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2003 Words
Eu vejo a minha mãe saindo da casa da Serena, me aproximo dela e ela me encara. — O que aconteceu? – eu pergunto para ela — Eu vim tomar café com a Serena. — Ela te chamou? – eu pergunto — Não, eu vim ver como ela estava em relação a amiga. — Entendi – eu falo para ela – tem certeza que é só isso? — Tem sim – ela fala – Yan , precisamos ver o que será feito de Ana Julia. — Eu vou ver isso depois de organizar a história da Maisa. — Ela ainda está viva? – minha mãe pergunta me encarando — Ainda Pedro deixou ela viva até quando não sei. — Ele deve estar m*l, coitado. — Nenhum homem gosta de levar chifre – eu falo – imagina se ele ia estar feliz. — Ela nunca prestou e eu sempre disse isso – minha mãe fala me encarando – mas nunca ninguém me escutou. Eu preciso ir, estou com dor de cabeça. Vejo a minha mãe subindo para casa e olho para casa de Serena e vou até lá, abro a porta e Serena me encara. — Você por aqui – ela fala me olhando — Vim ver como você está depois de saber sobre Maisa. — Ela já está morta? – ela pergunta friamente me encarando — Ainda não – eu respondo – Pedro ainda naõ a matou. — Está demorando, achei que mataria logo – ela fala — Achei que estaria mais preocupada com a sua amiga. – eu falo para ela. — Achei que você estaria preocupado com ela – Serena fala me encarando — Porque eu estaria preocupado? — Porque você também era amante dela, não era? – eu a encaro – eu demorei para ligar os fatos, mas quando liguei, percebi que na verdade, você era o amante dela – ela me olha com um olhar de decepção – agora eu entendi porque Maisa ficou indiferente comigo, porque ela deve ter descoberto que a gente estava ficando, ou você estava somente me usando? — Te usando? – eu pergunto para ela — Para colocar ciúmes nela, já que sabia que a gente era amigos. E quando Pedro descobrir Yan que você era amante dela? O que acontece com você ou você será capaz de m***r Pedro? Eu olho para ele e ele me encara. — Jamais mataria Pedro – ele fala – e nem ele me mataria. — Porque? – eu pergunto — Isso tudo fazia parte do nosso plano – ele fala – A gente já sabia que a Maisa era uma traidora Serena, eu me envolvi com ela, para enrolar ainda mais o pescoço dela. — Não era mais fácil vocês terem a colocado contra a parede? Ela falaria tudo. — Não, não seria mais fácil, porque a gente só teria palavras, a gente não teria as pessoas que a gente queria conseguir através dela – ele fala me olhando — No caso eu – eu falo para ele e ele me encara – era eu que você queria conseguir através dela, não é mesmo? – Yan me olha — Serena, as coisas são bem mais complicada do que você acha. — Você ainda teve a cara de p*u de me dizer que me amava naquele dia, isso também faz parte do seu plano Yan? – eu encaro ele e ele me encara – você sabia que eu nunca tinha me envolvido com ninguém após a morte do Antonio, quer dizer a falsa morte – ele me olha – eu me envolvi com você, eu me entreguei para você, eu achei que por mais que você fosse dono do morro, um traficante, você jamais era igual a ele quando descobri a verdade sobre Antonio. — Não me compare a ele – ele fala — Você é exatamente igual ao seu irmão, usa pessoas inocentes para conseguir o que quer – eu falo para ele – Você fez com que Maisa me enviasse as mensagens, uma atrás da outra, fizesse minha cabeça e me trouxesse para o morro, implicou comigo no começo, para se aproximar e ao mesmo tempo que estava comigo, você estava comendo quem eu achava que era minha melhor amiga e que tudo isso não passava da porcaria de um plano. — O que eu disse que sentia por você nunca fez parte de plano nenhum e somente me envolvi com a Maisa uma vez depois que te conheci. — Mentiroso! – eu falo nervosa – você é um mentiroso, filho da p**a. Porque você não pega a procaria da tua arma e me mata Yan? Não era isso que você me dizia ou espera, você precisa que eu esteja viva para atrair o filho da p**a do meu marido? – eu em aproximo dele e ele me encara – eu odeio você com todas as minhas forças, eu odeio você, eu tenho nojo de você. — É seu direito me odiar – ele fala me encarando – mams quando você souber de toda a verdade, você vai sentir remorsos pelas suas palavras s- eu começo a rir — Você me usou assim como todos dentro desse morro, eu fui um fantoche na mão de todos vocês – eu falo para ele – eu sou importante não é mesmo e o que vai acontecer s seu pegar a sua arma e atirar em mim? – ele me olha e eu tento pegar a sua arma mas ele não deixa, segurando as minhas duas mão forte. — Eu jamais vou me perdoar se algo acontecer com você – ele fala me encarando – eu sempre soube quem você era, sempre soube porque subiu a porcaria desse morro. — Mentiroso , cafajeste – eu falo para ele – é claro que Maisa nunca vai ser morta, porque você jamais vai deixar que ela seja morta. Me solta – eu grito e ele me solta – se você não me m***r Yan, eu vou acabar com você e eu mesmo vou te m***r. — Está me ameaçando Serena? — Estou apenas te avisando – eu falo para ele – que se você me deixar viva, eu acabo com você. — Não saia do morro – ele fala – você corre perigo lá fora. – eu começo a rir — Você realmente acha que eu acho que você se preocupa comigo? – ele me encara – eu acreditei em você, eu confiei em você, eu me entreguei a você. Mas agora, eu vejo que você não é diferente do seu irmão, na verdade vocês podem dar as mãos e andarem junto – eu ando até a porta — Você precisa me escutar. — Não quero te escutar – eu falo para ele — Serena. — Vai embora – eu grito e ele me encara – Vai embora daqui agora! – eu dou um grito maid forte fazendo as pessoas na rua olharem. Ele começa andar e para na minha frente,e eu viro o rosto para não olhar para ele e ele apenas sai. Eu entro na boca que nem um furacão dando um susto em Pedro e Caio, eles me encaram e eu olho para eles. — Serena descobriu sobre o meu caso com maisa – eu falo — O que? – Pedro me encara — Ela também contou que viu Antonio vivo – eu falo – me chingou, me comparou aquele filho da p**a, eu não sou que nem ele, eu não sou! – dou um soco na mesa — Você sabe que não é, ela está nervosa – Caio fala — Não queria ter a magoado, nãod essa forma – eu falo – mas as coisas saíram do controle, ela não deveria ter descoberto tudo assim — Você contou sobre os pais dela? – ele pergunta – sobre o que os pais dela fizeram e porque Antonio quer vingança? — Serena corre perigo de vida – eu falo para eles e eles me encaram – não posso deixar ela a deriva, não deixei até agora, a protegi cumprindo a minha promessa – eu falo para eles – não me importa porque Antonio quer vingança contra ela, eu não quero vingança, eu quero a proteger. — Só que para ela você é um inimigo – Pedro fala – e se você não se acalmar nessa situação, Serena é esperta, ela vai fugir, vai se mandar do morro e o pior pode acontecer. — Coloquem vapores em volta dela, de olho nela para todos os cantos – eu falo – agora, eu quero todo mundo de olho nela, ela não sai do morro. — E se ela tentar sair do morro, o que vai fazer? – Caio pergunta — Se for preciso tranco ela – eu falo – mas daqui ela não vai sair — Vai fazer ela te odiar ianda mais – Pedro fala — Mas ela vai estar viva e é isso que importa – eu falo para eles e eles me encaram, nada mais me importa do que a vida de Serena nesse momento e de acabar com Antonio, eu quero aquele filho da p**a morto. Eu pego uma xicara de chá e vou até a sacada da casa e olho para o morro e fico pensando , me questionando o que eu me questiono desde que subi aqui: Qual deles estava me enviando as mensagens? Isso era um quebra cabeça sem fim, porque agorsa sei que Antonio está vivo e que Maisa provavelmente estava com ele e por qual motivo eles me queriam aqui? E por qual motivo Yan me queria aqui se fosse ele que tivesse me mandando mensagem? Por vingança ao irmão? Ou porque ele sabia que o irm;ão estava vivo e queria que eu viesse para cá para que Antonio viesse para o morro? São tantas perguntas ainda sem respostas, tem a minha irmã, os meus pais e o porque que parece que todos tem uma só ligação, de que todos fazem parte de uma história só até mesmo eu. Eu olho para o morro inteiro e tento montar o quebra cabeça , mas não conseguia, mas quem sabe existia uma pessoa que deveria ter a resposta. Eu olho para todos os lado se vejo que tinha muito mais vapores andando em volta da minha casa do que o normal, então resolvo tomar uma atitude, me arrumo e saio de casa, logo percebo os vapores todos me encaranod, super discretos como sempre, mas para quem sabia o que estava acontecendo e o perigo estava vivendo, conseguia saber quando os olhares é para mim. Eu vou até a escola e na escola entro na sala dos professores, a sala dos professores tinha uma porta para o fundo da escola, a escola estava vazia, fecho a porta e as cortinas, e fico ali por algum tempo, logo depois faaço um coque e saio pela porta dos fundos, logo consigo e afastar da escola, saio pelo mato me cuidando e olhando para todos os cantos, e quando vejo estou fora do morro. Sem saber certo se o que eu estava fazendo era o correto, eu paro um taxi e entro nele e decido ir para a velha fazenda dos meus pais, tinha dinheiro na carteira e pago o taxista, a fazenda tinha um caseiro idoso, que meu pai confiava de olhos fechados, quando ele me ver, ele abre um sorriso. — Serena – ele fala e eu o encaro – o que está fazendo aqui? — Vim atrás da verdade – eu falo para ele. — Que verdade? – ele pergunta — Quem era os meus pais e porque meio mundo quer vingança contra eles ? – eu pergunto e ele me encara – chegou a hora de você me contar toda a verdade, somente eu ainda não sei as peças do quebra cabeça, não é mesmo? Ele me olha com um olhar curioso e assente com a cabeça. — A gente tem muito para ver nessa fazenda – ele fala – venha menina, me acompanhe!
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