Barão (Breno)
3 anos antes
Pow tinha acabado de comer a Luana e ainda tinha que colar na boca que o Alemão convocou geral. Peguei a minha comanda que deixei no bolso da bermuda antes de ir pro carro comer a piranhä que chegou se jogando pra cima de mim. Sempre tive minhas selecionadas, Natália e Luana eram as preferidas.
Entro no bar com a comanda na mão e desenrolo com a mina, até que é ajeitadinha e nunca tinha visto ela por aqui, ela é bem gostosinha, mas quis se fazer de difícil dizendo que não tem celular, pow vazei de lá, as santinhas eram as piores!
Colei na boca e já tava os cara tudo reunido, quando alemão chegou com a postura séria.
— Planejei e estudei algum tempo invadir a rocinha, o Barão que é gerente conseguiu o Juninho lá dentro que é benefício pra nós. Agora com alguém do nosso lado, tô pronto pra tomar a rocinha — os caras se agitaram menos eu e o Pitibull, não era boa a ideia
— Quem vai? — perguntei pra saber se ia de missão
— Vou deixar os menor da barreira e os dá venda, só vai os treinado comigo. Quero que fiquei o Pitibull e tu, caso eu morra vocês se decidem quem vai assumir — falou sério e fiquei nervoso com a possibilidade
— Se tem a possibilidade de morrer, nem vai nessa porrä, deixa os menor ir e já era — ele debochou
— Vida de bandido é matar ou morrer, ainda não entendeu isso? — revirei os olhos ficando de canto
— Também acho melhor, nem invadir — Pitibull disse e alemão bateu na mesa com força
— Vocês tão com medo do PH? Eu vou pra tomar aquela p***a dele e já era, tem mimi não nesse caralhø — alemão era branco e ficou vermelho de raiva, diferente dos outros dias
— Beleza chefe, pra quando é a missão? — um vapor perguntou
— Ao sinal do Juninho nos partimos, quem tiver na missão vou colocar num grupo no whats, assim que avisar quero todo mundo indo pra lá — neguei e encarei ele que não deu importância — Agora todos, fora daqui e fica só pitibull e Barão — começaram a sair
— O que tá pegando? — pitibull questionou
— É o seguinte, vocês dois sempre foram os mais sagaz aqui, o Barão sempre tem os melhores assaltos que deixa a gente forte — me encarou e assenti, honrado — Pitibull é mó firmeza pra ser meu braço direito, eu confio em vocês se qualquer parada acontecer, isso é de vocês e cuidem bem disso — abriu os braços girando e suspirei
Eu sentia que não ia dar bom essa p***a, tinha algum bagulho errado com ele pra tá se despedindo dessa forma.
[...]
Só recebi um aviso que o Alemão ia invadir a Rocinha de madrugada, tava com a Natália num barraco e pow f**a-sę, deixei de comer ela não.
Fodiä ela de tudo que é jeito, mina dava o nome legal.
Sai da casa dela era quase meio dia quando peguei meu celular, vi que o Pitibull tinha acabado de me chamar na entrada do morro, desci com minha moto lá e porrä, era o Alemão já sem vida.
Fiquei meio perdido, o cara me salvou menorzinho e agora tava ali morto, sem família nenhuma, aquilo mexeu comigo de uma forma que pow, minha mente só queria vingar a morte dele e comecei a me planejar.
[...]
Alemão tinha sido enterrado na mesma noite, tava horrível e inchando muito, os menor já levaram direto pro cemitério aqui do morro.
Fiquei pilhado pra caralhø, foi assim o dia todo tá ligado.
Pitibull me chamou na boca pelo radinho e colei a mil lá, levei a Luana comigo já que tava comigo o velório todo. Entrei na boca com ela vindo atrás e fui até a sala que era do Alemão, a porta estava aberta e o Pitibull com uma carta na mão.
— Ele foi pra morrer e deixou isso ae por escrito — colocou o papel em cima da mesa na minha direção e eu peguei começando a ler.
" Sei que vocês devem estar surpresos por eu ter feito essa loucura, mas não tinha outro jeito de sair do crime, talvez vocês não saibam. Tive uma filha com uma vagabundä aí do morro há 18 anos atrás, nunca quis saber da garota, esses dias vi uma garota tão parecida com minha falecida mãe e pow fui investigar a vida dela, a mãe dela é uma desgraçada, maltrata ela demais e não sei se minha filha pode me perdoar algum dia. Minha mente ta pesando muito e resolvi arriscar, se sair vivo vou correr atrás da garota em busca do perdão da minha filha, mas se morrer, se vingue por mim e tomem a rocinha do PH, sei que Barão e Pitibull vão conseguir executar um ótimo plano"
Pørra! Quem é a filha do alemão?
Encarei Pitibull que não tinha expressão nenhuma no rosto e Luana tava agitada do meu lado.
— Vamos embora amor, nem deve ser nada isso aí — se desfez da carta com nojo
— Vaza Luana — falei encarando ainda o Pitibull e ela puxou meu braço, joguei ela no chão — Lavanta daí e some daqui porrä — encarei ela com raiva e ela começou a chorar levantando
— Essa é as piranhä que tu pega — deu de ombros
— Como vamo invadir lá? — perguntei sentando no sofá que tinha ali
— To pensando em colocar mais informante lá dentro — se escorou na mesa de frente pra mim
— Pode da bom — concordei com ele — Vai assumir tudo? — perguntei e ele sorriu negando
— Quero não, tô de boa aqui, cargo de chefe é teu — neguei sem acreditar
— Mas é teu posto ser chefe pow — ele deu risada
— Nunca quis ser chefe, prefiro ficar de sub e tu já tem até marra de chefe, na moral — dei uma risada levantando
— Caralhø Pitibull, tem certeza? — ele assentiu com um sorriso grande no rosto — Caraca, mó falta vai fazer o alemão, mas pow, vou honrar a memória dele e acabar com o PH — ele sorriu me abraçando
— Voa moleque — eu sorri negando — Baile pra anunciar é no sábado, fechô? — assenti esfregando as mãos
— Aí calica, vou mudar toda essa parada daqui — olhei ao redor
— É pow, troca de sala pelo menos, energia pesada pra caralhø tá aqui — concordei, chega dava um arrepio na coluna — To indo almoçar, bora? — chamou e peguei a carta guardando no bolso
— Bora pow, vou guardar essa carta e na melhor encontro a filha dele, quem tu acha que é? — ele riu
— Já pensou tu casado com a filha perdida do alemão? — empurrei ele
— Tu é louco, sou o rei da p*****a — abri meus braços descendo o morro junto com ele
— É nada, o pai amassa nas gata — neguei — Bora apostar no baile? — ergui uma sobrancelha em confusão
— Se anunciar que sou o chefe, aí mermo que tu perde no bagulhø — ele riu
— Antes pow, anunciar a meia noite e até lá a gente tem que pegar quantas mina conseguir — pensei na ideia
— Pow, fechô! Quero vê se tu é isso mermo — ele riu entrando no restaurante perto do mercado do morro
Fiz meu pedido e aproveitei pra marcar com o barbeiro aqui do morro, sábado ia dar um talento no pai que ia ficar irreconhecível.
[...]
Sábado, dia de baile
Tony tinha terminado de deixar meu cabelo na régua, quando preparava a mistura que ia passar no meu cabelo, ia fazer minha barba já que andava sempre com a barba em todo o rosto e só ia deixar um cavanhaque.
O Dentinho passou a visão que o Pitibull tava na boca e pediu pra passar lá, peguei minha moto e parti pra lá.
Entrei na boca olhando as salas, tinha a sala que era estocado drogas, outra só com arma de calibre pesado, minha sala onde fazia a contabilidade, uma do Pitibull que tinha o trampo diferenciado do meu, geralmente ficava pra cobrar os noiados, aluguel atrasado, questão do postinho e dos bagulho dos moradores.
Abri a sala dele e ele tava fumando um baseado.
— Vai pro baile não? — perguntei e ele ficou em silêncio até soltar a fumaça
— Acho que tô ligado em quem é a filha do alemão, vi uma mina que é a cara dele pow — assenti
— Beleza, amanhã tu conta os bagulho certo e a gente desenrola, bora subir que o baile tá estralando — ele assentiu sorrindo
— Preparado pra perder? — ri negando enquanto saia da sala dele
— Se prepara, eu nunca perco — afirmei escutando a risada dele
— Hoje tu perde e vai descobrir como eu sou o rei delas — assenti dando de ombros
Sabia que as mina ia chegar matando em mim, então tava de boa.