A indiferença de Isabela estava pesando mais do que Santis queria admitir, não podia se deixar envolver por uma mulher como ela.
Ainda assim, preferia vê-la buscando por ele do que olhando para uma tela como se falasse com alguém de outro mundo.
Isabela nem sequer olhou para o italiano, apenas respondeu.
— Não estou te manipulando. Estou trabalhando para você. Espero que não tenha esquecido que se os russos te encontrarem não vai sobrar muita coisa para eu prender quando sair daqui.
Luca deslizou as mãos dos ombros de Isabela para o pescoço feminino.
— Sinto você tentando manter distância.
A policial engoliu a saliva. O coração acelerado, as mãos dele tinham um tipo de poder sobre o corpo dela que Isabella sentia como se o planeta perdesse a órbita.
A resposta saiu ao mesmo tempo em que a pele arrepiou.
— Não tento nada. Acho que você precisa de óculos. Já procurou um oftalmologista? Dizem que os russos são os melhores.
Luca não reagiu à provocação.
Ao menos não da maneira que Isabela imaginou que aconteceria.
Ele inclinou o corpo.
As mãos desceram para a lateral do corpo. Um toque forte, que a fez tremer sem perceber, prendeu a respiração, esqueceu das mensagens que estava trocando com Soup.
Luca sentiu cada reação, cada centímetro dela cedendo à tensão. A forma como a respiração dela mudava, o olhar que desviava.
E apesar de fingir desinteresse, tudo nela incendiava a fome que só crescia nele.
Soupnazi, do outro lado, enviava mensagens simples, quase brincando.
- está aí Estrela Guia? - vai me abandonar? -Olá- ....
— Bela, você acha que pode me desafiar e não sentir nada?
— Eu não…
Luca desceu a mão para a parte interna da coxa dela e a cada centímetro que ele tocava, a voz e o raciocínio desapareciam.
Ela não se moveu.
Quis abrir ainda mais as pernas, mas não fez. Ainda assim ele alcançou a umidade que havia arruinado a calcinha.
— Achei a fonte do melhor gosto que já senti.
Ele passou o dedo para dentro. Acariciou devagar, desceu mais um pouco até chegar a entrαdα feminina.
Não forçou, só continuou descendo e subindo os carinhos.
A outra mão entrou pelo decote.
Segurou o seiơ de Isabela, o dedo circulando o mαmilo. Uma brincadeira que fez ela se entregar aos toques, ao calor... A ele.
Luca só parou quando a sentiu derreter em seus dedos e foi tão forte que o corpo inteiro da policial tremeu na cadeira.
Ela só percebeu que estava com um pé sobre a mesa e totalmente aberta para o italiano depois do gozơ.
Ele tirou a mão e sem se afastar, lambeu os próprios dedos sentindo o gosto dela.
A voz soou sussurrada, apesar de forte.
— Seu computador pode te dar isso, Bela?
Ela se levantou.
Procurou pelos lábios de Luca. Foi instinto, não pensou.
Ele a enlaçou pela cintura com um sorriso vitorioso e recebeu o prêmio que ela estava oferecendo quase desesperada.
Não foi um beijo calmo.
Deixou que ela conduzisse e quando a mão de Isabela segurou o volume dele por cima da calça.
Foi Luca quem se perdeu, o gemido soou rouco, apertou mais a mulher em seus braços.
Abriu a calça com pressa, procurando alívio. Empurrou Isabela para a cama e caiu sobre ela como quem tenta provar que ainda está no controle.
Desta vez não era jogo, nem máscara.
Os beijos se misturaram aos toques, o suor a saliva.
A boca de Luca encontrou o seiơ que até então só os dedos conheciam. Chupou, lambeu, abocanhou como se a fome que o consumia há dias pudesse finalmente ser saciada.
Isabela sabia que estava perdida, mas não quis parar.
Ser prisioneira de Luca Santis não era o que a assustava. E sim a forma como ele a fazia querer essa prisão.
Não houve planos, nem códigos, o corpo de Isabela foi só parte exposto, o dele apenas o membrơ.
A calcinha afastada para o lado.
E ele a penetrou de uma vez, tão forte que a fez gritar. Tão fundo que a policial podia sentir ele se chocando com algo dentro dela.
— Bela.
O g**o dele veio como um incêndio. O dela em seguida, tão arrebatador que o grito se espalhou no quarto e ela sentiu como se o corpo tivesse se despedaçado.
Luca deixou a cabeça ao lado da dela, ofegante, morto...Renascido!
— A-gora me diz, Bela. É isso que você queria negar?
Ela não conseguiu responder, ainda sentia ele pulsando dentro dela, o prazer de ambos escorrendo para o colchão, o coração batendo tão forte que parecia querer estourar o peito.
Continuou com os olhos fechados, enquanto na tela Soup ainda a chamava entre códigos e letras que jamais poderiam traduzir o que tinha acabado de sentir.