Desde sempre fui muito responsável. Ainda mais quando se tratava daquilo que gostava e amava. Até conhecer Ranya Keller, eu só tinha uma pessoa que eu me preocupava mais que eu mesmo, Theo. Meu filho. Garoto que passou por coisas ruins, assim como eu, vindas da mesma pessoa, a mãe dele era um ser humano deplorável.
Ela era gananciosa e fazia minha vida um inferno, usando ou não o próprio filho. O tipo de mulher que não poderia ser chamada de mãe por ter tido uma criança.
Mas eu estava casado, havia me apaixonado e dessa vez eu não iria deixá-la se apossar da minha vida dessa forma e fazer qualquer tipo de coisa. Estava cansado demais de passar um inferno com essa mulher e me senti um m***a no fim do dia.
Era hora do chega, do vamos acabar com isso de uma vez.
Eu não estava mais preocupado, eu não tinha mais o que pensar ou como fazer.
Ranya era incrível demais pra deixar escapar ou alguém atrapalhar assim, já havia feito isso uma vez, na época e naquele momento eu não fazia ideia que ela carregava um filho meu, aquilo mudava tudo, me fazendo entender que independente de qualquer coisa, eu precisava enfrentar de uma vez aquela situação, se não fizesse isso, iria acabar morrendo sozinho.
Catarina não era uma boa pessoa, era razinza, egoísta, preconceituosa e meticulosa, as vezes dava pra chamar ela de psicopata ou apenas uma sociopata da alta sociedade, que gosta do poder e status e sempre busca mais, sendo ela o próprio fracasso.
Eu a odiava.
Com todas as minhas forças. Eu a suportava por um único motivo.
Parece duro eu fala isso da mãe do meu filho e sendo homem direcionando isso para uma mulher, mas conheço ela a tanto tempo, fui vítima e Theo também, tem uma cicatriz que odeio no rosto, que me faz detestala todo dia quando me olho no espelho e me faz ter nojo, mas isso não se compara as diversas vezes que Theo chora por ela, se perguntando porque a mãe não gosta dele ou ama como filho, porque ela não é como as outras, que ao menos dá um abraço ou demonstra um pouco de simpatia pelo filho.
Se eu pudesse mudar algo na minha vida seria ela. Seria como apagar ela do mapa.
Agora Ranya estava grávida de um bebê, eu não iria deixar nada de r**m acontecer com ela. Não poderia deixar ela ter essa responsabilidade sozinha e apenas em ver ela bem e grávida, meu coração ficava mais quente e eu só pensava em ficar com ela, ter aquilo pro resto da minha vida.
Aquela garota era diferente, era o tipo de mulher que você quer ter na sua vida pra sempre, sem se importar como iria fazer isso. Tinha uma coisa nela, parecia que havia uma conexão que eu não conseguia explicar, apenas sentir. Parecia que ela também era um norte, uma coisa que me motivava.
Era por isso que esperava Catarina no escritório, era hora de colocar as cartas na mesa, abrir o jogo e dizer que a partida não seria bom pra ela e nem mesmo pra mim.
Não havia mais solução no caso dela.
Era a decisão final.
Vi a porta se abrir sem nem anúncio e aviso, sabendo de quem se tratava, a mulher alta e loira, bonita por fora e podre por dentro.
- Espero que o que tenha pra falar comigo seja importante, do tipo que não dá pra evitar.
Meu estômago se revira.
- Sente-se - Fecho o botão do terno e me coloco numa postura mais reta diante dela, sabendo que com ela não poderia vacilar, não poderia fazer nada de errado, ela iria cair a ficha dela em poucos segundos, queria ver a expressão dela mudando, assim saberia se ela iria ser apenas Catarina ou se iria piorar ainda mais dessa vez.
- O que foi dessa vez Scott? - Se senta e me encara com ar de total superioridade, como se ela realmente fosse, do tipo que quer mostrar algo montado, quase como um personagem bem feito. - Espero que ainda não seja pela sua namoradinha grávida, acho que já me expliquei, não é?
- Estou entrando em justiça pra tirar Theo de você, dessa vez vou fazer você sair da vida dele e da minha, sabendo que isso vai ajudar com Ranya e a criança que ela carrega e é meu sangue.
A expressão dela continua a mesma, mas ela ri, na minha cara, ergue a mão e mexe no cabelo, depois pisca surpresa, ri de novo e balança a cabeça de forma negativa.
Ela entra em estado de negação, aquilo não é bom.
- Acha que vai conseguir isso? - Ela se inclina para frente, os s***s dela quase saltam da blusa, essa é a maneira de agir e diz que ela não gostou do que escutou e não iria ficar calada, poderia contar até três se eu quisesse. - Você deve estar achando que vou aceitar isso, não é? Acha que vou deixar você fazer? - A expressão dela se fecha, agora sim posso começar a ver ela de verdade, aquela parte que ela não revela sempre, mas existe.
Eu fico passivo e calmo, não consigo mais me alterar com ela.
Não sinto mais nada tão expressivo que me faz sair da linha, erguer a voz ou fazer qualquer coisa.
- Por isso vamos pra justiça, eu cansei de você, cansei de você ser a maldita de uma pedra no meu sapato, eu tentei, por esses anos todo, por Theo, eu tentei, mas ao menos ama o garoto e quer o bem dele. Eu não sou seu poço sem fundo de dinheiro e você não vai fazer mais nada que prejudique a mim, quem está perto de mim ou nada do tipo. Isso acabou, Catarina.
Ela fica de pé, se inclina ainda mais e coloca as duas mãos apoiadas na mesa, me encarando com os olhos esfumaçando de raiva, do tipo que já não surtia efeito nenhum em mim ou em nada que eu falasse.
- Você quer ter essa ação comigo, depois de tanto tempo e sabendo que você vai perder? Você quer mesmo fazer isso nessa altura do campeonato? Scott, você não pode e você não vai conseguir, você só deve ter alguma m***a nessa sua cabeça de vento!
- Dessa vez eu vou pra cima de você, espero que tenha um bom advogado, você vai precisar.
- Você acha que pode se livrar de mim assim? Como se eu fosse uma peça descartável? Somente por estar com aquela mulher?
- Você teve todas as chances com Theo e até com a minha singela paciência, mas você passou dos limites, como sempre, você sempre passa pela p***a dos limites e eu não vou aceitar mais isso. Eu não posso. Eu não tenho mais cabeça pra isso, eu vou ser pai de novo e na vida dela é daquela criança, você não vai se aproximar, você não vai fazer nada contra, você já prejudicou Theo demais e não vou permitir isso com ele e nem com outra criança.
- Admita que está fazendo pela garota grávida, isso tudo é por causa dela, não é? Aquela - Eu balaço a cabeça antes que ela consiga terminar, ela se cala, fico de pé.
Não quero aceitar ela abrindo a p***a da boca dela.
- Também é por ela, mas acima de tudo é pelos meus filhos, pelo que está chegando e pelo que está ao meu lado e pretendo confiar cuidado e protegendo de uma mãe maluca e sem coração! Você vai sumir da minha vida, eu te aguentei por tempo demais, eu devia ter feito isso antes, quando Theo ainda era um bebê! Pelo manos assim ele não tinha passado por essa m***a toda.
- Você tem certeza que quer isso? Sabe que está mexendo com algo que vai além do que você gosta e é capaz de suportar, eu posso ser o seu pior pesadelo Scott, você sabe disso. Eu posso ser o inferno na sua vida, mostrar do que eu sou capaz.
- Eu estou pronto, eu não tenho medo de você, então pode vir pra cima.
Sinto a pressão subir e o sangue correr rápido por cada parte do meu corpo.
- Eu vou tirar Theo de você, farei questão de sumir com ele depois Scott, assim você nunca mais vai vê-lo, nunca mais.
Dou um sorriso, quase sádico da minha parte, do meu ser mais obscuro quando se trata do meu garoto, aquela parte que me faria dar a vida por ele e tirar uma pela dele.
- Você pode tentar, mas você não vai conseguir, eu tenho certeza disso. Nem que eu tenha pra morrer, você nunca vai ficar com ele, Catarina, nunca.
- Vai pagar caro por estar escolhendo aquela mulher e começando isso contra mim, você não sabe o que posso ser na sua vida.
- Você começou isso, sempre foi assim, eu disse que você poderia ser a maluca que fosse, uma hora você iria engolir cada atitude, esse é o momento e eu não tenho pena ou nada do tudo, eu não sinto nada por você.
- Pode apostar que você não vai perder apenas seu filho, vai perder bem mais que isso - Ela me encara, se inclina para trás e fica reta, recompõe a postura e coloca a maldita máscara no rosto, aquela que poderia fazer um estranho confundi-la. - Eu vou adorar conhecer sua namorada e seu novo bebê, vou adorar me apresentar.
- Se encostar um dedo em Ranya ou na criança agora ou depois de nascer, eu juro que você vai sentir o que sou capaz de fazer. Não se esqueça que eu estou no limite com você, estou exausto, você não vai me tirar mais nada.
- Essa é sua decisão final, amor? - Ela fica parada me olhando, olho no olho, sem desviar um pouco que seja, de forma que me faz ver que ela está fazendo ameaça, que ela vai cumprir, mas eu espero estar pronto pra cada uma delas, acertar ela de uma forma que ela nunca mais esqueça. - Quer mesmo começar essa guerra? Você tem mais a perder do que eu. Eu posso arriscar tudo Scott, você não.
- Eu não quero uma guerra, só quero você longe da minha vida e de Theo, o resto vai vir com o tempo e logo você some, desaparece como se fosse um lixo.
- Você vai pagar pela insolência e o que está fazendo agora, Scott. Vai querer nunca mais ter me conhecido.
- Eu já não queria ter te conhecido a anos, então nada que dizer ou fazer vai mudar alguma coisa.
- Vamos ver quem vai pagar - Desafio e ela ri, se mexe e me dá as costas, antes que saia da sala, ela me olha por cima dos ombros, como uma maluca caótica, prestes a entrar no papel da vida dela.
- Eu adoro um jogo, Scott. Você mais que ninguém sabe disso, quer mesmo se arriscar nisso?
- Já me arrisco a tempo demais. Agora é hora de finalizar essa m***a.
AVISO IMPORTANTE - Mais um capítulo fresco pra vocês (FINALMENTE), para ficar por dentro da história de Ranya e Scott, adicione o livro na biblioteca com todo amor e carinho do mundo, comente sempre nos capítulos! Assim eu vou poder saber o que vocês acham do livro e se estão gostando, além de me deixar ainda mais empolgada, deixe suas palavras maravilhosas pra mim ou me sigam para receber novidades e atualizações diárias, além de novos livros incríveis que temos aqui na plataforma. Até amanhã com mais um capítulo fantástico. Att, Amanda Oliveira, amo-te. Beijinhos. Hehehehe até logo!!