MAYA - A MARCA QUE NÃO SOME

2124 Words

Maya Acordei com cheiro de café. De novo. O cheiro já tava virando rotina. Todo dia a mesma coisa: o aroma do café forte coado fresco entrando pelo vão da porta, misturando com o barulho baixo das panelas no fogão, os passos do Edy na cozinha tentando fazer silêncio e falhando miseravelmente. Eu já sabia que, quando abrisse os olhos, ia encontrar o pão na mesa, o mingau de aveia no fogão, o copo de suco de laranja recém espremido. Mas hoje o cheiro não me acalmou. O medo voltou mais forte. Não sei explicar. Tava tudo igual aos outros dias. A mesma cama, o mesmo lençol, a mesma luz entrando pela janela com vista da praia de Copacabana. Mas tinha alguma coisa no ar. Uma tensão. Um pressentimento. Aquela sensação r**m de que alguma coisa tá errada e você não sabe o que tá por vir. Leva

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD