Capítulo 3

1218 Words
Já faz cerca de um mês e meio desde que o —incidente— aconteceu, infelizmente Adriana foi embora há alguns dias e para piorar, tenho vomitado em horários aleatórios do dia, felizmente os médicos da clínica sem hora marcada disseram que era apenas uma virose estomacal e me deram alguns medicamentos para tomar e agora estou bem. Além disso, minha mãe tem me importunado para visitá-la e ao resto da família, e é por isso que estou atualmente presa entre um homem muito grande e suado que acha que meu ombro é seu travesseiro pessoal e um homem muito velho e muito pervertido em uma viagem sem escalas para Charlotte, Carolina do Norte. Provavelmente a hora e quarenta minutos mais longos da minha vida, o avião pousa e ele sai, mas não antes que o velho me passe seu número e me mande um beijo. Resistindo à vontade de vomitar, estremeço e vou até a esteira de bagagens. Esperando na esteira até que minha mala vermelha desbotada abrisse caminho e eu a pegasse antes que ela desse a volta na bicicleta novamente e eu tivesse que esperar ainda mais. Abrindo caminho para a frente, chamo um táxi e dou instruções para a casa da minha mãe. Observando a paisagem passar, me pergunto se alguma coisa mudou desde a última vez que visitei. Logo o táxi para em frente à minha casa de infância. Saindo, pago o simpático homem e subo a passarela com minha mala, até as escadas e toco a campainha. A porta foi aberta por uma Jasmine muito grávida, —O que você está fazendo aqui? Oh meu Deus, entre!— Ela exclamou me arrastando para dentro junto com minha bagagem. —Quem está aqui agora, e você deveria estar me arrastando assim enquanto estou grávida?— —Somos apenas Michael, mãe, avó, Jason, eu e agora você e eu estamos grávidas, não incapacitadas.— Ela sorriu. Passando pela sala de estar e entrando na cozinha, o cheiro do famoso ensopado de carne da mamãe, pãezinhos assados ​​na hora e uma torta de maçã indo para o forno. —Ei, mamãe, como vai?— —Melhor agora que você está aqui. Por que demorou tanto para vir me visitar, mocinha?— —Oh, por favor, mamãe, você ficou feliz em me deixar ir com o quarto extra agora disponível.— —Não, eu nem toquei no seu quarto.— Ela diz orgulhosamente. —Uau, bom para você porque, se bem me lembro, assim que Jas foi para a universidade, você redecorou o quarto dela.— —Sim, mãe, e Jessie já se mudou e você ainda não fez nada!— Jasmine exclamou brincando. —Oh, cale a boca, Jessica, vá arrumar a mesa.— Ela diz para Jasmine enquanto abre os braços para me abraçar. Arrumando a mesa e ajudando a colocar a comida, sento na cadeira em que sempre me sentava quando ainda morava aqui. Quando todos estavam sentados, fizemos a oração e nos servimos da comida deliciosa da mamãe. As conversas voavam facilmente pela mesa, sem um pingo de silêncio nem para mastigar, a menos que você fosse pego pela mamãe, ou no caso da esposa de Michael, e repreendido. Se você me perguntar, é bem engraçado ver homens adultos sendo repreendidos por mulheres, tipo metade do tamanho deles. Quando a noite caiu, a louça estava lavada, Michael, Jasmine e Jason, o filho deles, tinham ido embora. Deitei no meu quarto de infância, o sentimento de nostalgia me domina. Deixando meus pensamentos girarem na minha cabeça, eu caio em um sono sem sonhos. 🌅 🌄 Uma batida forte na porta me arrasta para longe da doce serenidade chamada sono, me assustando quase me fazendo cair da cama. Minha mãe entra limpando as mãos no avental, com um olhar que grita sem sentido. —Levante-se, tem muita coisa para fazer hoje e não posso deixar você ficar aí sem fazer nada.— Mesmo nas férias, acabo fazendo algum tipo de trabalho. Minha mãe é meio que Meryl Streep e Reba em uma só pessoa, exceto que o cabelo da minha mãe é castanho e seu sotaque não é tão forte quanto o da Reba, mas você entendeu. Levanto-me lentamente e arrumo minha cama enquanto minha mãe anda pelo corredor, provavelmente para a cozinha para preparar o café da manhã. Entrando no banheiro, procuro embaixo da pia por um pouco de pasta de dente. Depois de procurar mais um pouco, encontro uma caixa de absorventes. —Ah, merda. Estou atrasada.— Tudo faz sentido agora, o vômito, certos cheiros simplesmente me deixam nervosa, como não vi isso antes? Oh meu Deus Luke, não há dúvida de que ele é o pai, mas como eu conto a ele, ou à minha família, e à família dele, e muito menos contatá-lo. Deus, eu nem sei o sobrenome dele. Espere um minuto, eu nem sei se estou realmente grávida, então não há razão para preocupação. Eu me recomponho e encontro a pasta de dente, depois de me arrumar, vou até a cozinha para tomar café da manhã. Enquanto estou comendo, minha mãe se vira para mim: —Tenho uma lista de coisas que são necessárias. Vá buscá-las no mercado e sinta-se à vontade para comprar algo para você.— —Claro que não tem problema.— Eu respondo. —Agora vá, não temos tempo a perder.— Ela diz me batendo com o pano de prato. Calçando meus sapatos, pego as chaves do carro e vou para a porta, —Tchau— eu grito antes de fechar a porta. As compras passaram bem rápido, no caminho para casa eu passo na farmácia para pegar um teste de gravidez. Eu saio um pouco da cidade só para o caso de ver alguém que me conhece ou minha mãe, e acabo fazendo um grande alarido por nada se o teste der negativo. Eu escolho três dos mais precisos e os levo para serem sacados enquanto pego um saco de Skittles tropicais. A garota na mesa parece ser um pouco mais velha do que eu, mas não parece muito com o cabelo lilás que ela está segurando. Eu coloco meus itens na mesa e ela olha para mim com uma sobrancelha levantada. —Para o inferno, hein.— —Com licença?— —Você tem um pãozinho no forno, esperando, com filho, grávida, comendo por dois, em família, no pudim, no bico, grávida...— Ela divaga enquanto examina os testes. —Ok, sim, entendi, posso estar grávida.— —Não pareço muito animada com isso.— —O que exatamente eu tenho para ficar animada? Tenho apenas 25 anos. m*l consigo cuidar de mim mesma, muito menos de outro ser humano, e do pai, Deus, nem sei por onde começar, nem sei o sobrenome dele.— Eu reclamo exasperada. —Desculpe, não sabia que era um assunto delicado. A propósito, tem um banheiro nos fundos, se precisar.— —Obrigada.— Dou a ela um sorriso fraco. —Sou Maggie, a propósito. Achei que você gostaria de saber o nome da pessoa para quem acabou de contar seu segredo.— —Jessica, mas a maioria das pessoas me chama de Jessie ou Jess.— —Pense dessa forma, você pode nem estar grávida.— Ela diz otimista. Estou grávida.
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