutos depois, chegamos a um dos prédios de apartamentos mais caros de Nova York. —Você mora aqui?—
—Sim, legal, certo.— Ele ri enquanto nos leva para os elevadores. As portas se fecham, deixando nós dois sozinhos. Eu começo a dançar ao som da música do elevador, girando e balançando meus quadris, acho que até rebolei um pouco. Tropeçando, caí no peito de Luke, —Desculpe.— Eu ri.
Ficando na ponta dos pés, tento beijá-lo enquanto sua cabeça abaixa em direção à minha, nossos lábios se tocam em um estímulo bêbado, nos separamos quando o elevador apita e a porta se abre. Ele me leva até sua porta, soltando brevemente minha mão para abrir a porta de uma linda suíte de cobertura.
—Uau.— Eu digo. m*l tenho tempo de me virar antes que Luke esmague seus lábios nos meus, nós dois nos movendo para trás, eu bato no que parece ser uma porta e começo a tatear em busca de uma maçaneta sem interromper o beijo. Finalmente encontrando, abro a porta e me afasto até a parte de trás dos meus joelhos baterem na estrutura da cama e cairmos na cama.
—Você tem certeza de que quer isso?— Luke pergunta sem fôlego entre beijos.
—Definitivamente.— Aquela palavra com quatro sílabas era tudo o que ele precisava para me levar ao céu e voltar.
Acordo com o som de um chuveiro ligado e a sensação de que minha cabeça está prestes a se partir em duas. Grogue, sento-me na cama confortável, minha boca parece que engoli um monte de bolas de algodão, espreguiçando-me, estremeço com o desconforto na minha área sul.
—Oh Deus, oh Deus, oh Deus, o que aconteceu ontem à noite?— Agarrando o lençol em volta do meu corpo, visto minhas roupas que estavam convenientemente colocadas na cadeira no canto.
Silenciosamente, abro e fecho a porta que passa da sala de estar para o saguão, saio sem olhar para trás com meus saltos balançando na mão. Chego ao saguão da frente sem interrupções e chamo um táxi.
Entro no meu apartamento indo direto para o chuveiro. Despindo-me, abro a torneira e entro, deixando o rápido bater da água nas minhas costas acalmar meus músculos tensos. A água logo esfria, então desligo a torneira e me enrolo em uma toalha junto com meu cabelo.
Me vestindo, visto calças de ioga pretas, uma regata azul e minhas meias felpudas rosa. Entrando na cozinha/sala de estar, engulo dois comprimidos de Tylenol para ajudar com a náusea e a dor de cabeça.
Lentamente, fui até o sofá e me virei de costas e caí em um sono sem sonhos.