Pedi ao médico que me permitisse acompanhar
meu bebê até Sapiranga naquele mesmo dia, mas meu
pedido foi negado, pois eu acabara de dar à luz e deveria
permanecer hospitalizada até a manhã seguinte. Por
volta das seis horas da tarde daquele dia 25 de fevereiro
de 2020, a UTI móvel chegou para levar meu filhinho.
Chorei muito ao vê-lo partir e não poder acompanhá-lo,
derramei todas as lágrimas que só quem é mãe entenderia
— meu lamento — , minhas lágrimas, meu desespero.
Para mim, o mundo havia desabado, meu chão tinha
sumido. Não dormi nada naquela noite, apenas rezava
para que o tempo passasse logo e eu pudesse ir ao
encontro do meu pequeno. Minha mãe estava comigo
no hospital, ficamos conversando sobre como as
circunstâncias se repetiam duas vezes em minha vida:
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dois casamentos, dois abortos espontâneos, dois filhos
prematuros, duas escolas para trabalhar, dois, dois,
dois…
Na manhã seguinte, exatamente às oito horas e
trinta minutos, recebi alta do hospital em Sarandi, me
despedi de minha mãe, meu pai e minha filha mais velha.
Peguei um táxi e me desloquei até a cidade de Sapiranga,
uma viagem de cinco longas horas que pareceram uma
eternidade. Enquanto isso, na UTI, meu filhinho lutava
para viver, e eu m*l sabia o que havia acontecido durante
o trajeto até o hospital. Cheguei por volta das treze horas
e trinta minutos em um lugar totalmente desconhecido,
com pessoas que nunca havia visto. Estava ali parada em
frente ao hospital quando meu marido apareceu e disse
que tinha encontrado um hotel a quatro quadras dali.
Então, fomos até lá caminhando, acomodei as coisas no
quarto do hotel e fomos para o hospital.
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O hospital era grande, e a UTI neonatal ficava
no quarto andar. Havia horários fixos para entrar na
UTI; vestíamos avental, touca, máscara e
higienizávamos as mãos duas vezes antes de entrar.
Podíamos ficar trinta minutos somente sentados, sem
poder tocar no bebê. Naquela noite, o pediatra chefe da
UTI me chamou para conversar. Fui logo perguntando
sobre o que acontecera com o pé do meu bebê. Ele
explicou que durante o transporte, o soro extravasou,
causando uma lesão h******l na pele. Ainda me disse
que, se evoluísse para uma necrose, teriam que amputar
o pezinho dele. Além disso, informou que ele também
tinha uma estenose valvar pulmonar e não respirava sem
ajuda dos aparelhos.
— Reze por seu filho. — Foram as palavras dele.
Saí do hospital sem rumo, as lágrimas tomavam
conta do meu ser.
Meu marido disse que eu tinha que ficar ali
sozinha, pois ele tinha negócios urgentes para resolver, e
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que ficar ali não tinha necessidade de um
acompanhante. Olhei para ele e disse: — Não acredito
que você falou isso, só pode ser brincadeira!
Ele me encarou e disse: — Domingo vou voltar
para casa, e você fica aqui.
Argumentei que eu não tinha condição
emocional para ficar ali sozinha sem saber o que iria
acontecer, e nossa outra filha estava bem cuidada na casa
da minha mãe, e o escritório tinha mais funcionários,
dariam conta perfeitamente sem você. Mas ele já tinha
tomado a decisão, e ponto final. No domingo à tarde, ele
foi embora, e eu fiquei sozinha no hotel contando os
minutos para ir até o hospital ver meu pequeno. O
quadro do bebê se mantinha estável, não melhorava nem
piorava. Eu almoçava no hospital, jantava no hospital,
passava a maioria do meu tempo dentro do hospital,
sendo que só podia ficar cinquenta minutos vendo meu
bebezinho.
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Em uma manhã, depois de tomar café no hotel,
decidi caminhar um pouco para espairecer, foi então que
encontrei a uma quadra do hospital uma igreja.
Estava aberta, e resolvi entrar. Não contive
minhas lágrimas chorando; soluçava quando ergui meus
olhos, estava diante do Sagrado Coração de Jesus, a
quem já era devota. Ajoelhada, implorei que Jesus me
desse um sinal de que meu filho iria se salvar e voltar para
casa em perfeito estado, e que seu pezinho não fosse
amputado. Fiquei ali mais uma meia hora e me dirigi ao
hospital. Naquela mesma tarde, no segundo horário, o
médico chefe me chamou e disse que iriam iniciar um
tratamento novo para a queimadura no pezinho do meu
filho. Era a última tentativa; se reagisse ao tratamento,
não seria necessário realizar a amputação. Para minha
surpresa, após dois dias do início do tratamento no
pezinho, ele havia respondido bem, e o quadro clínico
começou a ter uma significativa melhora. Voltei à igreja
e agradeci, prometendo levar meu filho lá quando ele
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enfim tivesse alta. Como fiquei 25 dias no hospital, fiz
algumas amizades que perduram até hoje, pessoas que,
assim como eu, estavam ali por um motivo em comum:
os filhos.
Falarei sobre isso no próximo capítulo...
Já haviam se passado duas semanas, e minha
rotina era sempre a mesma. Eu acordava cedo, tomava
banho, pois meus s***s jorravam leite, e eu podia fazer a
ordenha somente três vezes ao dia no hospital. Tomava
meu café da manhã no hotel e caminhava rumo ao
hospital. Em uma manhã, cheguei ao hospital e notei
uma mãe nova na sala de espera. Cumprimentei-a, e
começamos a conversar. Era dali mesmo, e seu bebê foi
levado à UTI porque ela teve que fazer às pressas uma
cesariana devido ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia.
Aí contei minha história porque estava ali. E assim, cada
mãe nova que chegava com seu bebê tinha seus motivos,
suas angústias, aflições, uma infinidade de medos,
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incertezas. Tínhamos muita fé de que nossos filhos eram
fortes o bastante para sobreviver a esses dias difíceis.
Dentro da UTI tinha a “Sala da Ordenha”. A
primeira vez que li aquilo, fiquei pensando para que
servia aquela sala. Então, foi minha vez de descobrir. A
enfermeira chefe da UTI neonatal me chamou para
conversar, foi então que descobri que ali podíamos
“tirar” o leite e armazená-lo em um frasco de vidro de 50
ml para alimentar nossos bebês pela sonda. Nunca
esquecerei; a enfermeira me deu um vidro devidamente
etiquetado com meu nome, nome do meu bebê e a hora.
Caso precisasse de mais um frasco, era só chamar. Ela me
ensinou como usar a máquina de ordenha, era a vácuo,
entendi o procedimento, e bora lá tirar o leite. Quão
grande foi a surpresa: enchi dois frascos do seio direito e
precisei de mais dois para o seio esquerdo. Ficaram
chocadas com a quantidade de leite, disseram que dava
para abastecer a UTI. Fiquei muito feliz porque sabia
que meu filho precisava daquele leite para crescer, ficar
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forte e viver. Não via a hora de meu filho sair daquelas
máquinas e tubos que o mantinham vivo, pegá-lo em
meus braços e alimentá-lo com o meu leite, pois
amamentar é algo extraordinário, uma ligação fortíssima
que une ainda mais a mãe e filho. Mas eu ainda iria ter
que esperar vários dias para isso acontecer.
Serena se levanta e vejo o olhar de Yan acompanhando ela.
- Ela vai embora mesmo? - Pedro pergunta - Em Maisa?
- Acredito que sim - Eu falo
- Eu preciso ir resolver umas coisas - Yan fala e sai andando.
Fico ali mais alguns minutos e depois dou uma desculpa para Pedro e saio andando procurando Yan por todos os becos , algo me diz que ele poderia ter ido atrás de Serena, então vou em direção a sua casa.
Eu consigo abrir a janela da cozinha e entro lentamente por ela, entro em passos lentos e espio pela flesta da porta da sala e arregalo os olhos quando vejo a cena.
Meus olhos fervem de raiva, minha vontade era de acabar com a Serena nesse momento, eu pego meu celular e começo a gravar.
- Eu vou acabar com você Serena - Eu falo com raiva - Eu vou acabar com você.
Uma professora misteriosa no morro, [23/02/2024 22:18]
ÏCapitulo
Serena narrando
Ele me puxa pela cintura e me beija, eu fecho a porta com as minhas mãos, ele agarra os meus cabelos e passa a sua mão pelo meu corpo, ele me encosta contra a parede e levanta as minhas mãos para cima agarrando elas e segurando elas contra a parede enquanto beija meu pescoço, eu gemia baixo em seu ouvido, ele rasga meu vestido com suas mãos enquanto eu tirava a sua camiseta, a gente se beijava, ele abre o meu sutiã e eu abro o seu calção, eu estava nua e ele somente de cueca, a gente anda e ele me coloca sentada na guarda do sofá, ele beija os meus s***s, chupando eles por inteiro! Minha pele toda arrepiada, meu corpo pddindo o dele , suas maos agarrafadas em meu cabelo puxando ele com forca , sua pegada , sua pele encostando na minha ! Sua boca, tudo era perfeito.
Ele me vira de quatro e mete com força dentro de mim, eu gemo alto o seu nome e abro um sorriso em quanto eu gemia e ele estocava dentro de mim.
Eu abro os olhos e eu estava deitada sobre o seu peito com ele acariciando as minhas costas e eu olho para ele e sorrio.
- Voce não me respondeu - Ele fala - Você vai embora mesmo?
Eu me sento na cama e o encaro, eu suspiro.
- Acho que é o melhor para todo mundo - Eu falo para ele - Estamos nos envolvendo de mais e sabemos que somos muito diferentes um do outro.
- Serena - Ele fala passando a mão em meu rosto - Eu sei - Ele concorda - Nossos mundos são diferentes.
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Wbeijo ela, ele sorri de canto e me beija e eu correspondo o seu beijo, volto a deitar em seu peito e ficamos em silêncio.