Foi ideia dele, claro que foi. — Tá muito cedo pra ir embora — murmurou no meu ouvido, enquanto despedíamos dos nossos amigos na porta do bar. A música alta ainda vazava pela porta entreaberta. — E você tá me deixando mäluco com esse vestido. Seu olhar era pesado, intoxicado pelo álcool e por algo mais primitivo. Seu braço estava em volta da minha cintura, a mão quente espalhada justamente no lugar onde o tecido fino do meu vestido prëto colava no meu corpo. Já estava excitäda só pela noite, pela provocação dos nossos flertes durante horas, pelo jeito que nossos joelhos se esbarravam debaixo da mesa. — Tá bom, e aí? — perguntei, fingindo indiferença. — Vamos ficar na calçada? Ele sorriu, aquele sorriso maroto que me fazia derreter por dentro. — O carro tá ali na esquina. O carro dele

