Isabelly Narrando
Irmãs do céu... que homem é esse? Juro que eu não achei que ia aguentar o tranco não, mas parece que quanto mais eu tinha dele, mais eu queria. Era um vício, um negócio que me consumia por dentro, mas não era ruim... era aquele r**m que a gente gosta, sabe? Só que eu também não sou b***a, né? Não vou me iludir. A real é que provavelmente não vai passar disso... uma noite.
Olha o tanto de mulher que deve tá no pé dele. Um cara vivido, desenrolado, cheio de história nas costas... se acha mesmo que ele vai querer amarrar o burro dele com uma novinha tipo eu? Não que eu me ache pouca coisa, porque eu sei o que eu sou. Eu sou nova, mas tenho visão, sou responsa e ainda por cima sou bonita. Mas... é de se pensar, né?
Só que aí ele vem com aquele jeito dele, aquele jeitinho bruto tentando ser carinhoso e me desmonta toda. E é nessa hora que eu tenho que me lembrar: Isabelly, não se apega.
Sombra - Vamo almoçar lá no mirante - ele fala me olhando.
Eu tava terminando de colocar meu tube top branco e já pensando nas mil situações que podia dar.
Isabelly - Mas e se as pessoas verem? - falo meio na dúvida, ajeitando o top no peito.
Ele senta na cama, acende um baseado e me olha daquele jeito que só ele sabe olhar.
Sombra - Tem problema de você tá comigo?
Isabelly - Em partes... é que eu não sei né - falo pegando minha saia branca jeans, já imaginando o rebuliço.
Sombra - Seus coroas embaça? - ele fala com o baseado na boca.
Isabelly - Imagina, meus pais já não gostam que eu ando com o torresmo... se souberem que eu dormi contigo então.. - fecho a saia e vejo ele concordar com a cabeça, calado.
Sombra - Mas eu fechei o mirante. Só vai tá os chegado, no máximo umas quinze pessoas. Tem problema pra tu? - ele fala se levantando e vindo na minha direção.
Isabelly - Não... alguém que eu conheço vai tá lá? - pergunto olhando nos olhos dele.
Sombra - O torresmo vai. E boto fé que sua prima vai, porque o Joãozinho confirmou presença - ele fala com uma mão na minha b***a e a outra com o baseado.
Isabelly - Ah, então tá bom - falo subindo na ponta do pé e dando um selinho nele.
Um selinho que vira beijo, e um beijo que esquenta.. mas a gente dá uma segurada. Eu pego o baseado da mão dele, dou um trago e devolvo. Ele fuma de novo, tranquilo, e me entrega de volta.
Sombra - Só vou pegar minhas coisas e a gente já vai - ele diz.
Eu já tava pronta. Passei um creme nas pernas, joguei um perfume bom, cabelo solto mesmo... Sentei na beirada da cama, cruzando as pernas e terminando o baseado enquanto ele terminava de se arrumar.
Quando ele veio, tava de: relógio, cordão, perfume, Lacoste... e com a Glock enfiada na cintura. Um perigo que eu insisto em correr.
Sombra - Pronto, vamo - ele falou.
Levantei, fui atrás dele. A gente entrou no carro e partiu pro mirante. E por dentro, eu fingia costume... mas meu coração, minha filha... tava gritando.
(...)
Assim que a gente chegou no mirante, ele estacionou o carro bem na porta. Descemos e ele já pegou minha mão como se fosse natural, como se fosse de lei andar assim comigo. Tinha uma escadinha pra subir, aí ele me colocou na frente e veio colado atrás de mim, segurando firme na minha cintura... eu até desequilibrei de leve, mas nem reclamei, tava gostando.
Quando a gente chegou no deck, já dava pra ver a movimentação. E claro, a Alessandra já tava lá... comendo, como sempre. Eu e o sombra fomos andando até onde o pessoal tava, mas antes de misturar no meio do povo, virei pra ele:
Isabelly - Eu vou lá com a minha prima, tá?
Sombra - Tá bom... depois você encosta ali comigo - ele respondeu calmo, me dando um beijo na cabeça.
O povo que tava por ali até parou pra olhar, tipo... tentando entender a situação. Fingi costume e fui em direção à Alessandra.
Isabelly - Já chega assim nos lugar comendo? - falei zoando, e ela levantou a sobrancelha na hora.
Alessandra - Você me deve muitas explicações. Pode falar tudo - ela disse séria, enquanto eu sentava do lado dela.
Isabelly - Já conto, pera aí... cadê o torresmo? - perguntei olhando ao redor.
Alessandra - Tá com a filha da Marlene, lá da igreja, acredita? - ela falou fazendo cara de indignada, e eu soltei uma risada gostosa.
Isabelly - Esse torresmo não presta, meu.
Alessandra - Vai, filha. Conta tudo, sem mentir nada - ela largou o prato até, e me encarou curiosa.
Isabelly - Amiga.. te juro que eu achei que não ia aguentar. Grande e grosso - falei baixinho, olhando pra ela.
Ela botou a mão na boca, chocada.
Alessandra - Então ele é tudo isso que falam mesmo? - cochichou.
Isabelly - Amiga, de verdade? Faz jus à fama. Ele não cansa, literalmente. E ó... não tem nojinho pra nada. E ainda é bruto... daquele jeitinho que você sabe que eu gosto - falei sorrindo.
Alessandra - Nossa, você estourou demais! Esses são os melhores... que chupa sem nojo, que tá nem aí pra nada - ela falou cruzando os braços, toda empolgada.
Isabelly - Minha b***a tá toda marcada. Meu peito também. Mas eu também arrebentei as costas dele - falei rindo alto.
Alessandra - Mas em resumo... o que você tá sentindo? - ela perguntou, comendo mais um pedaço de carne.
Isabelly - Que eu vou ter que ser muito forte pra não cair no papo dele - falei rindo, e ela riu junto.
Alessandra - Mas ó... vou te falar uma coisa. Sombra não é o tipo de cara que namora não. Mas esse tratamento que você tá tendo? Nunca vi ele assim com ninguém - falou séria, olhando bem dentro dos meus olhos.
Isabelly - E outra, amiga... a gente não ficou naquela casa, não - falei e ela me olhou sem entender nada.
Alessandra - Oxi... como assim? Ele não mora ali?
Isabelly - Também achava, mas ele me levou pra casa dele de verdade. Disse que aquela ali era só pra festa. Amiga... a casa é um luxo! - falei pegando um pedaço de carne e lembrando do lugar.
Alessandra - Amiga, isso não tá normal não. O sombra com esse tratamento todo.. ele quer alguma coisa com você, amiga! - ela já tava montando as fanfic dela.
Isabelly - Mas eu duvido muito... duvido, amiga. Depois de hoje ele nem vai lembrar mais de mim - falei olhando pra ela.
Alessandra - Duvido! Nossa, como eu duvido. Mas vou caçar assunto com o Joãozinho pra ver se o sombra solta alguma coisa - ela falou, já armando os planos e eu só concordei.
A gente ficou ali trocando ideia, comendo, bebendo, rindo... até que sombra apareceu na nossa mesa.
Sombra - E aí, Alessandra - ele falou direto com ela, que respondeu simpática.
Sombra - Chega aqui, Isabelly - ele falou me olhando.
Isabelly - Que foi? - perguntei, sem entender muito.
Ele só negou com a cabeça, rindo.
Isabelly - Peraí, amiga - falei pra Alessandra.
Alessandra - Tá bom, vou lá com o Joãozinho - ela respondeu já levantando.
Levantei da mesa e ele pegou na minha mão, me puxando pra um canto mais afastado, longe do pessoal.
Isabelly - Que foi? - perguntei com a mão na cintura.
Sombra - Nada - ele respondeu rindo, encostando o rosto no meu pescoço, me cheirando todo.
Isabelly - Nossa... já tava com saudade - falei zoando, e ele riu de novo.
Sombra - E se eu tiver? - ele falou segurando meu queixo e me olhando daquele jeito..
E eu, sem conseguir responder nada, calei a boca dele com um beijo.