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891 Words
*Luana narrando* Eu tinha organizado um jantar impecável em tão pouco tempo. Conhecia Raul o suficiente para saber o quão criterioso e exigente ele era com tudo – desde a comida até os convidados. Ele não suportava falhas, e eu não queria dar a ele nenhum motivo para reclamações. Tampouco queria que sua mãe encontrasse algo para criticar. E, como esperado, lá estava ela, deslizando seu olhar analítico pela sala de jantar, procurando por qualquer imperfeição. Me aproximei devagar, segurando a taça de vinho com elegância, e sorri ao seu lado. — Está procurando algo para reclamar, sogra? – perguntei, mantendo a voz doce, mas carregada de ironia. Ela virou-se lentamente para mim, me medindo dos pés à cabeça antes de soltar o veneno que já esperava. — Eu não vejo a hora do meu filho perceber que, nesta sala, você já se deitou com a maioria dos homens presentes – ela disse, estreitando os olhos. – Agora, o último é o traficante, não é? Segurei o riso. — Não sei. É você que está dizendo isso, não eu – retruquei, sustentando seu olhar. Ela se aproximou um pouco mais, sem esconder o desprezo. — Só meu filho não percebe a v***a louca que você é. Respirei fundo, mantendo a pose. — Nada muito diferente de você, não acha? – provoquei, sorrindo. – Ou você acha que eu não sei como se casou com o pai do Raul? Me julga tanto, mas imagine só se eu resolver jogar a verdade no ventilador... O rosto dela endureceu. — Não me ameace, Luana. Abaixei um pouco a taça, me inclinando ligeiramente na sua direção. — Nós duas temos coisas a perder – murmurei. – Mas sei que, para você, perder seu prestígio seria muito pior do que qualquer coisa que eu possa perder. Soltei um sorriso antes de me afastar, deixando-a digerindo minhas palavras. Caminhei até Raul, que conversava animadamente com seu irmão e outro homem. Cumprimentei alguns convidados, mas minha atenção estava em outro lugar. Ele ainda não havia chegado. Senti meu coração acelerar quando, enfim, avistei Preto entrando no salão. Meu olhar o seguiu de forma discreta enquanto ele cumprimentava alguns conhecidos. Ele estava deslumbrante – a pele morena iluminada pela meia luz do ambiente, as tatuagens destacadas pela camisa branca de botões abertos, o blazer preto caindo perfeitamente sobre seu corpo forte. Segurei minha taça com mais firmeza quando notei que ele desviava o olhar para mim. Nossos olhos se encontraram por alguns segundos, e um arrepio percorreu minha espinha. Ele saiu da sala, caminhando para o corredor que levava aos banheiros. Meu corpo reagiu antes mesmo de eu tomar a decisão consciente de segui-lo. Coloquei a taça sobre o bar improvisado e me movi rapidamente, desviando das pessoas com elegância, sem chamar atenção. Acelerei os passos ao vê-lo entrando no banheiro. Quando ele percebeu minha aproximação, virou-se, um sorriso de canto nos lábios. — Por que está me seguindo? – perguntou com um tom firme, a voz carregada de diversão. Encostei-me na porta, mantendo meu olhar fixo no dele. — Você sabe o que eu quero. Minha mão deslizou para os botões da sua camisa enquanto eu o empurrava suavemente para dentro do banheiro, capturando seus lábios nos meus. A porta se fechou com um estrondo quando ele me prensou contra ela, suas mãos deslizando pelo meu corpo com uma urgência que fazia minha pele queimar. Seu toque era firme, possessivo, e eu já estava entregue antes mesmo de sentir sua boca quente explorando meu pescoço. Arranquei seu blazer e deixei que caísse no chão. Ele retribuiu com a mesma fome, puxando meu vestido para cima sem hesitação. Senti o tecido fino rasgar quando ele arrancou minha calcinha, seus dedos deslizando pelas laterais da peça antes de atirá-la no chão. O cheiro amadeirado da sua pele misturava-se com o perfume forte que exalava dele. O calor do seu corpo me envolvia completamente enquanto ele segurava minha cintura e me erguia com facilidade, pressionando-me contra o balcão da pia. Sua ereção roçava minha coxa, me deixando molhada de desejo. Ele me penetrou lentamente, nossos corpos encaixando-se com uma perfeição quase c***l. — Caralho... – ele murmurou contra meus lábios, fechando os olhos por um instante antes de começar a se mover dentro de mim. Minhas unhas arranharam suas costas enquanto sua boca alternava entre beijos e mordidas pelo meu pescoço. Segurei seu rosto, mordendo seu lábio inferior enquanto ele estocava cada vez mais fundo, me fazendo gemer contra sua boca. Suas mãos pesadas apertaram meu pescoço, enquanto seus olhos cravavam-se nos meus, cheios de desejo e posse. Ele ergueu minhas mãos e as prendeu contra a parede, me imobilizando completamente. Meu corpo estava rendido a ele, entregue ao prazer bruto que ele me proporcionava. Eu não queria que aquilo acabasse. Quando chegamos ao clímax, ele se manteve dentro de mim, ainda me segurando firme, respirando pesado contra minha pele. Seu rosto deslizou para meu pescoço, e ele depositou um beijo ali, sua língua quente provocando arrepios em meu corpo. Ficamos assim por alguns instantes, nossos corpos suados, nossos corações batendo no mesmo ritmo. — Você é maravilhosa – ele disse, olhando dentro dos meus olhos. Eu sorri. Mas minha mente já estava em outro lugar. Eu sabia exatamente o que queria dele. E estava cada vez mais perto de conseguir.
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