Eu não sei o porquê fui aceitar a sugestão de Dona Marlene. Eu devo estar muito desesperado para envolver uma funcionária nessa história. A garota devia ter, no máximo, um metro e sessenta e cinco, cintura fina e um belo corpo por baixo do uniforme de secretária da diretoria. Ela se vestia igual a Dona Marlene, saia lápis cinza prata na altura do joelho e blusa de seda branca, mas sem sombra de dúvidas ficava muito melhor nela!
Seu cabelo estava preso em um coque bem firme, deixando a vista seus lindos olhos. A maquiagem discreta era norma da empresa, de modo que sua personalidade não podia ser identificada. Sua pele negr@ estava pálida pela evidente falta de sol. Uns 24 anos? Posso dizer que, no quesito aparência, ninguém da família duvidaria que ela pudesse ser minha namorada.
Apesar da resposta, tinha certeza de que ela não dominava o contrato da CZA, mas eu não a tinha chamado por sua pseudo habilidade em lidar com contratos. Ela também não precisava saber disso. Foi corajosa. E isso era o que importava.
Volto para a tela do computador e envio uma mensagem para o w******p de Dona Marlene, depois que ela retirou a garota, que ainda estava tentando entender que trem a atropelou.
“Quero um relatório completo sobre ela “
Desligo o computador e me sinto mais tranquilo para ir ao encontro de Matheus. Quem sabe fecharia a noite com alguém me ajudando a relaxar da tensão acumulada ao longo do dia?
Ao sair da sala, vejo apenas Dona Marlene. Será que a solução do meu problema pode estar mais perto do que eu imaginei?
Sorrio e a cumprimento com a cabeça em sinal de agradecimento.
― Tenha uma boa noite, Dona Marlene!
― O senhor também ― ela sorri de volta.
Ao chegar no Juan, avisto Matheus entre duas loiras, em uma mesa pequena. Ele sorri assim que me vê.
― Meninas, esse é meu irmão Luciano ― elas sorriem para mim.
Com a mão que segurava o copo de whisky, ele apontou para a loira que segurava pela cintura e a apresentou fazendo um monte de elogios. Terminei não gravando o nome da garota. Na sequência, apontou para a outra, para apresentá-la.
― Esse espetáculo de mulher é a Laís. Seja delicado com ela, irmão ― ela sorri, fingindo timidez e eu pisco para ela.
O garçom deixa um copo de whisky sobre a mesa e Matheus agradece, o que indica que ele já havia providenciado meu pedido antes de eu chegar, como era nosso costume. Matheus nos entretém com suas histórias divertidas, enquanto eu aproveito para ir sondando os limites da loira ao meu lado.
Ela não demonstra se incomodar quando roço minha perna na coxa dela. Por isso avanço. Coloco minha mão direita sobre o joelho dela e começo a subir devagar pela parte interna da coxa.
Quem olha para nós dois não percebe o nível da intimid@de que está acontecendo sob a mesa.
Ela continua bebendo, fazendo cara de interessada nas histórias de Matheus. Ao tocar a borda da saia, percebo que também cheguei ao meu destino, de modo que, mesmo sem ver, sei que ela está usando uma minissaia.
Passo a mão sobre sua calcinha e posso perceber o tamanho do estrago que causei. Sorrio de lado, sentindo-me orgulhoso do meu poder sobre as mulheres.
Delicadamente, afasto a calcinha dela para o lado e começo a estimular sua intimid@de ali mesmo. Ela passa a morder o lábio inferior com tamanha força que tenho a impressão de que ele vai pular no copo dela. Ao invés de me frear, ela se ajeita na cadeira, ficando mais exposta para mim. Ao perceber a situação, Matheus resolve dificultar meu serviço.
― Irmão, lembra daquela vez que a gente foi pescar em Arraial do Cabo?
― Sim, lembro. O que tem?
― Qual foi o tamanho do peixe que a gente pegou? ― Filho da mãe!
― Era grande, Matheus!
― Meninas vocês não vão acreditar. O peixe era enorme. Mais ou menos que tamanho, irmão?
Ele olha para mim segurando a gargalhada. Que filho da put@! Eu já tinha fechado a estação de lazer e limpado a mão no bolso da calça. Laís fez a desentendida quando eu levantei as mãos para demonstrar o tamanho do peixe.
A outra loira fez cara de espanto. E Matheus ria contando mais vantagem. Nós dois sabíamos que aquela risada não tinha relação com a história do peixe.
Mal Matheus concluiu a história e Laís chamou a amiga para ir ao banheiro.
― Seu filho da put@ estraga prazeres! ― ele ria descaradamente.
― Você precisava ver a cara dela, irmão. Deixei-a no ponto para você ― disse e continuou rindo.
Virei o resto do whisky no copo e balancei a cabeça achando graça daquilo tudo.
― E aí? Já resolveu aquele seu problema? Por que não leva Laís para o casamento? ― continuou rindo.
― Sério? A garota que praticamente trans@ com um estranho no meio do bar? Claro que não! Encontrei alguém para fazer esse papel, mas vou precisar de sua ajuda.
― Você não vai me envolver nessa história...
― Parece que a moça é certinha. Vou precisar sensibilizá-la e você precisa me ajudar.
Mudamos de assunto ao perceber a aproximação das garotas. Laís nem se senta, chega bem próximo ao meu ouvido e me convida para terminar o serviço no apartamento dela.
Sorrio para ela e digo:
― Matheus, amanhã eu te ligo. Foi um prazer, querida ― me despeço da outra loira de forma carinhosa, pois não guardei o nome dela e, então, saio com Laís para finalizar o último compromisso do dia.