[...] então em um movimento repentino, Luiz me posiciona em suas costas, mostrando o quanto era forte, ele não parecia se incomodar com o meu peso, apesar que eu nem deveria pesar tanto. De canto, consigo ver suas feições adotarem um tom preocupado, então, naquele momento, esqueci tudo o que ocorrera antes, apenas me conforto sobre suas costas o abraçando, enquanto ele me carregava pela chuva fria que pairava. [...]
Estava tão confortável deitado sobre o ombro de Luiz que pegara no sono, um leve cochilo, quando de repente percebo que já estou em sua casa, quanto tempo será que eu dormi em suas costas? O som do portão se abrindo me trouxe a realidade, me despertando, dou um leve bocejo, conseguia ouvir a chuva forte lá fora, batendo e tilintando sobre o teto de sua garagem, dessa vez não me molhara mais, porém o frio ainda me consumia e o tempo não aparentava ter qualquer sinal que melhoraria. Luiz me tira de suas costas e me posiciona no sofá, ainda sonolento, de olhos semicerrado, o vejo todo ensopado, com as roupas molhadas em tons quase transparente que se colavam aos seus músculos. A esta altura, também percebera minhas roupas todas encharcadas, me levanto rapidamente, só em pensar que poderia ter molhado todo o seu sofá me assusto, ele apenas observa aquilo dando gargalhada e me acanho envergonhado.
- Não se preocupe com o sofá, o importante é sua saúde - ele diz enquanto analisava minha temperatura com sua mão em minha testa - você está frio, é melhor tirar toda essa roupa!
Exclama em um tom preocupado e apenas assinto, porem me acanho de timidez, enquanto me perdia na minha indecisão sobre tirar a rouba ou não em sua frente, Luiz sem pensar duas vezes retira toda as suas peças, revelando seu corpo atlético e molhado por conta da chuva que levara, ficando apenas de cueca, dessa vez, uma cueca box branca, bem colada sobre a sua virilha, aparecendo seu volume e não é preciso dizer que aquilo já foi o suficiente para me deixar e******o, enrijecendo o meu musculo. Seu peitoral liso e viril, seus m*****s rosados, seus seis gominhos, o caminho de pelos que percorria sua barriga até ser ofuscado na virilha. Seus bíceps rígidos e intensos ressaltavam algumas veias conforme sua mão se movimentava, ele dá uma leve ajeitada em sua cueca, mostrando quase que nitidamente a forma de seu órgão. Tudo aquilo me instigava cada vez mais. Fico atônico, hipnotizado pela aquela imagem na minha frente, é a primeira vez que o vejo seminu tão de perto, visto que, a última vez foi através da fresta de uma porta... Ele termina de tirar as meias e posiciona suas roupas em um cesto, logo volta sua visão a mim e franze a sobrancelha, não entendendo porque eu permanecia parado o fitando igual uma barata tonta.
- Wally? Está tudo bem? - Diz se aproximando e colocando novamente sua mãe em minha testa, porém sua aproximação me fez estremecer, agora todo aquele corpo musculoso estava tão próximo me fazendo ficar mais apreensivo de excitação, minha visão vai involuntariamente seguindo o caminho de seu tanquinho até se perder em seu volume, ele prossegue - Você ainda está frio, vamos logo, tire já suas roupas! Vou pegar as toalhas.
Ele diz frenético enquanto se retira para um cômodo, sumindo sala adentro. Respiro fundo sentando no sofá, eu não aprendo nuca, mesmo depois de tudo, não consigo odiá-lo, o que você quer de mim Luiz? Sem dar tempo de eu ter uma pausa para me recompor ou ao menos respirar, ele retorna carregando algumas toalhas, quando se aproxima perto o suficiente para vê-lo melhor, percebo que ele está apenas de toalha também, arregalo os olhos, meu coração não parava de palpitar de libido.
- Bom, eu trouxe algumas toalhas, vou tomar banho primeiro e depois você vem ok? - Diz de forma indiferente, enquanto colocava as toalhas em cima do sofá.
- Luiz não precisa disso, eu acho melhor eu ir para casa - digo tentando escapar daquela situação que só parecia piorar.
- Não! Eu insisto, jamais vou deixar você ir embora assim - ele puxa a cortina da janela da sala, revelando que ainda chovia lá fora - além do mais, ainda está chovendo e você pode pegar uma gripe ou pior, uma pneumonia.
- Agora você se importa comigo... - deixo escapar um pensamento ríspido, tão afiado quanto um espinho.
Luiz parecia que iria dizer algo, porém sua face mostra que talvez se perdeu em suas próprias palavras, ele apenas fica em silêncio, hesitante, assentindo, talvez aceitando a culpa do que fez antes, porém sua expressão injurie me faz sentir culpado por ainda ter receio e amargura, apenas sibilo derrotado.
- Tudo bem! - Pego as toalhas e digo seco - Porém eu tomo banho primeiro.
Ele dá um sorriso de vitória e gesticula para eu subir, chegando no banheiro, retiro as roupas e entro no box ligando o chuveiro, um revigorante jorrar de água quente sai do chuveiro me fazendo relaxar, fecho os olhos curtindo a sensação. Sobre o breu dos meus pensamentos, lembro dos fatos anteriores, Daniel com a mangueira esguichando água em mim, todos rindo, alguns xingamentos sobre o burburinho, eu tentando correr e tropeçando no chão pelo pé que o Igor colocou, as gargalhas cada vez mais forte e o rosto de desdém do Luiz se virando e me deixando lá quando eu mais precisava... Minha mente vai além, Ester chorando e encarando todo mundo, enquanto todos a fuzilavam de xingamentos e gargalhadas por ela apenas ter beijado uma outra menina. É isso que vai ser de mim? Eu não posso ser quem eu realmente sou, senão eu vou sofrer assim, por que Deus?
Isso não faz sentido, eu nunca fiz m*l a ninguém, por que estou vivendo esse inferno? Me responda Deus se você existe! Deixaria um filho sofrer para provar algo? A voz de Ketlyn vem a minha cabeça, completando a bagunça dentro da nuvem de pensamentos que se formara, "todos tem pena de você!", é, isso tá mais que obvio, o fato do Luiz vir atrás de mim, a Tânia querendo conversar comigo no intervalo depois de ter feito uma aposta, a turma do barulho, as najas, quem dirá minha família, todos devem ter pena de mim... Cada vez mais minha mente percorria os acontecimentos naquela escola e cada vez mais o meu corpo não parava de tremer, lagrimas vinham de forma descontroladas me reprimindo sobre o box do banheiro, não conseguia controlar meus pés, nem minhas mãos, não conseguia nem ao menos me levantar, só chorar e me encolher sobre o canto, tentava respirar fundo, mas o choro apreensivo e descomunal não deixava, o que está acontecendo comigo? Eu nunca tive isso antes, parecia até que aquilo não iria parar, que duraria uma eternidade, ouso o bater na porta, de alguma forma aquele som me conforta.
- Wally! Você está quase 30 minutos aí dentro, sabe? Meus pais pagam água - ele diz em um tom brincalhão.
Tento responde-lo, porém consigo apenas sibilar trêmulo sobre o murmúrio do choro:
- Lu-Luiz - minha voz vacila.
Ele rapidamente tenta abrir a porta, porém não consegue, pois está trancada, não iria cometer o erro duas vezes. Ele diz em um tom talvez de desespero:
- Aguenta aí, vou pegar a chave!
Em alguns minutos, Luiz retorna com a chave e destranca a porta rapidamente, me acanho ao vê-lo e mais ainda em ele me observando assim, pelado e nesse estado. Ainda não conseguia me recompor, lagrimas saiam ainda mais, ele me pega no colo, desliga o chuveiro e me leva ao seu quarto. Luiz pega a toalha de antes que ele me dera e me cobre, me enxugando e me secando, após isso, ele fica fazendo carinho nas minhas costas, tentando me acalmar, inútil, nada parecia mudar, ainda estava emotivo, desamparado, sem parar de tremer ou chorar.
- Wally, olha bem para mim, quero que faça um exercício simples comigo – profere em um tom sério.
Ainda fico apreensivo e relutante sobre encara-lo, sem entender o que ele queria dizer, tento assentir.
- Me diz cinco coisas que você está vendo?
O olho impassível novamente, procurando sentido naquilo.
- Vamos lá, você consegue - ele diz esbanjando um sorriso quase que confortante, me animando a seguir aquela maluquice.
- T-tá bom - digo gaguejando - O e-edredom, o travesseiro, seus posters, o abajur e v-você - digo depois de um tremendo esforço para falar.
- Isso, muito bem! - Ele articula acalorado e aquilo era contagiante, me fazendo aos poucos tomar controle daquela crise - agora me diz cinco coisas que você ouve?
- A chuva, você, o barulho do vento, o som do latido dos seus cachorros e... - Procurava mais um som.
- Você! - Luiz completa - Você está indo muito bem, vamos lá, agora me diz cinco coisas que você sente com a mão?
Não sei o que ele estava fazendo, mas aquilo realmente parecia funcionar de fato, a crise semelhava parar a cada sentido que tentava encontrar. Prossigo com o exercício.
- O tecido da cama, a parede, sua mão - digo tocando a e sentindo seu calor, ele dá um sorriso e retribui o toque, me fazendo cafuné com a mesma.
- É isso ai! Faltam dois - ele diz me encorajando mais, eu procurava outra sensação até que ele pega minha mão e leva ao seu peito descoberto - O que sente agora?
- Seu batimento, tão calmo e sincronizado - articulo impressionado, parecia até um tilintar de uma música serena.
Ele pega minha mão novamente e dessa vez leva ao meu peito e prossegue.
- E agora, qual é a última sensação?
Respondo quase que de forma espontânea.
- O meu batimento, parece ter se acalmado, igual ao seu... - quando me dou conta, eu consegui me recompor pouco a pouco, quase que de forma natural, como ele fez isso?
- Esse exercício é focado nos cinco sentidos, é uma forma de cansar a sua mente e fazer você se acalmar, aprendi com minha mãe, ela é uma psicóloga - ele deixa seu olhar viajar além da janela, como se estivesse tendo uma pontada de nostalgia e sibila tranquilamente - Isso sempre funcionava comigo, sabe? Quando criança tinha muitas crises.
- Muito obrigado Luiz, você me ajudou muito, não sei o que aconteceria se você não tivesse aparecido... - profiro melancólico.
- Que isso Wally, eu que agradeço - ele diz mudando o tom do seu olhar, dessa vez de uma forma avisada, eu levanto uma das sobrancelhas sem entender - você está me fazendo descobrir algo que eu nunca pensei que fosse acontecer comigo antes.
- Como assim? - Franzo confuso.
- Sabe, é confuso e estranho para mim também, as vezes eu não sei o que significa isso, mas quando olho para você, minha mente ... - Sua voz parece ser perder - O que eu quero dizer é que eu peço desculpa por não ter ajudado, eu ainda estou tentando me acostumar com tudo.
- Luiz... - deixo minha voz hesitar.
- Eu queria propor uma coisa.
Levo meus olhos a ele ainda procurando compreender a situação. Ele continua:
- Sabe, isso que estamos fazendo? - Cerro os olhos perplexo - Então, gostaria que continuássemos, porém, as escondidas?
- Isso o que? - Questiono me fazendo de desentendido.
Ele respira fundo e em um olhar quase que decidido exclama:
- Isso!
Após sua voz soar como um leão corajoso e voraz, ele se aproxima, me surpreendendo e trazendo novamente aquele aroma de baunilha e me tascando um beijo, porém diferente do outro, em vez de um simples selinho, sua língua foi procurando espaço entre os meus lábios, até entrar, e quase que de forma natural fui deixando minha língua dançar em ritmo da sua, seus braços me envolvem me trazendo para mais perto e ele se joga na cama me levando junto. Fico em cima dele, meu corpo estava grudado ao dele, após toda aquela confusão, nem lembrara que estava nu e ele só de toalha, só o fato de estar tão próximo dessa forma a ele, com a minha virilha sentido seu musculo, meu instrumento se enrijece, ao ritmo que o seu, por baixo da toalha parecia também ficar cada vez maior, no automático deixo minha mão percorrer seu peito sarado e instigante.
Ele me envolveu na cintura. Seus beijos eram a melhor coisa do mundo, encantadores e intensos, doces e serenos, me inspirando a sempre querer mais. Sua mão desliza para minha perna, me apertando de uma forma excitante. Ele começou a beijar meu pescoço, eu fecho os meus olhos e solta alguns gemidos, aproveitando o momento, queria que durasse a eternidade. Voltamos a nos beijar despertando mais amor. Era como se ele dominasse a situação perfeitamente, eu apenas o deixava me manusear, seguindo suas instruções de forma involuntária. Ora seus beijos alcançavam meu peito, ora eles subiam novamente de encontro aos meus lábios, cada vez mais intensos e tentadores. Minha mão deslizava sobre o seu peito, acariciando seus músculos rígidos e grandes, de forma espontânea deixo ela fazer o percurso em direção ao seu tanquinho trincado e formoso, o suor e o calor deixava tudo tão quente e intenso. Minha mão agora pousada sobre a sua virilha, relutava sobre o respeito de permanecer lá ou a indecência de descer mais até ir de encontro ao meu desejo contido. A indecisão me consumia, não sabia se iriamos avançar mais uma etapa.
No entanto, Luiz segura minha mão de forma calorosa, paramos de nos beijar e começamos a nos encarar, era como se bastasse um olhar para pressentir o que viria. Ele pega minha mão e leva a região, permitindo a ação, começo a toca-lo, o sentido, tão quente, tão macio, o suor o lubrificava, fazendo mais fácil a articulação, nunca havia feito isso com outra pessoa, mas conforme fazia o movimento elevador, ele ardia de prazer, suas feições se franziam de desejos carnais, seus olhos se fechavam e seus lindos lábios se moviam soltando leves gemidos prazerosos me fazendo ter vontade de continuar. Com as duas mãos eu o explorava cada vez mais e na mesma constância, ele ardia de anseios, o tocando e sentido cada percepção eu aproveitava, como se fosse um momento único, a cada gemido seu, aumentava a velocidade, manipulando o, envolvendo o, rodeando o com a mão até alcançar o ápice. Ele se agitava na cama de prazer, suas pernas cerrando meu instrumento dava o toque final de excitação aquele momento. Aumentei mais a velocidade, subindo e descendo, ele apenas gesticulava para eu continuar mais e mais... Seus gemidos eram cada vez mais altos, ele se agitava, mordendo os lábios e apalpando o tecido do edredom, enquanto fazia caricias na minha perna. Até que finalmente o auge veio, a ereção nos lambuzando todo, deito sobre ele arfando de prazer junto a ele, ele me envolve com os seus braços me abraçando e me trazendo cada vez mais próximo, talvez querendo aproveitar o o*****o. Ficamos juntos, colados por um tempo aproveitando aquele momento tão bom, eu o olhava acariciando seu cabelo enquanto ele dava alguns beijos carinhosos no meu outro braço. Luiz se aproxima a minha orelha e sussurra para mim:
- Isso foi muito bom Wally, como eu disse, você me faz experimentar coisas que eu não sei explicar, só me instiga a querer mais – Dou um leve sorriso brincalhão e retribuo um beijo a aquele elogio estranho.
O encarando sobre a cama, com aquele rosto tão sereno, os lábios rosados, suas covinhas, seus olhos castanhos claro tão penetrantes, o seu cheiro de baunilha, só me trazia um pensamento, eu o queria só para mim, e só de pensar que nos separaríamos logo me chatearia.
- E-eu te amo Luiz – digo de forma repentina, mas não consegui me conter, saiu quase que involuntariamente, contudo precisava tirar aquilo de mim.
Ele apenas arregala os olhos, talvez surpreso, porém não diz nada, apenas dá um leve aceno com a cabeça, fico um pouco atônico e arrependido, esperava um "eu te amo também", todavia, talvez eu esteja querendo apressar as coisas ou ao menos será que aquele aceno era um sim também? O dia já foi longo de mais, muita coisa já aconteceu hoje. Quando nos damos conta, a Lua já reluzia no centro da visão de sua janela e a chuva já passara faz um tempo. Precisei correr para casa, me despedi sem jeito do Luiz, indeciso, não sabia se dava um beijo ou um leve aperto de mão e ele parecia o mesmo. No final apenas damos tchau e fui correndo para casa já prevendo os questionamentos de minha mãe por conta do horário.