Capítulo 4

1771 Words
Estou completamente ferrado. Há um ser humano crescendo dentro de mim. Puta merda. Isso não tem como acabar bem. —Maggie, adivinha?—, digo saindo do banheiro. —Eu estava certo o tempo todo e você estava se preocupando à toa.— Ela diz otimista. —Na verdade, não. Você estava errado e minha vida praticamente acabou.— —Bem, o que você vai fazer com isso?— Maggie me pergunta. —Eu não sei.— Eu gemo me afundando contra ela, —Eu já sei que não posso matá-lo.— —Então desista ou fique com ele, essas são as únicas outras opções que você tem.— Maggie afirma logicamente. —Eu tenho que falar com o pai primeiro. Se eu puder encontrá-lo.— —Você sabe como ele é, o nome dele?— Eu apenas aceno. —Bem, eu sei o primeiro nome dele, Luke, e ele tem cabelo castanho com lindos olhos cinzentos.— —Não sei o que dizer.— —Não diga nada, na verdade, estou indo para casa em Nova York para encontrar o papai do meu bebê.— Eu digo marchando para as portas da frente. —ESPERE! Você acabou de dizer Nova York? Como —A Big Apple— Nova York.— —É, e daí?— —Ok, eu sei que é um tiro no escuro, mas me escute.— Assim que Maggie para de falar, eu olho para ela como se ela fosse louca, —Sério Maggie, você acha que um dos maiores bilionários de Nova York é o papai do meu bebê, eu sei que você é otimista e tudo, mas sério.— —Aqui, olhe só a foto.— Entregando o telefone dela, eu olho para a foto e quase tenho uma parada cardíaca. Olhando para a foto é como se eu estivesse de volta ao Inferno todas aquelas semanas atrás. E foi aí que a realidade me atingiu como um caminhão feito de tijolos. Um bilionário é o pai do meu bebê. —Você está bem?— A voz de Maggie me tira do torpor em que eu estava. —p**a merda Maggie, você estava certa.— —Meu Deus.— Ela diz, —Luke Harris é o pai do seu bebê. Seu bebê é o herdeiro de uma empresa multibilionária. Meu Deus, seu filho nem nasceu e já tem mais dinheiro do que eu.— —Ótimo, agora se eu contar a ele que estou grávida, vou parecer uma interesseira que inventou uma mentira para tirar dinheiro dele. Ele provavelmente vai negar a criança, meus bebês vão crescer sem pai e eu vou ter que trabalhar, tipo, em três empregos diferentes para nos sustentar e então vou ter que virar uma stripper para ganhar dinheiro agora porque m*l consigo me sustentar, mas quando eu começar a mostrar, o que acontece? Ninguém quer uma stripper grávida!— Eu choro no ombro de Maggie. —Eu não quero ser uma stripper grávida.— —Não se preocupe, você não vai. Apenas conte aos seus pais sobre o bebê e peça algum apoio.— —Oh Deus, não! Meus pais, bem, minha mãe na verdade, é uma católica fervorosa como a mãe de Amanda Bynes naquele filme Hairspray. Se eu contar a ela que estou grávida, ela espera que eu já esteja casada.— —E você, pai?— —Se eu contar a ele, ele vai acabar contando para a mamãe, sem dúvida, divorciado ou não.— —Ah. Isso é uma droga então.— —Eu sei, mas tenho que voltar para a casa da minha mãe, ou ela vai chamar a polícia achando que fui sequestrado ou algo assim.— —Aqui está meu número, me ligue se precisar de alguma coisa, boneca.— —Eu vou, obrigada por tudo, Mags.— Saindo da farmácia vazia, vou até o carro e dirijo para casa. Entrando em casa com as compras, minha mãe está lá me esperando, —Você está atrasada.— A primeira coisa que me vem à mente é minha gravidez, —Como você sabia?— —Como eu não saberia? Você já saiu há uma hora e eu tive que adiar minha comida, então agora vou ter que ficar acordada até mais tarde para terminar!— —Ah, certo, atrasada no quesito tempo. Desculpe, mamãe, eu perdi a noção do tempo enquanto fazia compras.— Eu digo aliviada por ela não saber sobre o bebê. —Tenho certeza, agora vá colocar isso na cozinha e me ajude a começar a cozinhar.— No resto da tarde e parte da noite, cozinhei com minha mãe para um pot-luck que ela está tendo com as mulheres da igreja/clube do livro. Mais tarde, eu disse a ela que tinha que sair mais cedo do que o suposto por causa do trabalho em casa, quando na verdade eu só queria encontrar Luke e conversar sobre o que fazer com o bebê. Abrindo a porta do meu apartamento, fui direto para o meu laptop e pesquisei Luke Harris no Google. —Luke Harris, um dos bilionários mais jovens a enfrentar o planeta!— —Luke Harris: 26 abaixo dos 26 dos homens mais poderosos, ricos e influentes.— —Luke Harris - Wikipedia, a enciclopédia livre.— —Site oficial de Luke Harris.— —Luke (LukeHarris) Twitter.— —Luke Haris (LukeHarris) 🔹 Fotos e vídeos do Instagram.— E cerca de vinte outras coisas aparecem. —Ele é muito mais popular do que eu pensava.— Indo com a escolha mais fácil, clico na página Wiki e procuro a seção sobre seu trabalho. Depois de encontrá-lo e ler, descobri que ele é o CEO da —Harris Industries & Co.— Enquanto também é dono de uma rede de clubes, um deles é o The Inferno. Pensar que ele deixou a inauguração do seu próprio bar, comigo especialmente, e acidentalmente me engravidou deve ser algum tipo de karma r**m que ele tem. Acabei de me chamar de karma r**m? Fazendo um plano para visitar seu trabalho na segunda-feira, também conhecido como amanhã, vou para a cama desfrutando de um sono tranquilo. Por volta das cinco da manhã, eu estava vomitando o jantar que comi no vaso sanitário. Dando descarga, levanto do chão e vou até a pia para lavar as mãos e escovar os dentes. Ao sair, olho para o relógio na minha mesa de cabeceira: —Fiquei lá por meia hora, baby, eu te amo e tudo, mas por favor, se acalme com todo esse vômito, acho que não aguento mais.— Falei com o bebê com a mão na barriga. Finalmente consegui voltar a dormir, só para acordar cinco horas depois, às dez horas. Saindo da cama, vou até meu armário e visto uma calça jeans azul-escura que, felizmente, tinha um cós elástico e uma blusa solta cor de creme com um cardigan. Caminhando até o banheiro, escovo os dentes, passo uma maquiagem leve e apenas penteio meu cabelo, deixando-o natural. Pegando minha bolsa, telefone e as chaves do carro, vou até o estacionamento que agora tem meu outro bebê, um lindo Honda Civic 2014 prata. Chegando à Harris Industries & Co., estaciono o carro no meio-fio e saio trancando a porta. Olhando para o prédio iminente, entro na recepção perguntando qual é o caminho para seu escritório. Depois de descobrir que é o andar superior, o que na verdade deveria ser óbvio para mim, já que ele é o chefe, vou até o elevador e aperto o botão do andar superior. Quando os elevadores abrem, vou até a secretária neste andar, espero até que ela desligue o telefone e pergunto onde fica o escritório de Lucas. —Você tem um compromisso?— Ele pergunta com ceticismo. —Sim, tenho.— Isso mesmo, não sou uma vagabunda tentando ficar com você, chefe, não que eu já não tenha, mas são apenas alguns detalhes menores. —Um momento, por favor, qual é seu nome?— —Jessica Williams.— Terminando a ligação, ele me direciona para o escritório de Lucas, —Aqui estamos.— Ao abrir a porta, a primeira coisa que vejo é Lucas sentado em uma cadeira focado no que quer que esteja escrito nas páginas à sua frente, ele olha para cima ouvindo a porta se abrir e um olhar de reconhecimento passa por seu rosto, —Jessica?— —Ei.— Respondo fechando a porta e caminhando para sentar em uma das cadeiras perto de sua mesa. Ele se lembra de mim pelo menos, é um bom começo. —Eu não pensei que te veria de novo, já que você meio que me deixou depois da melhor noite da minha vida, mas tanto faz, certo?— —Eu realmente sinto muito por isso, eu simplesmente não sabia o que fazer, eu nunca estive nesse tipo de situação antes.— —Bem, há algum motivo para você ter vindo ou...— —Sim, na verdade,— eu começo a mexer na bainha do meu cardigan, —hum, então, eu estou grávida, e é seu.— —Hmm. Desculpe, o quê?— —Estou grávida e é seu.— —Você espera que eu acredite em você?— —Sim, olha, eu sei que é estranho e tudo, mas eu não mentiria sobre isso, olha, eu tenho provas.— Eu afirmo tirando o teste de gravidez em um saco plástico e me levantando para mostrar minha barriga ligeiramente arredondada. —Eu ainda gostaria de um teste de paternidade.— —Claro.— —Ok, vamos lá.— Ele agarra meu braço me tirando do escritório em direção aos elevadores, —Segure minhas ligações.— Ele grita para sua secretária. No estacionamento, ele entra no carro e dirige até o hospital. Esperar na maternidade com Lucas me faz sentir estranha porque todas as outras mulheres estão com algum tipo de parceiro e eu estou sentada aqui com meu caso de uma noite, felizmente não esperamos muito porque Lucas —conhece um cara—. Receber os resultados do médico foi provavelmente um dos melhores momentos da minha vida para provar que Lucas realmente é o pai e que eu não sou uma prostituta faminta por dinheiro. Ficar sentada no carro em completo silêncio é horrível, especialmente porque Lucas está sentado ali imóvel como uma estátua. —Lucas, você está bem?— —Sim, acho que sim.— —Tem certeza?— Ele apenas acena com a cabeça em resposta. —Só preciso te perguntar uma coisa.— —O que é?— Respiro fundo antes de fazer esta pergunta crucial: —Case comigo.—
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