AMANDA ESTÁ DESCONFIADA

1533 Words
Capítulo 6 Amanda narrando Depois de sermos apresentadas, os três deram as mãos pra nós, nos levando para fora do baile. Não entendi nada; nem eu, nem as meninas. Cada um pegou sua moto, nos botou na garupa e saímos do baile, indo direto pra minha casa. Chegamos lá tinha uma mesa linda de jantar. Tinha vinho de dois tipos e cerveja também. Eles foram bem cavalheiros. Nos serviram, sentamos à mesa, comemos. Ele falou que era a nossa comemoração particular. Acabamos de jantar e eles nos beijaram. Vi o RB e o PH pedirem perdão às meninas. O vinho estava na geladeira, gelando. Ficamos ali curtindo. Nunca vi eles tão amorosos e carinhosos com a gente. Nós estávamos derretidas. Fizeram juras de amor, foi lindo. E o baile comendo solto na quadra, tão alto que dava pra ouvir de longe. Ficamos felizes porque eles deixaram o baile pra ficar com a gente. Ficamos ali ouvindo música romântica, dançando de rosto colado. Então o Gato anunciou: — A cereja do bolo. Falou pra cada uma ir pra um quarto, que tinha uma coisa em cima da cama. Subimos correndo. Era uma lingerie sexy em uma caixinha que estava em cima da cama com um anel de brilhante fiquei toda boba. Quando o Gato entrou, eu já tinha colocado a lingerie. Ele me abraçou por trás, beijando meu pescoço, mordendo o lóbulo da minha orelha, me deixando arrepiada e enxarcada. Virei de frente pra ele, tirei sua camisa e desci sua bermuda com a cueca e tudo. Seu p*u estava duro, cheio de veias. Ele era enorme. A princípio, eu achava que não aguentaria t*****r todos os dias com o Gato, mas depois da primeira vez era quase todos os dias. Ele me ensinou a chupar seu m****o, gozando na minha boca. Era meio salgado, mas dava pra suportar. Ele me penetrava com força. — Isso, Gato… me fode com força… issooooo… Ahhhhhh… gosei gostoso. Ele também. Depois me puxou pra cima do peito dele e disse: — Pra você, sou Gabriel. Dentro de casa, me chama de Gabriel. Foi uma noite inesquecível. Eles largaram o baile rolando e ficaram com a gente em casa. Ficamos muito felizes. RB pediu perdão à Dayane. PH fez juras de amor pra Ana Paula. Foi linda a nossa noite. Acordei com as meninas batendo na porta, pedindo pra entrar. Mandei elas esperarem porque eu ainda estava nua. Levantei correndo, troquei os lençóis, abri as cortinas e vesti meu pijama, sem calcinha mesmo. Mandei elas entrarem. Entraram todas com cara de felicidade. Minha prima estava toda marcada de chupões e roxos nas pernas. Ana Paula, então, nem sentar direito conseguia. Aquela noite foi maravilhosa pra nós. Elas disseram que ia ter um churrasco na casa da Dayane e que os homens já tinham saído pra comprar as coisas. Cada uma correu pro banheiro — isso na minha casa tem de sobra. Tomamos banho, peguei meu biquíni, minha saída de praia e saímos. Chegamos na casa da Dayane. A mesa do café estava linda. Nossos anéis brilhavam em nossos dedos. Eles já estavam na piscina. Corremos, fizemos arroz branco, vinagrete, farofa de bacon com banana e calabresa. Temperamos as carnes, pegamos os pratinhos e copos descartáveis, deixamos tudo preparado. Começaram a chegar os aliados e algumas pessoas do morro. No meio, algumas marmitas, inclusive as quatro que foram pra praia com eles. Alguns homens estavam sozinhos, outros chefes de morro trouxeram suas fiéis. Fiel era a maioria. Estávamos todas de saída de praia. As mulheres todas turbinadas. Tinha até ex-marmita que conseguiu laçar patente. Mulheres que, só de olhar no rosto, dava pra ver que já tinham passado por muitas lutas. Fizemos amizade com todas. Tiramos os pratos dos nossos esposos e os nossos e pedimos às tias pra servirem. Claro que ligamos pra duas tias do morro pra fazer mais arroz, farofa, se faltasse alguma coisa. Ficamos ali sentadas nos colos dos nossos homens, estrategicamente: uma sentada de frente pra outra, pra vigiar o marido umas das outras. Estávamos nos divertindo horrores quando o marido da loirona levantou pra ir ao banheiro. Ela olhou pra ele séria. Entendemos tudo: era um aviso silencioso. Acho que não adiantou muito, porque ele demorou. Ela levantou e saiu atrás. Eu fui atrás dela. Procuramos no banheiro de baixo, não estava. Quando subimos pra onde ficavam os quartos, ouvimos gemidos no quarto de hóspedes. E não era só o dela. No outro quarto, tinham outros aliados que vieram sem suas esposas. Estavam ali comendo marmita. Abrimos a porta sem fazer barulho. Lá estava o marido da loirona, de joelhos na cama, e a ruiva de quatro, dando o cu pro cara. E que cara… homem lindo, mais bonito até que o meu marido. Minha amiga tirou da bolsa uma pistola Glock e disparou contra o marido: dois tiros, um na b***a e outro na cabeça. Na ruiva, ela deu um tiro na b****a e outro na testa. Saí correndo, gritando, e ouvi outro tiro. Cheguei na piscina gritando. Quando olhei, a p**a morena que debochou da gente no dia da praia estava conversando com o Gato, e as meninas estavam de cara feia. Comecei a gritar: — Socorro! O Gato se assustou, veio na minha direção, perguntando: — c*****o, mulher, que desespero é esse? Respondi: — Ela matou os dois. O Gato perguntou: — Quem matou quem? As meninas me deram um copo de água com açúcar. Nesse meio-tempo, todos subiram correndo pra ver o que tinha acontecido. O Gato desceu com as mãos na cabeça. RB também. PH estava rindo de nervoso. Eu nem sabia, mas o chefe da facção estava lá, e nós nem sabíamos — no caso, eu e as meninas. Era um senhor lindo mesmo, com a esposa, que também era lindíssima. Foi um alvoroço. Eles desceram dizendo que ainda bem que ela se matou, porque, se ela sobrevivesse, eles iam matar ela da pior forma. Olhei pro Gato de cara feia. Ele se calou. As marmitas que estavam ali se aventurando começaram a chorar. Vieram pra cima da Ana Paula, dizendo: — Você deve estar adorando que minha amiga morreu, mas não se esqueça: nós ficamos, e nenhuma de vocês vai ter paz. PH viu aquilo, veio, pegou as duas e bateu a cabeça delas uma na outra, jogando no chão. Deu bica na cara das duas. O Gato veio segurando o PH. — Que isso, cara? Estragando a mercadoria? Ouvir aquilo me deu um desconforto. Sacudi a cabeça, negando, e saí dali sem avisar ninguém — só minha prima. Fui pra casa sozinha. Cheguei em casa, subi pro meu quarto. Quando entrei, nossas roupas ainda estavam no chão. A lingerie estava rasgada no chão, lembrando a noite quente que tivemos. Fui pro banheiro tomar banho e desabei por causa do que tinha acontecido. Aquela mulher linda tirar a própria vida por causa de bandido… Deus me livre. Não quero isso pra minha vida. Começou a bater um profundo arrependimento de ter mentido pros meus pais e ter acompanhado minha prima. Agora estou aqui… se arrependimento matasse, eu estaria morta. Depois de muito tempo chorando, saí do banheiro. Olhei pro celular: tinha muitas mensagens da Dayane. As mensagens diziam: Vem pra cá. As putas estão dando em cima do Gato. PH já sumiu, estou achando que ele saiu com uma morena que chegou depois que você foi embora. A festa acabou. Levaram os corpos. Vem pra cá. Me vesti e desci correndo pra casa da Dayane. Chegando lá, o Gato estava com a safada no colo. Dayane tentou me segurar, mas eu fui pra cima dos dois com a primeira coisa que achei: uma mini panela de pressão, que estava com feijão-fradinho pra salada. Dei panelada pra todo lado. Rachei a cabeça dela, que desmaiou. Toquei a panela com toda a força que tive no gato, quebrando dois dentes e um dedo. Foi a minha sentença de morte. O Gato levantou com os olhos escuros, me pegou pelo pescoço, me jogou no chão, puxou meu cabelo e saiu me arrastando até um quarto da casa da Dayane, fechando a porta. Ali começou o espancamento, que só parou quando eu desmaiei. Ele saiu. As meninas estavam na porta, esmurrando. Ele saiu me deixando quase morta no chão. Elas me pegaram, me jogaram no carro. Os vapores dirigiram até o postinho. Chegando lá, ele estava com a marmita sendo medicado. As meninas acharam aquilo um absurdo. Todos acharam. Fiquei duas semanas internada, com vários ferimentos pelo corpo. Meu braço estava quebrado, uma costela trincada. O Gato não foi um dia sequer me visitar. Minhas amigas é que me visitavam. Elas disseram que o Gato e seus maridos viajaram dois dias depois que eu estava internada, e elas sabiam que estavam com as putas. Disseram que ele consertou os dentes, engessou o dedo, e saíram do morro com as putas. Percebi que as duas estavam cheias de marcas roxas pelo corpo. Perguntei o que tinha acontecido. Elas disseram que RB bateu na Dayane porque sabia que foi ela que me avisou. E PH bateu na Ana Paula porque ela saiu de casa e tentou fugir. Ali começou o nosso inferno.
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