Natalia narrando Depois que o último tiro se dissipo entre os becos da favela e o silêncio se instalou novamente, meu coração ainda batia acelerado. Estávamos todos em alerta, esperando o próximo movimento de M.V., mas naquele momento, o inesperado aconteceu meu telefone tocou. O visor mostrava o número da clínica da Rocinha. Meu peito aperto. Atendi rapidamente, já com mil pensamentos na cabeça. — Doutora Natalia? — a voz do enfermeiro soou urgente do outro lado. — Sim, sou eu. — O GB… ele acordo. Ainda tá fraco, mas abriu os olhos. Estamos estabilizando. Meu corpo reagiu antes mesmo da mente processar. Desliguei o telefone e corri. Não pensei em Vespa, nem nos riscos, nem na tensão que ainda pairava no ar. Só sabia que precisava estar ali. Precisava ver com meus próprios olhos. C

