Episódio 11

1341 Words
— Droga, Victoria…! Ele gemeu, observando-a engolir cada uma das suas estocadas, produzindo um som úmido e obsceno que ecoava pelo escritório. — Você me deixa louco, mulher! Como você consegue me deixar mais duro toda vez que me toca? Victoria saboreava levá-lo ao limite, apreciando o poder de ter roubado o org*asmo de Elizabeth. Enquanto o chupava com uma voracidade que beirava a violência, ela deslizou a mão por baixo da saia e começou a se masturbar freneticamente, esfregando o clitó*ris rapidamente, buscando o seu próprio prazer. O contraste entre o calor da sua boca e a frieza de seu olhar era pura depravação. Ela estava ali, mas sua mente só celebrava a vitória sobre a outra mulher. Quando Sebastian não conseguiu mais se conter, ejaculou violentamente, enchendo a boca dela num espasmo longo e amargo. Victoria não se mexeu. Engoliu tudo com uma eficiência insultante, limpando o canto dos lábios com o polegar enquanto mantinha contato visual. Ela estava satisfeita, não com o se*xo em si, mas por ter devorado o desejo que Elizabeth havia plantado com tanta insistência. Victoria levantou-se elegantemente, retocou o batom vermelho em frente ao espelho do escritório e alisou a saia como se tivesse acabado de sair de uma reunião de negócios rotineira. Não houve palavras de afeto; ela simplesmente observou Sebastian, que permanecia curvado na sua poltrona, a respiração ofegante e a camisa manchada de suor. — Da próxima vez que ela te ligar para te e*xcitar. Disse Victoria, pegando a pasta com a qual havia chegado. — Lembre-se de agradecê-la por mim. Isso me poupa um monte de trabalho antes. Ela saiu do escritório sem olhar para trás, deixando o eco dos seus saltos pontuar o silêncio. Sebastián ficou sozinho, envolto pelo cheiro de se*xo e pelo peso da própria traição. Olhou para o celular sobre a mesa. A tela ainda estava escura. Sabia que Elizabeth estava do outro lado da cidade, arrasada, humilhada e esperando por uma explicação que ele não tinha coragem de dar. Fechou o zíper da calça e apertou o cinto, sentindo um profundo desgosto subir-lhe à garganta. O incêndio que Elizabeth tentara iniciar não só não o salvara, como dera a Victoria a oportunidade perfeita para incinerar o pouco que restava do casamento deles. Ignorando o que acabara de acontecer, Elizabeth caminhou rapidamente, o eco dos seus saltos reverberando nas paredes de mármore, o seu coração batendo forte contra as costelas. Na sua mão, carregava uma sacola de papel que exalava o aroma do jantar favorito de Sebastian, e escondido na bolsa, o brinquedo do Quarto de Veludo, um segredo de seda e desejo com o qual planejava reconquistar o seu território de uma vez por todas. Queria forçar uma mudança, queria que ele a visse novamente, que a tocasse com a devoção de antes, não com a polidez distante dos últimos meses. Contudo, ao chegar à imponente e pesada porta de carvalho que guardava o escritório do marido, deparou-se com um obstáculo inesperado e gélido: estava trancada. A recepção estava deserta. A secretária havia saído horas antes, deixando o balcão impecável e sombras se espalhando pelos cantos. Elizabeth franziu a testa ao ver o espaço vazio e girou a maçaneta com força, mas o mecanismo não cedeu como esperava. Logo além daquela porta de madeira, o ar era uma mistura densa de suor, se*xo e traição. Sebastian estava desleixado na sua grande poltrona de couro, a camisa aberta, os botões arrancados, a respiração ofegante por um esforço que nada tinha a ver com trabalho jurídico. Victoria estava sobre ele, a saia lápis levantada obscenamente até a cintura, movendo-se com uma cadência animalesca e rítmica que fazia a estrutura da poltrona ranger sob o peso de seu pecado. As suas mãos, com unhas pintadas de um vermelho violento, estavam emaranhadas nos cabelos de Sebastian, puxando com uma força que buscava não apenas prazer, mas humilhação. — Mais forte, Sebastian... Victoria sibilou contra os seus lábios, a voz carregada de uma m*alícia líquida que penetrava nos ouvidos do homem como veneno. — Esqueça a santa que você tem em casa. Ela é morna. Eu sou o fogo que vai te consumir. Sebastian soltou um rosnado gutural, uma resposta primitiva, enquanto cravava os dedos nas nádegas de Victoria, apertando a carne com uma fúria que não era amor, mas pura depravação. Ele estava naquele ponto cego onde o mundo exterior deixava de existir, entregue ao frenético domínio de uma mulher que o encarava com uma frieza predatória, saboreando cada espasmo enquanto profanava o santuário da sua carreira. Do lado de fora, Elizabeth encostou o ouvido na madeira, sentindo o carvalho frio queimar a sua bochecha. Os seus olhos se arregalaram ao som de um suspiro rouco, seguido por um arranhão metálico constante, como se algo pesado estivesse batendo ritmicamente na mesa. — Sebastian? Ela chamou num sussurro entrecortado. — Eu sei que você está aí. Ouço vozes... Abra a porta, por favor. Lá dentro, o pânico atingiu Sebastian como um choque elétrico de alta voltagem. Ele congelou, os músculos tensos, a sua masculinidade ainda dentro de Victoria. O silêncio que se seguiu foi mais ensurdecedor que os gritos, mas Victoria, longe de estar assustada, soltou uma risadinha discreta que arrepiou os pelos da nuca de Sebastian; ela aproximou-se mais dele, os seus ma*milos rígidos roçando o seu peito encharcado de suor, desafiando-o com um olhar gélido a ter a coragem de afastá-la ou trair a si mesmo. Foi então que uma sombra se projetou sobre Eli no corredor. — Problemas de acesso, Eli? Elizabeth deu um pulo e virou-se bruscamente, a respiração presa na garganta. Nathaniel estava lá, encostado na parede com uma elegância perigosa que parecia se alimentar da penumbra do corredor vazio. Os seus olhos escuros, brilhando com uma inteligência cr8uel, examinaram a porta fechada e então desceram para o rosto pálido e perturbado de Elizabeth. Diferentemente dela, Nathan não precisava entrar para saber; ele podia sentir o cheiro de se*xo e adrenalina que vazavam pelas frestas. — Nathan... eu não consigo abrir. Disse ela, com a voz trêmula e as mãos apertando a sacola de comida. — Tenho certeza de que tem alguém lá dentro. Ouvi... barulhos estranhos. — Talvez o cansaço de esperar por um homem que nunca chega faça você ouvir coisas, Eli. Disse Nathan, mantendo uma calma que ela achou profundamente suspeita. Por dentro, Nathaniel sentiu um choque de expectativa. Parte dele vibrava de excitação com a iminente queda das máscaras; ele ansiava para que Elizabeth finalmente descobrisse o homem inútil que tinha ao seu lado, mas vê-la ali, tão frágil e confusa, uma pontada de amargura apertou o seu peito. Doía-lhe que fosse ela quem tivesse que pagar o preço pela verdade, e esse sentimento de culpa se misturava com a satisfação de ver o castelo de mentiras de Sebastian prestes a desmoronar. — Abra. Ela exigiu, a suspeita queimando no seu estômago e a sua paciência em frangalhos. — Eu sei que você tem uma chave mestra ou que sabe como fazer isso. Por favor. Eu só quero saber o que está acontecendo. Nathaniel suspirou, fingindo não sentir nenhuma dúvida, enquanto um sorriso malicioso começava a se espalhar pelos cantos dos seus lábios. Ele sabia que, depois daquele momento, nada seria como antes, e esse pensamento o encheu de uma estranha sensação de êxtase. Ele tirou um pequeno kit de ferramentas de bolso, aquele que sempre carregava para o que chamava de emergências importantes. Com uma precisão quase artística, Nathan manipulou a fechadura. O silêncio do corredor amplificou o som de metal contra metal. De repente, um clique metálico ecoou pelo corredor como o cão de uma arma sendo engatilhado pouco antes do disparo final. ‍​‌‌​​‌​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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