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Sempre foi ela

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Blurb

Sempre foi ela, nunca eu... exceto para ser sua esposa por contrato.

Christopher sempre amou minha irmã mais nova. Com ela ele sonha em se casar, formar sua família, cuidar dela e adorá-la por toda a eternidade. Mas as circunstâncias o obrigaram a me tomar como esposa e me causar a maior das dores. Não suporto ver como a cada dia ele anseia por algo que não pode ter, assim como eu fiz por anos.

A venda cai dos meus olhos e finalmente decido deixar esse amor para trás, mas então ele finalmente me olha, embora não com olhos de amor, mas de obsessão.

Seu amor sempre foi ela, mas eu sou o objeto de seus desejos mais sombrios.

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Episódio 1
Cassia No momento em que me disseram que eu era a escolhida, soube que as coisas não iam dar certo. Christopher ama a minha irmã. Sempre foi ela e não eu. Ele sempre se preocupa com ela e ignora o que está acontecendo comigo. Como lhes ocorreu que eu me casasse com ele? — Insisto, papai. Digo a ele quando sai do escritório após a reunião por videochamada. — Não acho que faça sentido casar com ele. Se eu fizer isso, não poderei mais ser sua assistente. Meu pai para em seco, suspirando. — Você continuará trabalhando aqui. Responde-me com tom cortante. — Sua irmã assinou o contrato para as gravações e não há como aceitar esse casamento, então resigna-se. — Mas, papai... — É a minha última palavra. Interrompe-me bruscamente e vira-se para mim para me agarrar pelos ombros. — Serão apenas dois anos. O tempo passa voando. — Para mim será um infe*rno. Digo com lágrimas nos olhos. — Christopher não me ama. Sempre foi ela. Eu não me encaixo na vida dele. — E desde quando o casamento tem que ser por amor? Ele ri, soltando-me. — Pare de pensar em bobagens e amadureça. Mordo as bochechas para não soltar tudo o que quero dizer a ele. Desde que a mamãe pediu o divórcio para se casar com o homem que ama e que a faz sentir amada, ele se tornou um ser frio, que não se importa em usar a filha mais velha como moeda de troca. Estranhamente, isso não acontece com Liliana. A minha teoria é que é porque ela é a que menos se parece com a mamãe. Ainda assim, não acho justo que ele me faça passar por tamanha tortura. — Precisamente porque sou madura é que entendo isso. Não poderemos viver dois anos juntos. Acaso não te importa que eu não seja feliz? — Não, o único importante é o bem-estar de toda a família. Ele responde e lança-me um olhar cheio de desprezo enquanto se afasta. Entro no escritório de novo, cobrindo a boca com a mão para que ninguém ouça os meus soluços. Embora eu saiba que tenho a minha mãe, dói muito que meu pai não me queira, mas dói mais saber que vou me casar com um homem que só tem olhos para minha irmã, a quem protege até dos menores arranhões. — Não quero me casar, não quero. Ofeguei, andando por todo o escritório. — Terá que aceitá-lo. Caso contrário, a sua família acabará arruinada. Fico paralisada, abraçada a uma pasta. Por mais que eu esteja acostumada com o som da sua voz grave, ela sempre consegue me arrepiar da cabeça aos pés. — Podemos... chegar a um acordo. Gaguejei. — Não podemos nos casar. Christopher avança na minha direção. Os seus passos são silenciosos, mas eu noto porque o seu aroma penetrante me envolve. Fecho os olhos para apreciar melhor aquela "brisa marinha". — O único acordo a que temos que chegar é o de nos divorciarmos em dois anos. Sussurra-me ao ouvido, apenas roçando os meus braços com as suas mãos grandes. — Depois disso, Liliana poderá ser minha e você fará o que quiser com a sua existência patética. Mais duas lágrimas brotam dos meus olhos. Se a intenção do Chris é me machucar, ele está conseguindo e muito. — Vou dar um jeito para que sejam menos. Ele me garante, afastando-se. — Pelo menos devemos garantir um ano de casamento. Antes que eu pudesse me virar para olhar para ele, ele já tinha ido embora. O seu cheiro ainda paira no ar, como um lembrete da minha condenação: viver o pior inf*erno da minha vida. Meu coração, absurdo e deslocado, só bate por ele desde a minha adolescência. Sempre pensei que o tempo seria meu aliado e que eu poderia esquecê-lo, mas ele também se tornou meu inimigo. Aos meus vinte anos, continuo tão apaixonada quanto quando tinha quatorze. Entro no banheiro imediatamente, certificando-me de trancar desta vez. A primeira coisa que vejo é meu reflexo horrível: uma garota com olheiras, pálida e com olhos azuis grandes que dão medo. — Sou prima do Dobby. Sussurro, odiando-me mais do que nunca. Solto o cabelo na esperança de que o seu aroma me acalme um pouco. As pessoas sempre me disseram que cheira delicioso, mesmo nos dias em que não o lavo. Além disso, tem uma cor avermelhada estranha e sempre causou admiração entre meus conhecidos. Em todos, menos nele, claro. Ele adora o cabelo preto brilhante da minha irmã. Não poucas vezes ele se desfez em elogios à sua melena virtuosa, elogios que eu gostaria de ouvir algum dia. Mas agora qualquer elogio será impossível. Serei sua esposa indesejada, um estorvo na sua vida. Se antes eu tinha a esperança de agradá-lo algum dia, agora essa ilusão morreu da forma mais dolorosa. — Não temos mais nada para fazer aqui. Vamos para casa para que tomem suas medidas para o vestido. Me diz meu pai ao entrar novamente no escritório. — Você não vai se mover, Cassia? Temos que ir. — Sim, está bem. Respondo em voz baixa. O buraco no meu peito fica cada vez maior à medida que avançamos para a saída. Sinto-me presa no meu próprio corpo. Quero escapar e nunca mais ver ninguém da minha família... muito menos ele. Como se a vida quisesse zombar de mim, minha irmã está lá fora, conversando com Christopher perto do carro dele. Por mais anos que eu passe vendo como eles se perdem no próprio mundo quando estão juntos, não deixa de doer. Não consigo me acostumar. Por que eu não posso ser ela? O que me falta para que Christopher me observe com tanta adoração? Algum dia alguém vai me olhar assim? — Pai. Saúda minha irmã, aproximando-se repentinamente do nosso pai. — Chris me convidou para comer. Iremos com os pais dele, obviamente. Você poderia...? — Sim, claro. Ele concorda. O meu estômago se contrai e baixo o olhar assim que vejo o sorriso emocionado de Christopher. Não pretende zombar de mim. Ele simplesmente fica feliz quando pode passar tempo com a minha irmã. No final, os dois vão embora felizes, sem se importar nem um pouco com o que eu sinto ou que vou me casar com ele na semana que vem. — Vou ficar aqui, papai. Digo a ele. — Eu passarei com a costureira. — Como quiser. Ele dá de ombros, sem parar de olhar para o celular. Meu pai acelera o passo, deixando-me para trás como se eu fosse qualquer coisa. Eu só o vejo ir embora, apertando um pouco os punhos e com um nó na garganta do qual não consigo me livrar. — O que eu tenho que fazer para ser como ela? Sussurrei com a voz trêmula. — O que devo fazer para que alguém me ame? ‍​‌‌​​‌‌‌​​‌​‌‌​‌​​​‌​‌‌‌​‌‌​​​‌‌​​‌‌​‌​‌​​​‌​‌‌‍

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