CAPÍTULO 02 — AXEL SALVATORE

2169 Words
Dizem que o segredo para ter sucesso, é manter o sucesso em segredo. Para falar de sucesso, eu sou o homem perfeito. Eu sou aquele que alcancei o que todos consideram impossível, sucesso na vida profissional e pessoal, ao mesmo tempo. Se posso dizer alguma coisa sobre essa coisinha chamada sucesso, é que essa frase tem apenas 50% da realidade. Sim, quando se joga uma moeda, apenas um lado é mostrado. Quando a moeda chega ao objetivo de pousar, o outro lado fica escondido. Então sim, eu concordo que para ter sucesso é preciso manter esse sucesso em segredo, mas apenas um lado dessa moeda. Eu alcancei meu objetivo, então, é preciso que um lado esteja escondido nas sombras para continuar tendo equilíbrio. O lado pessoal da minha vida, deve se manter pessoal. Não é que eu tenha vergonha do que faço em minha privacidade, mas não acho que um escândalo seria útil para meus negócios, e era justamente isso que aconteceria caso houvesse um vazamento das minhas... atividades. Mas nos outros 50% eu discordo totalmente. Talvez no início, mas é impossível esconder o sucesso. Quando realmente atingimos o sucesso é impossível esconder, é grandioso. A minha vida profissional é clara como água aos olhos de todos, meu sucesso é visto, exposto, admirado e invejado. Não há nada que eu possa fazer sobre isso, eu sou Axel Salvatore. — Então se estamos de acordo, minha equipe vai prosseguir com a campanha que estará pronta em ... — Faço uma pausa, olhando para Pete ao meu lado, responsável por essa campanha de publicidade para automóveis. — Uma semana. — Pete confirma. — Vocês estão no caminho certo, eu estou realmente satisfeita com o resultado. Qualidade em um tempo recorde impressionante... Com certeza teremos muitas colaborações ainda. — Sou bajulado com os elogios da Srta. Michels. Ela é uma jovem que acabou de assumir a empresa do falecido pai. Seu olhar para mim é perceptível mesmo por uma tela de distância. A forma que ela move os lábios e acaricia os cabelos. Essa mulher daria qualquer coisa para me ter, isso é bom, muito bom. Ter pessoas aos meus pés, ajoelhadas, dispostas a qualquer humilhação, é isso que me atrai. Porém, eu não me envolvo com qualquer pessoa que seja figura pública – Não mais. Eu tive uma namoradinha na adolescência, antes de eu começar a... mudar o meu estilo de vida. Ela era uma criança comum quando estudávamos no mesmo colégio mas depois ela investiu em uma carreira de modelo, então, quando eu comecei a me conhecer melhor eu terminei o relacionamento. Marrie foi a única namorada que eu me permiti ter. Talvez eu tenha a amado, pelo menos era o que eu acreditava – Até eu descobrir que não existe amor. Amor é apenas uma crença superestimada que serve para encontrar em outra pessoa o que você não é capaz de encontrar em si mesmo. Eu já tenho tudo que eu preciso. — Eu não diria que é uma colaboração, não há nenhum favor entre nós dois. Isso é apenas uma transação. — Retruco sério. — Mas será um prazer trabalhar com a senhorita novamente. Se já terminamos, eu tenho um compromisso agora. — Sim, perdoe-me. — Acena com a cabeça, sem perder o encantamento no olhar. Sorrio lateral só de imaginar o quão molhada a calcinha dela deve estar agora. — Pete, Sr. Salvatore, nós manteremos contato. — Até logo, Samantha. — Pete se despede e eu encerro a conferência. Mais um dia de trabalho vai chegando ao fim, cansativo, mas produtivo. Sou deixado sozinho na sala para fazer as alterações nas anotações em meu computador, atualizando as informações sobre a campanha. Terminando isso, já vou até o elevador enquanto afrouxo o nó em minha gravata. Chegando na garagem, avisto minha Porsche preta estacionada na vaga especial. Eu não costumo frequentar lugares públicos para prazeres noturnos, pelo menos qualquer lugar que me leve às páginas de fofoca na manhã seguinte. Mas esse lugar não, esse lugar é diferente. Fire and secrets é um tipo diferente de boate, apenas pessoas discretas tem acesso aos ingressos. É lá que eu vou passar minha noite hoje. Peguei um ingresso a mais, para a minha acompanhante. Também ordenei a ela o que vestir, o que calçar e como me esperar – e é claro que Bianca não irá deixar de cumprir nenhuma das minhas ordens. Nossa relação é assim, eu cuido dela e ela me obedece. É simples, prático e prazeroso. Sinto o carro flutuando em um caminho leve pelas ruas de Manhattan, enquanto dirijo com calma até a boate. Não há mais a euforia inicial, aquela sensação de estar fazendo exatamente o que nasceu para fazer, a sensação de se encontrar. Agora é apenas mais uma parte na minha rotina, a busca por prazer. Os vidros da Porsche são bem escuros, de fora é impossível enxergar quem está dentro. Por isso, entrando direto para a garagem e só saindo já dentro, eu protejo minha imagem com qualquer tipo de caça escândalos. Eu mantenho minha figura limpa aos olhos da sociedade, sem nenhuma ligação com boates, bebedeira, mulheres ou perversão. Mas em particular, longe dos olhos curiosos, a coisa é diferente. Mostro meu ingresso de entrada na portaria e tenho minha passagem liberada. Os funcionários são discretos, são pagos para ser e devem manter essa promessa para manter seus empregos. Estaciono também em uma vaga reservada que tenho na Fire and secrets e vou até o elevador, precisando de alguns segundos para estar no salão principal. Fire and secrets é escura, poucas luzes, apenas lâmpadas led em pontos no bar e na pista de dança. A música é sempre em um tom não estridente, mas alta o suficiente para lembrar onde estamos. O lugar é todo preto, paredes, chão, teto, contando com bancos de aço no bar que deixa um ar elegante. Vidros e as luzes fazem parte da decoração, além de áreas vips e sofás confortáveis espalhados pelos cantos mais escondidos. Olho para o bar e lá está ela, Bianca, meu pequeno animal de estimação que faz exatamente o que eu peço. Eu cumpro meu papel, ela cumpre o dela. Exatamente como eu mandei, um vestido curto de couro que mostra suas belas e longas pernas, os cabelos ruivos presos em uma trança até um pouco abaixo dos ombros e saltos finos de cor vermelha. Há mais, porém não está visível. Me aproximo devagar, em passos longos mas tranquilos até parar logo atrás dela. Abaixo meu rosto até meus lábios tocarem a pele sensível de sua orelha e sinto Bianca estremecer, até posso ouvir o momento que ela engole seco. — Sempre tão dócil, bichinho. — Sopro em seu ouvido, deslizando uma mão em sua cintura enquanto desço os lábios pelo pescoço longo. O ambiente escuro é bem favorável. — Você fica ainda mais linda quando obedece o seu senhor. — Eu vivo para te servir, mestre. — Sussurra baixinho, a voz tremendo um pouco quando aperto os dedos em sua cintura e continuo distribuindo beijos nas áreas sensíveis de seu pescoço. — Bom. Em breve quero mais provas disso. Por enquanto... — Respiro com força. — Vamos beber. Sento no banco ao seu lado e peço ao garçom duas bebidas iguais, é claro que ela bebe o mesmo que eu. Então, dois copos de whisky puro, que Bianca aprendeu a gostar em nosso tempo juntos. Não há muitas informações pessoais, intimidades comuns, ou conversas profundas entre nós – O que facilita muito a situação. Por isso, minha intenção aqui é buscar prazer, mostrando quem está no comando, quem manda e quem obedece. — Termine sua bebida e vá para a pista, eu quero assistir você dançar. — Ordeno. — Sim, senhor. — Bianca fica visivelmente animada, ansiando por cada ordem minha, cada olhar. Ela anseia até mesmo por minha respiração. Sem hesitar, Bianca joga o conteúdo do copo inteiramente em sua garganta e fica de pé. Eu acompanho o movimento de suas coxas se arrastando no banco até ela levantar, ajeitando o vestido curto no lugar. Só então começo a sentir um pouco de animação, não por ela, mas pela forma que sei que ela me venera. Em especial, sabendo de sua total obediência que a faz andar sempre com um plug no traseiro e um tipo de consolo enfiado na b****a. Sempre recheada, é assim que uma boa p**a deve andar. Faço sinal com a cabeça, indicando que não tenho a noite toda para ela ficar me olhando. Peço mais um copo de Whisky para mim enquanto assisto Bianca rebolar até a pista de dança, ao som de uma música slowed e com palavras explícitas sobre sexo. Meu bichinho não tira os olhos de mim, passando as mãos pelo corpo um pouco desajeitada e mantendo as pernas juntas. Com certeza ela está sentindo os efeitos de estar sendo completamente preenchida pelo plug e pelo consolo. Permiti que ela usasse calcinha, impedindo que os brinquedos escapem de dentro dela. Imagino o quão molhada ela está agora, me encarando, apertando as coxas, mordendo os lábios e usando os braços para acompanhar o movimento do corpo. Sorrio lateral, tomando boa parte do meu whisky e mantendo contato visual. — A moça de dourado, você viu? — Ouço o comentário vindo da direção do banco fixo do lado oposto ao que Bianca estava. Eu estava tão distraído que não vi quando dois homens sentaram ao meu lado esquerdo. — Como não ver? O lugar inteiro está falando dela. Sabe quem é? — Mesmo que eu não quisesse ouvir, eles não parecem se esforçar em serem discretos. — Eu nunca a vi por aqui. — Não faço ideia de quem é essa mulher. Será que está acompanhada? Se não, onde conseguiu ingresso? — É difícil encontrar uma palavra para descrever um homem que rasteja por um par de p****s. Pior, por um par de p****s que nem conhecem. — Sei tanto quanto você sobre isso, mas o que eu sei, é que eu não vou deixar ela ir embora sem respostas. — Olho disfarçadamente para os dois, achando graça da situação. — Se descobrir, por favor, não esqueça do seu amigo aqui. — Os dois gargalham. — Onde ela está? Ela só ficou por cinco minutos e desapareceu. — Talvez se escondendo de tantos homens desejando ataca-la como a uma caça. Bastou a moça dar uns passos para dentro e dançar uma música para o salão inteiro babar por ela. — Comenta. — p**a de mulher gostosa. — A pobrezinha correu para longe. O que essa mulher é para conseguir tal feito, uma deusa grega? Nem a mulher mais bela do mundo me colocaria em uma situação parecida. Chega dessa palhaçada. Largo o copo no balcão e caminho até a pista de dança, seguro Bianca pelo pulso e começo a arrasta-la para longe. Sigo em passos longos até o banheiro masculino, sem me importar com os seus saltos altos. Ela também não demonstra desconforto, nós dois desejamos adiantar essa parte e chegar no ponto importante. Abro a porta principal, torcendo para encontrar o lugar vazio – Não que isso importe para mim, exibicionismo é uma das minhas práticas se for no lugar certo. Porém, o que eu encontro é justamente a última pessoa que eu esperava, uma mulher no banheiro masculino, completamente nua. Faz muito tempo que eu não fico paralisado, abrindo e fechando a boca em busca de palavras, com os olhos enormes passando por cada canto do corpo de porcelana em minha frente. Nem mesmo o grito assustado da mulher quando dá de cara comigo faz eu me mexer. Ela está mais chocada que eu, é visível. A cor sumiu de seu rosto, assim como qualquer pensamento normal, porque ela não se move para se cobrir. Tenho tempo de ver cada parte do corpo perfeito, as coxas, os quadris largos, uma cintura minúscula em uma barriga lisa. Os peitos... Retiro o que eu disse sobre um par de p****s. É como se eles chamassem meus olhos, minhas mãos, minha boca... A pele clara nem parece ser de uma mulher real, é sem uma única mancha, além de um sinal de nascença cor de rosa no seio esquerdo. O centro de suas pernas, completamente depilada e com os grandes lábios cobrindo totalmente a visão de sua b****a. Engulo seco, sugando meu lábio inferior para dentro dos meus dentes e respirando fundo. Ficamos os três, a mulher, Bianca e eu, os três nos encarando tentando entender que p***a está acontecendo aqui. Olho para ela de cima embaixo, até notar um vestido dourado pendurado na pia do banheiro. A moça de dourado. Carma é uma p***a. — Se... Senhor Salvatore? — A mulher gagueja, quase desmaiando em minha frente. Do que ela me chamou? Franzo o cenho, só então dando atenção ao seu rosto. Os cabelos castanhos e ondulados, o rosto angelical com lábios chamativos e olhos marcados de preto. Os olhos dela são... como o próprio sol, amarelos e brilhantes. — Você me conhece?
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