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A família Satoki

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Satoki é uma tradicional família japonesa, com uma herança disputada e membros conturbados. Jennie se vê envolvida no meio de uma grande disputa familiar ao se casar por conveniência com o jovem herdeiro Hiro, para fugir do controle do pai.

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Proposta
Jennie Lee Park —Case-se comigo— foi o que Hiro me disse. Honestamente, eu m*l o conhecia. Era uma loucura completa, porém o desespero foi o que me motivou a dizer. —Sim — minhas palavras pareciam até ter sido pronunciadas por outra pessoa. [...] Naquele mesmo dia, horas mais cedo, deixei meu apartamento as presas. Antes de encontra com Hiro, segui sem rumo por algumas ruas de Seul. Temerosa demais para voltar. Cansada demais para explicar as minhas melhores amigas, com as quais dividia o apartamento, a verdade por trás da inesperada visita do meu pai. Um casamento arranjado. Um dos meus mais frequentes pesadelos. Tendo em vista que minha família é extremamente tradicional e meu pai nunca lidou bem com o fato de que eu tenha saído de casa para fazer universidade de artes em Seul. Eu poderia ter imaginado que ele me colocaria em algo do tipo. Ainda assim fiquei surpresa e chocada, quando abri a porta e o encontrei no meio da sala conversando com Huna. Após a mesma nos deixar a sós ele disparou a tagarelar o mesmo discurso de sempre. Que eu devia abandonar este sonho b***a e voltar para casa. Porém desta vez ele tinha uma cartada a mais, papai encontrou um homem de respeito para mim e prometeu minha mão em casamento. Tentei muito argumentar com ele, mas não existe ninguém mais cabeça dura no mundo. Além de seus conceitos retrógrados. O senhor Park não dá o braço a torcer nem mesmo para o meu irmão. Que na sua cabeça tem mais credibilidade do que uma mulher jovem e tola como eu. Sem muitas opções acabei saindo correndo. Sei que isso não resolvia de maneira alguma a situação. Entretanto já estava tão irritada, assustada e desesperada que não via nada que resolvesse a minha angustia. O melhor que pude para me livrar da sensação de abafamento e impotência foi deixar o ressinto. Foi assim que acabei no campus. Em uma dos muitos bancos da Chung-Ang University. Enquanto tentava pensar em uma opção se quer que me livra-se daquele problema. Não, não haviam alternativas. Já conseguia prever o que tinha no meu futuro. Meu pai encontrou um homem tão retrogrado quanto ele e que exigiria de mim a típica mulher dona de casa. Que é recatada e não fala ou pensa demais. Como meu pai diz. Nunca desejei este tipo de vida. Está não era eu. Ali em meio a tamanha desilusão vi meu futuro brilhante desaparecer. A destruição de meus planos. Então as lagrimas vem à tona sem convite. Agradeço que a universidade estava praticamente vazia graças ao feriado. Hoje é o dia que devíamos estar felizes com nossas famílias. Bem, venho evitando retornar a minha cidade natal a tanto tempo que não pensei que estaria infeliz nesta data. Foi quando alguém me ofereceu um lenço. Viro-me para o bem feitor notando que se trata de Hiro Satoki e surpreendo-me. Ele é conhecido como o gênio da C.A.U. Está no quarto ano de medicina e dês que entrou na universidade vem ganhando o prêmio de estudante modelo. Que é quase um atestado de que ele é o mais inteligente entre nos. Além disso Hiro se destaca pela aparência similar à de um Idol. Gerando a ele muitas admiradoras. Porém é um jovem frio e distante. Não interage com quase ninguém e costuma ignorar completamente as mulheres. — Desculpe o que faz aqui? — questionei. — Estava esperando um obrigada — ele disse ocupando o lugar vago ao meu lado. O que me assustou ainda mais. Porém, Hiro permaneceu em silencio. Parecia estar com a mente longe. Considerei questiona-lo se estava se sentindo bem. Quer dizer, nunca havíamos interagido diretamente antes e agora ele está sentado casualmente ao meu lado, como se fossemos grandes amigos. A única interação que tivemos antes disso foi trocas de olhar quando nos esbarrávamos em alguma dependência da universidade ou mais especificamente na biblioteca. Confeso que seus olhares me deixavam confusa. Como se fosse uma mensagem que eu não compreendia o conteúdo. Não que fosse qualquer traço de interesse da parte dele afinal Satoki jamais demostrou interesse por alguém. —Obrigada — respondi quando percebi que realmente não o tinha agradecido pelo gesto educado. — Por que estava chorando? — Hiro perguntou, direto. — Oh, bem... — não sabia se estava realmente confortável em compartilhar meus problemas com um estranho, mas aquilo já estava fazendo minha cabeça latejar. Eu tinha que desabafar. Contar isto as minhas amigas me levaria a um resultado simples. Uma guerra. Jamais Yuna deixaria meu pai tomar as rédeas da minha vida. Porém, ela não entende. Mesmo que o senhor Park tenha pensamentos antiquados, ele ainda é meu pai. Ele não tem culpa da criação que recebeu. Meu pai esteve na guerra. Eu lhe respeito e o amo mais que tudo. —Às vezes apenas dizer em voz alta ajuda— ele comentou me trazendo de volta ao presente. Suspirando fortemente me decidi. — Meu pai arrumou um casamento para mim... — iniciei com um tom triste, recebendo um riso sarcástico dele. Encaro Hiro com reprovação — Esquece, não devia ter falado nada — disse irritada. — Não! Espera! Não estava rindo de você. Apenas achei engraçado por que tenho um problema levemente parecido — revelou. —Parecido? — questionei confusa. Ele está sendo forçado a um casamento arranjado também? —Como posso dizer isso. Bem ... eu preciso me casar — ele disse. Este é o problema dele? Basicamente, todos os jovem da nossa idade querem a mesma coisa. Com tantas admiradoras que ele tem isso se quer é um problema. —Acho que você não está me entendendo. Eu não tenho escolha. Terei que desistir da universidade e me casar com um homem tão retrogrado e patriarca quanto meu pai. Que me forçará a ser aquelas donas de casa mudas que não podem opinar nem na criação dos próprios filhos. Como a minha mãe— bravejei. — Então para você o problema não é o casamento em si, mas o homem que seu pai escolheu que vai querer controlar sua vida— ele disse por fim alguns segundos depois. —Pensando friamente, sim— concordei. — Sendo assim, case-se comigo — Hiro disse naturalmente. —O que? — questionei completamente atordoada. — Se você se casar comigo, nos dois resolvemos nossos problemas de uma vez — argumentou. — Está maluco? Nos m*l nos conhecemos. E... — comecei. — E você conhece seu noivo? — ele perguntou astutamente. — Não, mas como isto vai resolver meus problemas? — questionei. — Eu não preciso de um casamento longo e você só precisa ficar casada tempo o suficiente para seu pai desistir da ideia de te casar com um homem que você não quer. Comigo não terá que deixar a universidade e nem se tornará numa dona de casa— ele pronunciava cada palavra com uma calma que parecia o plano perfeito. Eu não sou i****a sei que a muitas formas desse plano acabar m*l. Entretanto, não me via tendo mais nenhuma opção. Respirei fundo e resolvi deixar nas mãos do destino. — Eu aceito — disse.

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