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1637 Words
Pedi ao médico que me permitisse acompanhar meu bebê até Sapiranga naquele mesmo dia, mas meu pedido foi negado, pois eu acabara de dar à luz e deveria permanecer hospitalizada até a manhã seguinte. Por volta das seis horas da tarde daquele dia 25 de fevereiro de 2020, a UTI móvel chegou para levar meu filhinho. Chorei muito ao vê-lo partir e não poder acompanhá-lo, derramei todas as lágrimas que só quem é mãe entenderia — meu lamento — , minhas lágrimas, meu desespero. Para mim, o mundo havia desabado, meu chão tinha sumido. Não dormi nada naquela noite, apenas rezava para que o tempo passasse logo e eu pudesse ir ao encontro do meu pequeno. Minha mãe estava comigo no hospital, ficamos conversando sobre como as circunstâncias se repetiam duas vezes em minha vida: 58 dois casamentos, dois abortos espontâneos, dois filhos prematuros, duas escolas para trabalhar, dois, dois, dois… Na manhã seguinte, exatamente às oito horas e trinta minutos, recebi alta do hospital em Sarandi, me despedi de minha mãe, meu pai e minha filha mais velha. Peguei um táxi e me desloquei até a cidade de Sapiranga, uma viagem de cinco longas horas que pareceram uma eternidade. Enquanto isso, na UTI, meu filhinho lutava para viver, e eu m*l sabia o que havia acontecido durante o trajeto até o hospital. Cheguei por volta das treze horas e trinta minutos em um lugar totalmente desconhecido, com pessoas que nunca havia visto. Estava ali parada em frente ao hospital quando meu marido apareceu e disse que tinha encontrado um hotel a quatro quadras dali. Então, fomos até lá caminhando, acomodei as coisas no quarto do hotel e fomos para o hospital. 59 O hospital era grande, e a UTI neonatal ficava no quarto andar. Havia horários fixos para entrar na UTI; vestíamos avental, touca, máscara e higienizávamos as mãos duas vezes antes de entrar. Podíamos ficar trinta minutos somente sentados, sem poder tocar no bebê. Naquela noite, o pediatra chefe da UTI me chamou para conversar. Fui logo perguntando sobre o que acontecera com o pé do meu bebê. Ele explicou que durante o transporte, o soro extravasou, causando uma lesão h******l na pele. Ainda me disse que, se evoluísse para uma necrose, teriam que amputar o pezinho dele. Além disso, informou que ele também tinha uma estenose valvar pulmonar e não respirava sem ajuda dos aparelhos. — Reze por seu filho. — Foram as palavras dele. Saí do hospital sem rumo, as lágrimas tomavam conta do meu ser. Meu marido disse que eu tinha que ficar ali sozinha, pois ele tinha negócios urgentes para resolver, e 60 que ficar ali não tinha necessidade de um acompanhante. Olhei para ele e disse: — Não acredito que você falou isso, só pode ser brincadeira! Ele me encarou e disse: — Domingo vou voltar para casa, e você fica aqui. Argumentei que eu não tinha condição emocional para ficar ali sozinha sem saber o que iria acontecer, e nossa outra filha estava bem cuidada na casa da minha mãe, e o escritório tinha mais funcionários, dariam conta perfeitamente sem você. Mas ele já tinha tomado a decisão, e ponto final. No domingo à tarde, ele foi embora, e eu fiquei sozinha no hotel contando os minutos para ir até o hospital ver meu pequeno. O quadro do bebê se mantinha estável, não melhorava nem piorava. Eu almoçava no hospital, jantava no hospital, passava a maioria do meu tempo dentro do hospital, sendo que só podia ficar cinquenta minutos vendo meu bebezinho. 61 Em uma manhã, depois de tomar café no hotel, decidi caminhar um pouco para espairecer, foi então que encontrei a uma quadra do hospital uma igreja. Estava aberta, e resolvi entrar. Não contive minhas lágrimas chorando; soluçava quando ergui meus olhos, estava diante do Sagrado Coração de Jesus, a quem já era devota. Ajoelhada, implorei que Jesus me desse um sinal de que meu filho iria se salvar e voltar para casa em perfeito estado, e que seu pezinho não fosse amputado. Fiquei ali mais uma meia hora e me dirigi ao hospital. Naquela mesma tarde, no segundo horário, o médico chefe me chamou e disse que iriam iniciar um tratamento novo para a queimadura no pezinho do meu filho. Era a última tentativa; se reagisse ao tratamento, não seria necessário realizar a amputação. Para minha surpresa, após dois dias do início do tratamento no pezinho, ele havia respondido bem, e o quadro clínico começou a ter uma significativa melhora. Voltei à igreja e agradeci, prometendo levar meu filho lá quando ele 62 enfim tivesse alta. Como fiquei 25 dias no hospital, fiz algumas amizades que perduram até hoje, pessoas que, assim como eu, estavam ali por um motivo em comum: os filhos. Falarei sobre isso no próximo capítulo... Já haviam se passado duas semanas, e minha rotina era sempre a mesma. Eu acordava cedo, tomava banho, pois meus s***s jorravam leite, e eu podia fazer a ordenha somente três vezes ao dia no hospital. Tomava meu café da manhã no hotel e caminhava rumo ao hospital. Em uma manhã, cheguei ao hospital e notei uma mãe nova na sala de espera. Cumprimentei-a, e começamos a conversar. Era dali mesmo, e seu bebê foi levado à UTI porque ela teve que fazer às pressas uma cesariana devido ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia. Aí contei minha história porque estava ali. E assim, cada mãe nova que chegava com seu bebê tinha seus motivos, suas angústias, aflições, uma infinidade de medos, 63 incertezas. Tínhamos muita fé de que nossos filhos eram fortes o bastante para sobreviver a esses dias difíceis. Dentro da UTI tinha a “Sala da Ordenha”. A primeira vez que li aquilo, fiquei pensando para que servia aquela sala. Então, foi minha vez de descobrir. A enfermeira chefe da UTI neonatal me chamou para conversar, foi então que descobri que ali podíamos “tirar” o leite e armazená-lo em um frasco de vidro de 50 ml para alimentar nossos bebês pela sonda. Nunca esquecerei; a enfermeira me deu um vidro devidamente etiquetado com meu nome, nome do meu bebê e a hora. Caso precisasse de mais um frasco, era só chamar. Ela me ensinou como usar a máquina de ordenha, era a vácuo, entendi o procedimento, e bora lá tirar o leite. Quão grande foi a surpresa: enchi dois frascos do seio direito e precisei de mais dois para o seio esquerdo. Ficaram chocadas com a quantidade de leite, disseram que dava para abastecer a UTI. Fiquei muito feliz porque sabia que meu filho precisava daquele leite para crescer, ficar 64 forte e viver. Não via a hora de meu filho sair daquelas máquinas e tubos que o mantinham vivo, pegá-lo em meus braços e alimentá-lo com o meu leite, pois amamentar é algo extraordinário, uma ligação fortíssima que une ainda mais a mãe e filho. Mas eu ainda iria ter que esperar vários dias para isso acontecer. Serena se levanta e vejo o olhar de Yan acompanhando ela. - Ela vai embora mesmo? - Pedro pergunta - Em Maisa? - Acredito que sim - Eu falo - Eu preciso ir resolver umas coisas - Yan fala e sai andando. Fico ali mais alguns minutos e depois dou uma desculpa para Pedro e saio andando procurando Yan por todos os becos , algo me diz que ele poderia ter ido atrás de Serena, então vou em direção a sua casa. Eu consigo abrir a janela da cozinha e entro lentamente por ela, entro em passos lentos e espio pela flesta da porta da sala e arregalo os olhos quando vejo a cena. Meus olhos fervem de raiva, minha vontade era de acabar com a Serena nesse momento, eu pego meu celular e começo a gravar. - Eu vou acabar com você Serena - Eu falo com raiva - Eu vou acabar com você. Uma professora misteriosa no morro, [23/02/2024 22:18] ÏCapitulo Serena narrando Ele me puxa pela cintura e me beija, eu fecho a porta com as minhas mãos, ele agarra os meus cabelos e passa a sua mão pelo meu corpo, ele me encosta contra a parede e levanta as minhas mãos para cima agarrando elas e segurando elas contra a parede enquanto beija meu pescoço, eu gemia baixo em seu ouvido, ele rasga meu vestido com suas mãos enquanto eu tirava a sua camiseta, a gente se beijava, ele abre o meu sutiã e eu abro o seu calção, eu estava nua e ele somente de cueca, a gente anda e ele me coloca sentada na guarda do sofá, ele beija os meus s***s, chupando eles por inteiro! Minha pele toda arrepiada, meu corpo pddindo o dele , suas maos agarrafadas em meu cabelo puxando ele com forca , sua pegada , sua pele encostando na minha ! Sua boca, tudo era perfeito. Ele me vira de quatro e mete com força dentro de mim, eu gemo alto o seu nome e abro um sorriso em quanto eu gemia e ele estocava dentro de mim. Eu abro os olhos e eu estava deitada sobre o seu peito com ele acariciando as minhas costas e eu olho para ele e sorrio. - Voce não me respondeu - Ele fala - Você vai embora mesmo? Eu me sento na cama e o encaro, eu suspiro. - Acho que é o melhor para todo mundo - Eu falo para ele - Estamos nos envolvendo de mais e sabemos que somos muito diferentes um do outro. - Serena - Ele fala passando a mão em meu rosto - Eu sei - Ele concorda - Nossos mundos são diferentes. Z 34 Wbeijo ela, ele sorri de canto e me beija e eu correspondo o seu beijo, volto a deitar em seu peito e ficamos em silêncio.
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