Isabela soltou a respiração que nem sabia que havia prendido.
Xingou.
— i*****l arrogante de merda!
Não foi a primeira vez que Lucca ameaçou tocá-la, assim como não foi a única que ela desejou ardentemente que ele continuasse.
Ele brincava com a sua vontade com a mesma audácia que ela se divertia com códigos e caracteres na tela, mas Isabela não era só uma prisioneira.
Também era rainha, ao menos no seu mundo, escondida atrás do tom azul e n***o dos algoritmos, ela mandava.
Luca brincou com pessoas erradas.
Mathew Volkov não tinha coração, líder de um clã remanescente da antiga União Soviética, responsável por mais mortes do que a Guerra dos Seis Dias entre o Egito e Israel.
E Santis havia ousado roubar justamente o demônio russo.
A missão de Isabela como prisioneira de Luca era salvá-lo da morte iminente, mas enquanto ela cumpria os seus desígnios, também deixava pistas.
Mensagens ocultas em códigos que ninguém além de um ‘hacker’ muito experiente poderia traduzir.
Foi respondida.
Em algum lugar no Brasil, alguém tinha visto o seu pedido de socorro.
A resposta apareceu entre códigos.
“Quem é você?”
“Responde primeiro, quem é você”
“Soup”
“Ok, Soup, sou a Estrela Guia”
“Pediu ajuda, Estrela Guia?”
“Depende, quem é você?”
“Já passamos por essa”
“Sou policial”
Depois dessa mensagem, Isabela passou a ser ignorada, enviou dezenas de outras mensagens sem ser respondida.
Não conseguiu rastrear a frequência de quem havia invadido o seu sistema, não sabia quem era o tal Soup, mas qualquer um que se identificasse como Sopa, não podia ser levado a sério.
Continuou o trabalho.
Ficou desanimada, provavelmente a sua mensagem tinha sido descodificada por algum moleque com a cara cheia de espinhas que estava escondendo a suas brincadeiras digitais da mãe.
O tempo passou da mesma forma.
Jantares cheios de ostentação desnecessária, presentes caríssimos, noites na frente do computador e tardes com os dedos enfiados fundo dentro dela enquanto sonhava com toques que não chegavam nunca.
Era assim que estava.
A mão esquerda segurando o mamilo direito enquanto a outra mão entrava na sua intimidαde, os gemidos abafados foram ouvidos pelo italiano.
Luca abriu a porta do quarto devagar, ela não percebeu.
Os olhos fechados, a mente sonhando com tamanho que ela já tinha visto sob as calças sociais masculinas.
Gemeu aumentando o ritmo, ergueu o quadril, queria bem mais do que os próprios dedos podiam oferecer.
Ele deu um passo.
Ela mordeu os lábios e soltou o ar depois do êxtase.
Continuou com a mão entre as pernas, virou de lado, exausta, mas satisfeita, os olhos ainda fechados, o quarto iluminado só pelas frestas minúsculas da persiana de PVC.
Ainda assim o seiơ ficou à mostra e Santis apesar de todo o esforço, esticou a mão.
Tocou devagar, mas Isabela gritou com o susto.
Se sentou na cama.
— Sai do meu quarto! Luca.
O sorriso foi quase imperceptível, mas estava ali. Tão vaidoso e indomável como sempre.
— Não era isso que estava gemendo até agora.
Isabela sentiu o sangue tomar o seu rosto como uma tempestade c***l.
Ele sabia!
— Está aqui há quanto tempo?
Luca segurou o pulso da mulher, cheirou os dedos dela, como se farejasse a caça.
Isabela sentiu a umidade quase escorrer entre as pernas.
— Tempo o suficiente para te ouvir sussurrando o meu nome, bela.
— Eu não...
Ele puxou-a da cama de uma vez.
O baque das costas contra a parede a fez puxar o ar.
Luca pressionou o corpo contra o dela enquanto a mão desceu a única alça do vestido que ainda estava no lugar.
— Me deixou com fome, menina.
Ela sentia o tamanho daquela fome, estava pressionada contra ela, quase machucando, firme e duro como ela tinha acabado de imaginar.
— Sa-sa-sai do meu quarto.
Isabela procurou o tom para dar aquela ordem, mas gaguejou.
Santis cheirou o pescoço dela antes de responder.
— Está com cheiro de t***o, bela. Mas só vou te dar o que você quer quando implorar por isso. E vai! Pode apostar esses dedos gozados nisso.
Chupou os dedos de Isabela antes de sair.
Mas estava tão duro que tudo o que pensava era em ouvir aqueles gemidos enquanto a enchia dele.