Episódio 10

1782 Words
Elizabeth passou a manhã em suspense, lendo sobre s*exting e ligações telefônicas de alta tensão. Ela entendia que, para um homem como Sebastian, a antecipação podia ser mais poderosa do que o próprio ato, e que isso poderia ajudá-lo. Determinada a não deixar a chama se apagar, voltou para casa mais cedo, e o silêncio da casa proporcionou o cenário perfeito. Trancou-se no quarto principal, ligou uma música ambiente suave e vestiu um conjunto de renda preta transparente. Olhou-se no espelho e sentiu-se poderosa, mas também vulnerável. Ao passar os dedos pela borda da renda, sentiu um arrepio percorrer a sua barriga. Estava e*xcitada, mas era uma e*xcitação tingida de urgência e necessidade de ser vista. No escritório de advocacia, Sebastian estava absorto num complexo acordo de fusão, com a gravata frouxa e a testa franzida. Quando o seu celular pessoal vibrou, atendeu por puro instinto. Não olhou muito atentamente, mas pelo tom inconfundível, sabia que era ela. — Sim, Liz? Estou um pouco ocupado. Disse ele, com a voz monótona. — Esqueça o trabalho por um segundo, meu amor. A voz de Elizabeth era um ronronar. Sebastian largou a caneta apenas porque uma parte dele ainda a obedecia cegamente. O silêncio no seu escritório tornou-se pesado, mas era necessário para que ele relaxasse um pouco. Recostou-se na cadeira de couro, sentindo o atrito da própria calça. — Não é a hora certa, Elizabeth. Disse ele, embora a sua voz já não fosse monótona, mas mais baixa, quase um sussurro. — É a hora perfeita. Ela respondeu. Do outro lado da linha, ouviu-se o farfalhar da seda contra o microfone do telefone. — Estou na nossa cama, com as pernas abertas. O ar no quarto está frio, mas meus lábios estão inchados e quentes. Você se lembra da sensação quando os pressiona com o polegar? Sebastian soube imediatamente o que ela queria dizer. Fechou os olhos e perguntou-se quem era aquela mulher ao telefone. A sua esposa era pudica. Por um segundo, ele pensou em perguntar o que havia de errado, mas já sabia. A imagem de Victoria dissipou-se, substituída pela realidade tátil que Elizabeth descrevia. — Eles estão molhadas, não estão? Ele perguntou, cedendo. A respiração dela ficou mais pesada. — Muito. Disse ela, umedecendo-as com a saliva. — Estou passando o dedo na borda da renda, logo acima do meu cli*tóris, e consigo senti-lo pulsando. Se você estivesse aqui, eu faria você assistir enquanto ele fica vermelho e eu o acaricio. Eu faria você tocá-lo com a ponta da língua até que ele não conseguisse parar de tremer. Sebastian recostou-se mais confortavelmente e encarou a porta. — Descreva como os seus sei*os estão. Ele ordenou, pressionando o telefone contra a orelha e agarrando a cadeira com a outra mão. — A renda preta está apertando-os, e eles estão transbordando pelas bordas. Comecei a beliscar um dos meus ma*milos enquanto imaginava que era a sua boca me mordendo. Dói um pouco, mas eu gosto. — Quero que você me diga o que faria comigo se entrasse por aquela porta agora e me visse assim, com os joelhos dobrados, me procurando com os dedos. Sebastian desabotoou o primeiro botão da camisa e sentiu um arrepio percorrer o seu corpo. O contraste entre o ambiente profissional do escritório de advocacia e as palavras explícitas da esposa lhe causou uma ereção violenta que começou a incomodá-lo sob o tecido do terno. — Se eu estivesse aí. Disse ele com a voz rouca, puxando a gravata com os dedos. — Eu nem tiraria sua lingerie. Eu a viraria na cama, agarraria os seus cabelos e pressionaria o seu rosto contra os lençóis para abri-la por trás. Quero que você continue se tocando. Quero ouvir os seus dedos penetrando fundo. Elizabeth ouviu a ordem de Sebastian e obedeceu imediatamente. O som da sua voz rouca pelo telefone lhe deu o empurrão final. Ela recostou-se nos travesseiros, abrindo bem as pernas, deixando a luz da tarde iluminar os seus pelos pubianos e a umidade que já brilhava entre os seus lábios. — Estou fazendo isso, Sebastian... Ela ofegou. Ela inseriu o dedo médio entre os lábios da va*gina dela. O contato foi direto e audível. O som do dedo penetrando com força na sua vag*ina úmida passou pelo microfone do telefone, e Sebastian pôde ouvir o quanto ela estava excitada. Elizabeth fechou os olhos e começou a mover o dedo para cima e para baixo, esfregando firmemente a base do cli*tóris. — Estou inserindo um dedo. Ela continuou, com a voz trêmula e os se*ios à mostra. — É tão escorregadio. Entra e sai com facilidade, e eu consigo sentir o calor subindo de dentro de mim. Comecei a circular o meu clitó*ris com a ponta do dedo, pressionando cada vez mais forte porque preciso sentir a pressão que você me daria. No escritório, Sebastian ouvia a respiração da esposa e o som rítmico, úmido e cru da sua m*********o. — Não pare. Ele ordenou, apertando o próprio me*mbro com força por cima da calça. — Coloque outro dedo. Quero que você abra bem as pernas e me diga como se sente. — Estou me abrindo... Elizabeth inseriu o segundo dedo, esticando as paredes da va*gina de uma forma requintada e sedutora. — Os meus dedos estão encharcados. Estou usando a outra mão para puxar um dos meus mam*ilos enquanto os meus dedos se movem mais rápido... Oh, Sebs... Estou começando a sentir espasmos nas paredes da minha vag*ina, Sebastian. Estou ficando tão excitada por dentro... Sinto que vou explodir se você não parar de falar comigo assim. — Quero que você vá mais fundo, Liz. Ele rosnou, recostando-se na cadeira de couro e fechando os olhos para visualizá-la. — Quero que me diga o quão molhada você está. Diga-me como o seu clitó*ris se sente enquanto você se toca e ouve a minha voz. Quero você tão encharcada que os lençóis deixem marcas. — Está um calor inf*ernal… Estou ensopada, Sebastian. Ela disse, arqueando as costas. — Por favor, diga que você também está se tocando. Diga-me o quão e*xcitado você fica quando pensa em mim sendo seu… todo seu. — Estou tão e*xcitado que dói, Elizabeth. Ele disse sem fôlego, perdendo toda a pretensão de decoro profissional. — Quero que você geme o meu nome. Quero ouvir você gozar como uma cad8ela enquanto me diz que eu sou seu. Geme para mim, agora. Elizabeth começou a gemer alto, entregando-se ao jogo que começava a e*xcitá-la. Ela se sentia desejada, sentia que finalmente tinha a atenção dele. Sebastian, completamente possuído pelo erotismo, levou a mão ao cinto, ansioso para desabotoá-lo. — Isso, assim! Diga o meu nome! Exclamou, perdendo o controle. Ela aumentou a velocidade. Não era mais um jogo de sedução. Era uma necessidade física e violenta. A sua mão se movia freneticamente, para cima e para baixo, enquanto os seus quadris se elevavam inconscientemente da cama, buscando um contato que não existia. O som dos seus dedos batendo contra a sua própria carne úmida tornou-se mais rápido e constante. O clique metálico do cinto de Sebastian ecoou no quarto vazio, um som que marcou o início da sua rendição, mas assim que o clímax começou a se formar no seu horizonte, a porta do escritório de Sebastian abriu-se de repente. Victoria entrou com a sua arrogância habitual, quebrando o encanto. Sebastian sentiu como se um balde de água gelada tivesse sido jogado sobre ele, e o desejo se transformou num pânico seco que lhe fechou a garganta. — Preciso ir. Surgiu uma urgência, tchau. Disse Sebastian friamente, desligando antes que Elizabeth pudesse terminar. A quilômetros de distância, o silêncio do telefone atingiu Elizabeth como um tapa na cara. Ela estava deitada na sua cama vazia, sentindo um frio cortante substituir o calor da sua própria mão. Sentia-se exposta e ridíc*ula sob a renda preta, imaginando o que havia feito de errado para que ele desligasse na sua cara daquela forma. Enquanto tentava entender o seu fracasso, de volta ao escritório de advocacia, a tensão no ar aumentava. Victoria aproximou-se da mesa, a voz arrastada com uma elegância predatória. — Nossa… você parece agitado. A sua esposa lhe deu alguma notícia rui*m? — É a Elizabeth com as suas artimanhas de sempre. Ela me deixou chateado. Ele mentiU, tentando recuperar o fôlego, ajeitando a camisa com os dedos trêmulos. — O que posso fazer por você? Mas Victoria não se deixava enganar facilmente; ela conseguia farejar fraqueza a quilômetros de distância. Inclinou-se sobre a mesa, o olhar fixo na virilha de Sebastián, onde o volume proeminente sob as calças contava uma história bem diferente das suas palavras. Ela soltou uma risada. Um som triste ecoou pelas paredes de madeira do escritório. — Não minta para mim. Disse ela, com um desprezo tão grande que o fez estremecer. — Sei perfeitamente que você a tinha ao telefone implorando. E não se engane, não estou com ciúmes. Na verdade, sou grata por ela ter te deixado tão e******o, porque agora vou terminar o que aquela novata começou. Antes que ele pudesse reagir, Victoria deslizou até o chão com a precisão de uma serpente e ajoelhou-se diante dele. Não havia ternura nos seus olhos, apenas uma fome fria e clínica que buscava posse, não conexão. Ele desabotoou o cinto com um puxão brusco, libertando a sua ereção, que pulsava com a excitação interrompida. Victoria lambeu os lábios e olhou para ele. Victoria começou a lamber a sua grande ereção com devoção. Ela levou o mem*bro de Sebastian fundo na sua garganta, engolindo-o inteiro e desafiando o seu próprio reflexo de vômito enquanto o encarava com olhos gélidos. Ela usou a língua para lamber o frênulo dele com uma intensidade que o fez arfar, oscilando na tênue fronteira entre dor e prazer. Não era um ato de amor; era uma competição silenciosa contra a mulher do outro lado da cidade, um banquete reivindicado pelo direito da audácia. Sebastian, impulsionado pelo telefonema anterior e pela adrenalina do medo, perdeu completamente a compostura. Esqueceu a culpa e a moralidade no instante em que a suas mãos afundaram nos cabelos loiros de Victoria e os quadris dela se impulsionaram contra ele. Puxou com força para controlar o ritmo, agarrando a boca dela com um desespero animalesco, querendo silenciar a própria consciência com o som da carne. ‍​‌‌​​‌​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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