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Conto de Hóquei de Férias: O Impasse do Quebra-Gelo

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Luci Forrester é uma estudante universitária, cursando o último ano. Ela não teve a melhor experiência universitária e está contando os dias para deixar o inferno que é a Universidade de Kenton; e, se não dependesse da sua bolsa de estudos, ela já teria ido embora. Ela faz o possível para passar despercebida, mas para o time de futebol americano e de hóquei, isso não parece importar. Ela tem o dom de estar no lugar errado na hora errada, o que fez dela o alvo deles mais uma vez. Pelo menos desta vez, quando ela resgatou um garotinho chamado Cole de ser atropelado por um motorista distraído. Sua avó a contratou para cuidar dele depois da escola e nos fins de semana, já que a temporada de festas está se aproximando. Luci pensou que as coisas estavam melhorando com o trabalho bem remunerado, até descobrir que isso a colocou de volta na mira de alguém, seu inimigo: Easton Reed. Ela o despreza por ser um valentão mimado e rico, mas poderia estar errada quando descobre seu maior segredo?

Easton Reed é o centro sênior dos Reis do Gelo de Kenton. Ele é o capitão do time e joga bem ao lado de seus três irmãos, que completam o time. Por sua aparência, ele é o sonho de todas as meninas; e como ele é frio e distante, isso só aumenta seu apelo para suas fãs devotas. Ele evita a maioria dos dramas do campus, mas sempre parece estar por perto quando Luci entra em conflito com quem a atormenta. Ele deixa claro que não é o seu maior fã desde o primeiro encontro e também em todos os encontros que tiveram depois; mas quando são colocados juntos durante as festas devido às circunstâncias, o que acontecerá? Quando ela descobrir o segredo que ele mantém de suas fãs, ele irá atormentá-la mais?

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Capítulo 1: Atrasada
Luci Forrester — Estou atrasada, estou atrasada… — Eu murmuro enquanto corro pelos corredores para chegar à aula. A Professora Elkins nem sempre é compreensiva, e se ela me fizer ficar na frente da turma para explicar o meu atraso, eu não vou aguentar. Continuo murmurando para mim mesma, e ouço o tilintar começar em minha cabeça, o coelho branco no filme de Alice no País das Maravilhas. “Estou atrasado, estou atrasado para um compromisso muito importante. Sem tempo para dizer oi ou adeus, estou atrasado, estou atrasado…” Consigo ver o filme inteiro passando diante dos meus olhos. — AHHH! — Solto um grito involuntariamente ao bater em uma enorme parede dura. Olho para cima e quero morrer quando percebo que não foi em uma parede que eu esbarrei, mas sim em um corpo humano de concreto. Meus olhos provavelmente estão do tamanho de dois pires enquanto encaro o rosto de um dos quatro reis de Kenton, os irmãos Reed, que dominam o gelo aqui na Universidade de Kenton e depois a cidade junto com seus pais. Acabei esbarrando no mais implacável deles, Easton. Ele é o centro do time de hóquei e provavelmente o solteiro mais cobiçado entre todas as universidades deste estado, o que é um código para dizer playboy mimado na minha opinião. As garotas ficam enlouquecidas por ele depois de cada treino e jogo. Ele também é o mais frio e c***l dos quatro. Ótimo, era exatamente o que eu precisava. Meu dedo indicador esquerdo imediatamente começa a arranhar a unha ao longo do polegar enquanto espero que ele exploda. Ele não é conhecido por ser amável, e eu rezo para que ele não se lembre de mim dos outros dois encontros que tivemos nos últimos dois anos. Meus pensamentos giram na minha cabeça quando a sacudo um pouco para me concentrar, pois aquela maldita analogia com o coelho branco me distraiu. — Eu… sinto muito. Eu estava perseguindo um coelho — Eu falo com agitação, e ele semicerra os olhos para mim. Eles têm a cor mais interessante, como um prateado com um toque do azul-gelo mais pálido por toda parte. Aquela baboseira escapou de mim e eu me encolho, percebendo que ele vai pensar que sou desastrada e maluca. Eu me concentro muito para focar e organizar meus pensamentos. Vamos lá, cérebro! — Luci! — Escuto a minha melhor amiga chamar da outra ponta do corredor. Espreito ao redor do jogador de hóquei gigante e vejo Syd acenando como louca para mim. O gigante na minha frente se move para bloquear minha visão, voltando a minha atenção para ele, como se eu pudesse esquecer que ele estava ali. Eles o chamam de Destruidor de Gelo porque, basicamente, ele atropela tudo em seu caminho para chegar ao gol. Uma carranca irritada aparece no rosto de Easton quando dou uma olhada de volta para cima. — É esse o “coelho” que você estava perseguindo? Ah, meu Deus, a voz dele. Eu esqueci como ela me afeta. É como o som mais grave e áspero que já ouvi e nem nos vídeos online sobre os livros que leio eles soam assim. Quase consigo sentir meu tímpano formigar enquanto ressoa em minha cabeça. — Hummm, não. Eu… — Easton!!! Jackson!!! — Um grito alto seguido de uma risada alegre ecoa atrás de mim. Não me atrevo a olhar, mas vejo os olhos azuis de Jackson Reed se moverem do meu rosto para o corredor que estava atrás de mim. Seus olhos se estreitam mais e me pergunto se ele se importa com a atenção. Tive uma aula com ele no ano passado e ele me ignorou, assim como ignorou todas as outras garotas lá. Ele é quase tão alto quanto seu irmão gêmeo, o que provavelmente é da altura de um gigante bonachão. Quero dizer, é sério, eu poderia ter cãibra no pescoço olhando para esses caras, afinal, eles devem ter uns dois metros ou dois metros e um. Ambos têm cabelos loiros curtos de cor cinza e enquanto o cabelo de Easton é bagunçado e desarrumado, o de Jackson é estilizado de forma mais suave. Easton inclina de leve a cabeça enquanto seus olhos não vacilam. — Você não deveria estar correndo atrás do seu coelho... Luci? E agora eu sei como é sentir um orgasmo quando ele diz meu nome. O que diabos há de errado comigo hoje? Esse cara quer me matar, tenho certeza, enquanto estou tentando não salivar por causa da sua voz. E eu não deveria, sabendo que ele me acha tão repreensível quanto o restante de sua equipe. Concordo com rapidez e começo a contorná-lo, mas não sem antes sussurrar. — Desculpe — Espero que isso não me traga algum tipo de vingança mais tarde. Ando rápido, contornando o canto e espiando na fina tira de vidro para ver a Professora Elkins falando. Syd chama a minha atenção e eu a vejo levantar três dedos. Assinto e espero ela alcançar antes de jogar algo nas janelas na parede oposta. A Professora Elkins se vira para investigar a intrusão, e eu entro na porta, rastejando para a primeira cadeira disponível. Syd me dá um sinal com o polegar para cima com um sorriso travesso. Felizmente, nenhum dos integrantes dos times de futebol americano ou de hóquei está aqui ou eles chamariam a atenção para nossa dissimulação para me fazer me sentir desconfortável. Tiro em silêncio meu caderno e começo a fazer anotações sobre o que ela escreveu no quadro. Esta é uma das minhas aulas menos favoritas, mas é obrigatória para a graduação. Eu me saio melhor com números do que com história seca e entediante. Os números apenas combinam melhor com minha mente dispersa. Quando eu tinha dez anos, a minha professora notou que eu estava sempre distraída, exceto durante a aula de matemática. Então, ela ligou para minha mãe adotiva, Janet, e tiveram uma reunião. Depois disso, Janet me levou para ver um especialista, afinal, a Sra. Jenkins sugeriu que eu estava lutando tanto com meu foco e precisava de ajuda. Fui diagnosticada com TDAH desatento, uma forma mais leve de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade; e, em vez de ter o componente hiperativo, eu era mais tranquila e passava o dia sonhando acordada. Eu era extremamente desorganizada e meu cérebro divaga com o padrão mais estranho de pensamentos. Muito parecido com viver no País das Maravilhas com a Alice às vezes. Janet foi a melhor mãe adotiva que tive. Eu morei com ela por mais tempo, quase dez anos; ela me levou para ver um terapeuta comunitário e outras formas de terapia interativa, em que aprendi alguns truques para me ajudar a administrar a minha situação. Conheci Sydney Olmos em uma aula de terapia de arte quando eu tinha doze anos. Ela estava lá esperando pelo seu irmão mais velho, Banning, que também tinha os seus próprios problemas de foco; então, ela veio direto até mim e se apresentou. Acabou que íamos para a mesma escola e estávamos no mesmo ano, mas eu nunca a tinha notado. Ela me fez três perguntas: minha cor favorita, minha comida favorita e se eu achava Tommy Baldon, da nossa turma, bonitinho. Depois de ouvir as minhas respostas, ela declarou que seríamos melhores amigas a partir daquele momento, e de fato fomos. Fiquei surpresa. Ela aprendeu truques para garantir que eu permanecesse focada perto dela e me defendia quando fosse necessário. Ajudava que a maioria não prestava muita atenção em mim quando ela estava por perto, e ainda não prestam até hoje, mas isso nunca me incomodou. Syd sempre me diz que sou bonita, mas eu não me preocupo muito com a minha aparência, afinal, é mais uma coisa com a qual não tenho tempo para me preocupar. Sou o que sou e se eles só quiserem me julgar pela minha aparência, que assim seja. Eu tenho cinco pés e sete polegadas com muito pouco com o que me gabar em relação à minha figura, meu cabelo castanho claro e os meus olhos castanhos não são nada especiais ou únicos. Tenho algumas sardas espalhadas no nariz e nas bochechas superiores e em nenhum outro lugar em minha pele pálida. Sydney é a típica garota dos sonhos americanos, com cabelos cacheados loiros e olhos azul-escuros. Ela é apenas uma polegada mais alta do que eu, com uma figura perfeita e um bronzeado dourado durante o ano todo; então, todos os olhares geralmente estão voltados para ela, o que me ajuda muito. Isso me dá tempo e espaço para organizar meus pensamentos às vezes. A aula termina e Syd vem esperar por mim. — Por pouco, hein? — Ela diz com um grande sorriso, e eu rio. — Obrigada, Syd. Cheguei a um impasse glacial — Ela puxa o meu braço e coloca o dedo nos lábios até chegarmos ao corredor. — Ele fez algo com você? — Ela sussurra com preocupação. — Não, acho que uma das fãs apareceu, então ele estava mais preocupado com isso e me deixou com uma pequena provocação, e só — Dou de ombros, e nos movemos com cautela pelo corredor que, felizmente, está quase vazio. — Então, ele não se lembrou de você do ano passado? — Ela me pergunta enquanto nos dirigimos para o carro dela. — Parece que não — Digo enquanto entro no carro. Ano passado, eu estava a caminho de uma mesa no centro estudantil com meu almoço, então, naturalmente, estava perdida em meus pensamentos tentando organizar as minhas atribuições para o dia. Eu não estava prestando atenção, o que foi completamente minha culpa. Jim, um dos jogadores de futebol americano, me fez tropeçar e eu fui voando, assim como a bandeja de comida. Enquanto as batatas fritas e os nuggets não foram um problema, o copo de iogurte aberto foi, pois iogurte de morango voou para fora e atingiu ninguém menos que o quarterback do time de futebol, Julian. Ele rosnou e se levantou gritando obscenidades para mim e, como vingança, ele pegou sua garrafa de água e me molhou. Minha blusa estava completamente encharcada, e é claro que a maior parte era branca, então ficou transparente. Fiquei encolhida enquanto todos riam. A maioria foi embora depois e eu fiquei lá até o time de futebol sair. Um par de pés enormes veio ficar bem na minha frente e, quando ousei olhar para cima, encarei aqueles olhos irritados e estreitos que admirei hoje mais cedo. Foi a primeira vez que ouvi a voz dele. Ele tinha manchas de iogurte de morango em sua calça jeans, e eu arfei. — E-eu não… — Antes que eu pudesse terminar, ele rosnou, como um lobo bravo. — Você fez sim! Aqui, já está tudo estragado por sua causa de qualquer forma. Você deveria se cobrir! — Ele disse com raiva enquanto eu encarava o chão, humilhada e furiosa. Levantei os olhos para vê-lo alcançar a parte de trás do pescoço com uma mão e tirar o capuz preto que usava em um movimento rápido e fácil. Ele jogou na minha cabeça e saiu. Puxei, grata por isso, ao mesmo tempo em que queria queimá-lo. Durante o dia todo, eu tentei ignorar o cheiro dele. Sydney zoou comigo, mas parou quando lhe contei a história toda. — Queime quando chegar em casa; porém, é útil por enquanto, querida. A voz de Syd ecoa enquanto me chama com suavidade. — Luci… Luci… sintoniza, querida. Abano a cabeça. — Desculpe, Syd. Vamos buscar o Barrett? Posso ficar de olho nele enquanto você vai para o laboratório esta noite. — Agradeço. Vamos conseguir, Luci. É o último ano da escola. Suspiro de alegria esperançosa e respondo de forma prática: — Só 155 dias letivos restantes até a formatura. Agora para sobreviver ao último ano do inferno.

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