Às três e quarenta e cinco, em ponto, o trem pára na estação do Vilarejo das Águas. Otávio e Samanta cochicharam durante toda a viagem a respeito do velhinho cego e a bizarrice de suas palavras. Mas algo nelas fizeram com que Samanta parasse a todo momento para refletir sobre seu real significado. Ao descerem na plataforma, Samanta não pôde deixar de observar os diferentes pássaros coloridos que empoleiram-se nos trilhos. Um vento fresco fez com que seus cabelos soltassem-se do coque em que os amarraram, e Samanta pôde apreciar o clima formidável que fazia naquela tarde no vilarejo. O Vilarejo das Águas, um povoado rico em exuberantes cachoeiras e rios muito apropriados para a pesca, principal atividade exercida na região, sempre fora motivo de intensas falácias nas cidades vizinhas. "O

