Capítulo 47. Pereirão me comeu

908 Words

Aline Sempre fui chamada de "miúda". Com meus 1,52m de altura e mãos que parecem de criança, passo a impressão de ser uma boneca de porcelana que quebra no primeiro toque. Mas quem me vê assim não faz ideia do fogo que queima aqui dentro, especialmente quando entro na oficina do Pereirão. Ele é o completo oposto de mim: um homem gigantesco, com quase dois metros, ombros que parecem paredes e mãos tão grandes que poderiam esmagar minha cintura com um só aperto. ​Eram quase sete da noite quando parei meu jipe na frente da oficina dele. O portão estava entreaberto, e a luz lá dentro era amarela. Sabia que ele estaria trabalhando em algum projeto antigo, porque o Pereirão não dorme quando tem um motor aberto na frente dele. Entrei devagar, meus saltinhos estalando no chão de cimento batido,

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