Parte XXIII

3424 Words
Adam resolveu dar um basta em seus próprios melindres. Precisava conversar com sua noiva e se entender com ela. Amava Emily e já fazia uma semana e meia que não a via. Então, resolveu aparecer no teatro. Entrando no anfiteatro, viu ela tocar na orquestra. Ela era linda, tocava com paixão. Isso o comovia e ele percebeu que m*l a conhecia de verdade. Passou pouco tempo ao seu lado. Desejava muito poder conhecê-la melhor. Em um momento, ficara deslumbrado por sua inocência, por seu modo doce e por sua beleza. Contudo, tudo acontecerá tão rápido que não teve tempo de conhecê-la profundamente. Quase nunca tinha um tempo a sós com ela. Mikael sempre estava por perto, além de Flora ou seus pais. Precisava desse tempo, para que pudessem se entender. Para que pudesse assim desfrutar de um momento de paz com Emily. E precisava aprender a confiar nela, assim como Mikael havia lhe dito. Assim que Emily terminou o ensaio, viu Adam sentado na plateia. Guardou seu violino no estojo e foi até ele. Estava contente por vê-lo, mas primeiro, queria ver qual seria sua reação. Ela parou a sua frente e ele se levantou. Adam parecia envergonhado. - Emily – ele disse – Eu acho que pedi tantas desculpas a você, que não mereço seu perdão. Ela o olhou séria. - Não merecia – ela constatou, fazendo-o ficar receoso – Mas, eu não consigo ficar brava com você. E não consigo guardar magoa em meu coração. Ele suspirou, aliviado. - Contudo, isso precisa acabar Adam – ela advertiu – Não podemos viver assim. Eu não quero viver com medo do seu ciúme. Ele assentiu. Sabia que merecia ouvir isso. - Você tem razão, Emily – ele concordou – Por isso, eu resolvi vir até o teatro e falar com meu irmão. Vou pedir desculpas. Emily o olhou, surpresa. - Isso é muito correto, Adam - ela disse, contente – Vá, ele está nos bastidores. Ele assentiu e seguiu até lá. Perseu estava voltando e estancou ao ver seu gêmeo. Ficou um pouco irritado, mas esperou para ver o que Adam tinha a lhe dizer. - Perseu, eu vim...- ele tentou dizer – Eu vim pedir desculpas. Perseu arqueou a sobrancelha. - Sério? Eu nem me lembro o que houve – ele desconversou, mas a irritação crescia dentro dele. O que deu errado?, pensou. Era para ele estar longe, com raiva dele e de Emily. E assim, ele poderia ter livre caminho até ela. Adam suspirou. Sabia que Perseu faria isso. Que iria ignora-lo e nunca iria querer conversar sobre o que havia de errado entre eles. Eram assim suas brigas. Adam tentava se reconciliar e Perseu o ignorava. - Perseu – ele se aproximou, colocando a mão no ombro do irmão – Precisamos conversar. Olhe para mim. Perseu encarou os olhos verdes de Adam. Eram bondosos, sábios. Era sempre assim, o que irritava profundamente Perseu. - E o que precisamos conversar, Adam? Já passou...não precisamos... - Por favor – Adam pediu – Quero ser seu amigo. Não suporto mais essa nossa rivalidade. - Acho que quem está sendo assim, é você, Adam. Não eu – ele retrucou – Eu estou apenas tentando seguir minha vida. Adam retirou a mão do ombro do irmão e apertou a ponta do nariz com os dedos. Mas, dessa vez, não iria desistir de Perseu. - Perseu, por favor...seja meu amigo – ele suplicou – Vamos ser uma família, como éramos há tantos anos... Perseu engoliu seco. Não sabia quando começou a ter inveja de Adam, mas isso fora no momento em que entrou na faculdade. Quando resolverá mostrar seu lado mais sombrio e devasso, enquanto Adam era exaltado por sua genialidade e sabedoria. - Somos uma família – disse Perseu, um pouco ácido – Somente não somos a família perfeita. E por mim, está ótimo. - Perseu, não seja assim – pediu Adam, tentando ter paciência – Pense no que eu disse. Vamos ser amigos. Quero você no meu casamento, por favor. Quer ser meu padrinho? Perseu sentiu sua boca amargar. Aquilo era demais para ele. - Hum...não sei se é uma boa ideia, Adam - ele disse, controlando sua raiva. Sua vontade era partir o pescoço de Adam no meio, mas precisava se controlar. Teria que manter sua fachada de um cavalheiro controlado e ameno – Por que não pede a Mikael? Eu acho que ele ficaria magoado se não fosse ele o padrinho - Perseu disse, sem controlar o sarcasmo. Adam pensou, sem analisar o tom do seu irmão. - Pode até ser, mas quero você lá. Quero desfazer nossas diferenças, por favor. Perseu assentiu, a contragosto. - Tudo bem. Se quer assim – Perseu anuiu. Adam sorriu e abraçou Perseu. O mesmo retesou. Mas, ele deu tapinhas nas costas de Adam, fracamente. - Sabe que sempre senti orgulho de você, Perseu? – confessou Adam, se afastando – Você sempre foi o mais brilhante de nós. Ele se afastou. - Até breve, Perseu – ele disse – Nós vamos começar os ensaios na igreja em novembro. O casamento está marcado para dezembro. E se afastou, saindo dos bastidores. Perseu se sentiu abalado. Engoliu seco. Ouvir que Adam se sentia orgulhoso por ele, era algo novo. Era estranho. Sua mente estava mergulhada em remorso. Mas, não conseguia tirar o sentimento pegajoso de si. O da inveja. E mesmo com remorso, isso não mudava os seus planos para o futuro.  *** - Pronta? – perguntou Adam – Cuidado com o degrau. Emily andava acompanhada com o braço enganchado com o de Adam. E ele havia colocado uma venda sob seus olhos, antes de sair da sua casa. Ela subiu, com ajuda dele, mas não sabia o que era aquilo. Tinha um banco acolchoado e se sentou, com o auxilio de seu noivo. E se sentiu sozinha por alguns momentos. Escutou uma porta se abrir ao seu lado e sentiu Adam beijar seus lábios. - Pode tirar a venda – ele disse, perto do seu rosto. Ela retirou e se viu dentro de um veículo diferente. Não era uma carruagem, mas os famosos carros que seu pai já havia lhe mostrado algumas vezes e via circular pelas ruas de Londres. Era coberto com um capô preto, janelas laterais e frontal. Um volante estava no lado direito, onde Adam estava sentado.  E havia um pedal central, que controlava a ré, o direito controlava o freio traseiro e o pedal esquerdo selecionava as marchas. O assento era todo acolchoado em tom azul marinho. Havia lugar apenas para os dois, ela notou. - Então, o que achou? – ele perguntou. - É lindo, Adam – ela respondeu, entusiasmada – Como conseguiu? - Bem, esses modelos estão tão populares que meu pai me permitiu comprar. Precisei de algumas aulas e já consigo me entender com essa máquina – ele explica – Então, vamos dar um passeio? Ela assentiu e Adam conduziu o automóvel pelas ruas londrinas. Emily olhava os prédios ficando para trás e os pedestres. Sentiu o vento bater em seu rosto, com a janela aberta. Muitas pessoas os admiravam, pois não era sempre que se via um automóvel que não era movido a cavalo percorrendo as ruas. Não que fosse incomum, mas não era frequente. Adam fazia o percurso e seu destino era chegar em um lugar mais afastado. Havia pedido permissão a Flora para poder levar Emily em um passeio, fora de Londres. Iriam passar um tempo em uma pousada, pelo caminho que ia de Londres a Hampshire. Saíram cedo, pois seu interesse era passar o maior tempo possível ao lado dela. Eles chegaram à pousada, em que passou sua infância. Os donos já conheciam Adam e providenciaram uma cesta de piquenique para ele. De braços dados os dois foram para um campo aberto, dentro da propriedade. Havia um pequeno rio, passando por aquele local e Adam estendeu a toalha em cima da grama, próximo a margem do rio. E se sentaram, cada observando a natureza daquele lugar, cheio de árvores e ouvindo o canto dos pássaros. - Emily, não tivemos tanto tempo para nos conhecer – Adam disse – E gostaria que nós pudéssemos ter a oportunidade de fazer isso. Quero passar mais tempo com você. Estar ao seu lado. Logo nosso casamento estará próximo e quero que você me conheça melhor. Tenho medo que se arrependa dessa decisão, assim que disser sim no altar. Ela assentiu. - Não acho que irei me arrepender, Adam – ela disse, segurando sua mão – Eu apenas não quero me sentir presa. Entende? Eu venho sonhado tanto com isso... Adam fica surpreso. - Como assim, que tipo de sonhos são esses? - Bem...- ela tentou traduzir em palavras os pesadelos que tinha – Eu sonho que estou em campo aberto, sabe? Cheios de flores, muito bonito. E de repente, tudo fica escuro. As árvores ficam sem vida e um homem me persegue, tentando me aprisionar. Ele diz que pertenço a ele. E isso tem se tornado mais frequente. Sonho com ele desde que conheci você. Adam anuiu, um pouco surpreso pelas revelações dela. - Emily, isso é muito triste de se sonhar – ele comentou, segurando a mão dela – Mas, da minha parte, não terá que se sentir assim. Eu prometo melhorar. Não é fácil controlar minha insegurança, mas não quero que se sinta assim comigo. Quero que se sinta segura e feliz. - É o que mais quero, Adam – ela disse – Ser aprisionada é o que mais me assusta. Ele enlaçou sua cintura, beijando o topo da sua cabeça. - Não vai ser assim, Emily. Eu prometo – ele sussurrou – Você estará protegida comigo. E eles passam a tarde em harmonia. Ela lhe falava sobre seus sonhos e medos. O quanto ela desejava pintar e expor seus quadros. - Sério? – ele perguntou – Mas, eu achei que a música fosse algo que você gostasse mais. - Eu gosto, Adam...mas, você viu na minha casa que há muitos quadros meus – ela explicou – E quero um dia fazer uma exposição. Quero ser conhecida por isso. Eu apenas aceitei a música, pois achava lindo ver Mikael tocar seu violoncelo. E ele se entusiasmava em me ensinar, assim como meu pai. - Mas, você toca tão bem, Emily – ele elogiou. - Eu toco com amor, é verdade – ela reconheceu – Mas, pintar é algo que me faz expressar melhor minhas emoções. Entende o que quero dizer? Ele assentiu. - Eu entendo – ele disse – Pois, me sinto assim quando estou na universidade. No momento das minhas pesquisas, leituras e ensinando meus alunos. É gratificante passar esse conhecimento adiante. Ser o receptor de tantos pensamentos filosóficos é gratificante. Estou preparando até minha tese para o doutorado e isso me motiva de verdade, Emily. Eu sei o que quer dizer. Ela sorriu, apertando sua mão. - Então, vamos lutar por nossos sonhos, Adam – ela disse, alegre – Vou começar a pensar nisso. Ainda não sei como fazer. - Bem, eu posso conversar com meu pai. Ele tem os contatos dele – Adam disse, tentando ajuda-la – Aceita que eu peça isso para ele? - Sim, sim. Isso seria perfeito – ela aceitou, extasiada – E se der certo, vou me dedicar a isso. E depois daquela conversa, eles voltaram a Londres, com as energias renovadas. Ele assente. Sabia que merecia ouvir isso. - Você tem razão, Emily – ele disse – Por isso, eu resolvi vir até o teatro e falar com meu irmão. Vou pedir desculpas. Emily o olhou, surpresa. - Isso é muito correto, Adam - ela disse, contente – Vá, ele está nos bastidores. Ele assente e segue até lá. Perseu estava voltando e estancou ao ver seu gêmeo. Ficou um pouco irritado, mas esperou para ver o que Adam tinha a dizer. - Perseu, eu vim...- ele tentou dizer – Eu vim pedir desculpas. Perseu arqueia a sobrancelha. - Sério? Eu nem me lembro o que houve – ele desconversou, mas irritado por dentro. O que estava errado?, pensou. Era para ele estar longe, com raiva dele e de Emily. E assim, ele poderia ter livre caminho até ela. Adam suspirou. Sabia que Perseu faria isso. Que iria ignorar, mas nunca iria querer conversar sobre isso. Eram assim suas brigas. Adam tentava se reconciliar e Perseu ignorava. - Perseu – ele se aproximou, colocando a mão no ombro do irmão – Precisamos conversar. Olhe para mim. Perseu encarou os olhos verdes de Adam. Eram bondosos, sábios. Eram sempre assim,  o que irritava profundamente Perseu. - E o que precisamos conversar, Adam? Já passou...não precisamos... - Por favor – Adam pede – Quero ser seu amigo. Não suporto mais essa nossa rivalidade. - Acho que quem está sendo assim, é você, Adam. Não eu – ele retrucou – Eu estou apenas tentando seguir minha vida. Adam retirou a mão do ombro do irmão e apertou a ponta do nariz com os dedos. Mas, dessa vez, não iria desistir de Perseu. - Perseu, por favor...seja meu amigo – ele pede – Vamos ser uma família, como éramos há tantos anos... Perseu engoliu seco. Não sabia quando começou a ter inveja de Adam, mas isso fora no momento em que entrou na faculdade. Quando resolverá mostrar seu lado mais sombrio e devasso, enquanto Adam era exaltado por sua genialidade e sabedoria. - Somos uma família – disse Perseu, um pouco ácido – Somente não somos a família perfeita. E por mim, está ótimo. - Perseu, não seja assim – pediu Adam, tentando ter paciência – Pense no que eu disse. Vamos ser amigos. Quero você no meu casamento, por favor. Quer ser meu padrinho? Perseu sentiu sua boca amargar. Aquilo era demais para ele. - Hum...não sei se é uma boa ideia, Adam- ele disse, controlando sua raiva – Por que não pede a Mikael? Eu acho que ele ficaria magoado se não fosse ele o padrinho. Adam pensa, sem analisar o tom do seu irmão. - Pode até ser, mas quero você lá. Quero desfazer nossas diferenças, por favor. Perseu assente, a contragosto. - Tudo bem. Se quer assim – Perseu assente. Adam sorri e abraça Perseu. O mesmo retesou. Mas, bate nas costas de Adam, fracamente. - Sabe que sempre senti orgulho de você, Perseu? – confessou Adam, se afastando – Você sempre foi o mais brilhante de nós. Ele se afasta. - Até breve, Perseu – ele disse – Nós vamos começar os ensaios na igreja em novembro. O casamento será em dezembro. E se afasta, saindo dos bastidores. Perseu se sente abalado. Engole seco. Ouvir que Adam se sentia orgulhoso por ele, era algo novo. Era estranho. Sua mente estava mergulhada em remorso. *** - Pronta? – perguntou Adam – Cuidado com o degrau. Emily andava acompanhada com o braço enganchado com Adam. E ele havia colocado uma venda sob seus olhos, antes de sair da sua casa. Ela subiu, com ajuda dele, mas não sabia o que era aquilo. Tinha um banco acolchado e se sentiu sozinha por alguns momentos. Escutou uma porta se abrir ao seu lado e sentiu Adam beijar seus lábios. - Pode tirar a venda – ele diz, perto do seu rosto. Ela tira, e se vê dentro de um veículo diferente. Não era uma carruagem, mas os famosos carros que seu pai já havia lhe mostrado algumas vezes e via circular pelas ruas de Londres. Era coberto com um capô preto, janelas laterais e frontal. Um volante estava no lado esquerdo, onde Adam estava sentado.  E havia um pedal central, que controlava a ré, o direito controlava o freio traseiro e o pedal esquerdo selecionava as marchas. O assento era todo acolchoado em tom azul marinho. Havia lugar apenas para os dois, ela notou. - Então, o que achou? – ele perguntou? - É lindo, Adam – ela responde, entusiasmada – Como conseguiu? - Bem, esses modelos estão tão populares que meu pai deixou que eu comprasse. Precisei de algumas aulas e já consigo me entender com essa máquina – ele explica – Então, vamos dar um passeio? Ela assente e Adam conduz o automóvel pelas ruas londrinas. Emily olhava os prédios ficando para trás, o pedestres e sentiu o vento bater em seu rosto, com a janela aberta. Muitos pedestres os admiravam, pois não era sempre que se via um automóvel que não era movido a cavalo percorrendo as ruas. Não que fosse incomum, mas não era frequente. Adam fazia o percurso e seu destino era chegar em um lugar mais afastado. Havia pedido permissão a Flora para poder levar Emily em um passeio, fora de Londres. Iriam passar um tempo em uma pousada, pelo caminho que ia de Londres a Hampshire. Saíram cedo, pois seu interesse era passar o maior tempo possível ao lado dela. E chegaram a pousada, em que passou sua infância. Os donos já conheciam Adam e providenciaram uma cesta de piquenique para ele. De braços dados os dois foram para um campo aberto, dentro da propriedade. Havia um pequeno rio, passando por aquele local e Adam estendeu a toalha em cima da grama, próximo a margem do rio. E se sentaram, cada observando a natureza daquele lugar, cheio de árvores e ouvindo o canto dos pássaros. - Emily, não tivemos tanto tempo para nos conhecer – Adam disse – E gostaria que nós pudéssemos ter a oportunidade de fazer isso. Quero passar mais tempo com você. Estar ao seu lado. Logo nosso casamento estará próximo e quero que você me conheça melhor. Tenho medo que se arrependa dessa decisão, assim que disser sim no altar. Ela assente. - Não acho que irei me arrepender, Adam – ela diz, segurando sua mão – Eu apenas não quero me sentir presa. Entende? Eu venho sonhado tanto com isso... Adam fica surpreso. - Como assim, que tipo de sonhos são esses? - Bem...- ela tenta traduzir em palavras os pesadelos que tinha – Eu sonho que estou em campo aberto, sabe? Cheios de flores, muito bonito. E de repente, tudo fica escuro. As árvores ficam sem vida e um homem me persegue, tentando me aprisionar. Ele diz que pertenço a ele. E isso tem se tornado mais frequente. Sonho com ele desde que conheci você. Adam assente. - Emily, isso é muito triste de se sonhar – ele comenta – Mas, da minha parte, não terá que sentir assim. Eu prometo melhorar. Não é fácil controlar minha insegurança, mas não quero que se sinta assim comigo. Quero que se sinta segura e feliz. - É o que mais quero, Adam – ela diz – Estar em uma prisão é o que mais me assusta. Ele enlaça sua cintura, beijando o topo da sua cabeça. - Não vai ser assim, Emily. Eu prometo – ele sussurra – Você estará protegida comigo. E eles passam a tarde em harmonia. Ela lhe fala sobre seus sonhos e medos. O quanto ela desejava pintar e expor seus quadros. - Sério? – ele perguntou – Mas, eu achei que a música fosse algo que você gostasse mais. - Eu gosto, Adam...mas você na minha casa, há muitos quadros meus – ela explica – E quero um dia fazer uma exposição. Quero ser conhecida por isso. Eu apenas aceitar a música, pois achava lindo ver Mikael tocar seu violoncelo. E ele se entusiasmava em me ensinar, assim como meu pai. - Mas, você toca tão bem, Emily – ele elogia. - Eu toco com amor, é verdade – ela reconhece – Mas, pintar é algo que me faz expressar melhor minhas emoções. Entende o que quero dizer? Ele assente. - Eu entendo – ele diz – Pois, me sinto assim quando estou na universidade. No momento das minhas pesquisas, leituras e ensinando meus alunos. É gratificante passar esse conhecimento adiante. Ser o receptor de tantos pensamentos filosóficos é gratificante. Estou preparando até minha tese para o doutorado e isso me motiva de verdade, Emily. Eu sei o que quer dizer. Ela sorri, apertado sua mão. - Então, vamos lutar por nossos sonhos, Adam – ela diz, alegre – Vou começar a pensar nisso. Ainda não sei como fazer. - Bem, eu posso conversar com meu pai. Ele tem os contatos dele – Adam diz, tentando ajuda-la – Aceita que eu peça isso para ele? - Sim, sim. Isso seria perfeito – ela aceita, extasiada – E se der certo, vou me dedicar a isso. E depois daquela conversa, eles voltaram a Londres, com as energias renovadas.  
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