Everton | VT 🥵 - Recife | PE 🌙
Sinto o celular vibrar no bolso e já me liguei que seria a loira, tava muito legal com ela não, mas também não posso deixar a mina na mão dessa forma.
Afasto o cigarro da boca e dou um tapinha na perna da Vic que entende na hora e levanta de cima de mim.
__ onde cê vai amor? - ouço a voz dela enjoativa pra p***a e ignoro, irmã mais nova de um chegado meu daqui de Recife, toda vez que broto por aqui é com ela que me bato.
Apresso os passos para fora da casa do mano que tava rolando uma festinha privada, e pego meu celular vendo a mensagem dela, acabo rindo imaginando ela cheia de vergonha por ter pedido algo.
📱Whatsapp 📱
__ pô loira, eu não vou chegar nem tão cedo, mas vou mandar um mano chegar aí com o pão, se liga na caminhada.- mandei o áudio e esperei ela visualizar, mas não fez, estalei a língua no céu da boca e procurei alguém com os olhos pra fazer essa missão pra mim.
E não vejo ninguém, os caras tão tudo curtindo o bagulho, como falei, aqui é diferente, não tem muito cara no corre, não é tão explícito assim, bufei terminando de fumar o cigarro e voltei pra me despedir dos caras, ia dar sete horas da noite já.
__ vou guiar irmão, amanhã nós acerta o bagulho certinho.- falei com o mano e ele fez o toque comigo.
__ de boa pô, tu sabe que é nós toda hora.- falou, tava na onda já, me despedir dos outros caras e nem vi a Vic mais, deve ter entrado quando eu me sair.
Melhor assim, gosto de curtir os bagulhos com ela, fumar um e curtir a onda, mas faz tempo que ela leva pra outro lado e não tá legal.
Antes de entrar no carro passo o olhar pela rua procurando uma padaria e a sorte tava do meu lado hoje, achei uma por ali e vou guiando até lá.
Entro vendo estar vazia e agradeço mentalmente, tava doidão pra comprar o bagulho e guiar pra casa, tomar um banho e cair mortão na cama.
__ boa noite, tem pão ainda? - perguntei a senhora que estava ali.
__ boa noite querido, tem sim, você quer quantos? - perguntou.
__ dois reais. - falei e ela assentiu indo buscar.
Fiquei ali esperando e parei pra reparar na rotina da minha vida, o bagulho tinha mudado e nem fazia uma semana que eu estava segurando b.o dos outros.
Eu não sei porque bato cabeça com isso, se sempre foi assim, sempre segurei o b.o dos outros e sempre tentei ver um outro lado, lado esse que não existe no Emerson, só a loira que não ver.
Vejo a senhorinha voltar com os pães, pago e vou em direção ao meu carro, abro a porta e entro colocando o pão ali do lado, pego meu celular e vejo que a mensagem que eu mandei, estava visualizada, mas não tinha resposta alguma, estalei a língua no céu da boca e peguei o caminho de casa, que nem era tão longe daqui.
Algum tempo depois eu chego em casa, precisei tocar a p***a da cigarra, já que só fiz uma chave, mas vou agitar esse bagulho pra pegar a outra chave.
__ pensei que outra pessoa ia trazer.- ela falou assim que abriu a porta e me viu, fez até careta, loira duas caras.
__ já resolvi os bagulhos que tinha que resolver hoje, aí aproveitei que estava vindo e comprei.- estendi a sacola pra ela que pegou e voltou entrando dentro de casa, e eu fiquei fechando os portões.
Escolhi essa casa justamente por isso, dois portões e uma porta, aqui não tem como deixar muito segurança na porta porque chama atenção pra c*****o, por isso preferi assim.
__ oii ratinha do tio.- falei com a minha ratinha que estava deitadinha no sofá, ela já ficou eufórica querendo que eu pegasse.- tio vai só tomar um banho e pega você gatinha.- mandei um beijo e entrei no quarto ouvindo o chorinho porque não peguei ela, nem parece que tem dois meses, muito esperta.
Ouvi a outra acalmar ela e fiquei de boa, peguei uma bermuda mole e uma cueca preta, minha toalha e fui para o banheiro.
Escolhi a casa pequena mais adaptada para os bagulhos da ratinha, deixei a roupa fora do box e entrei ligando o chuveiro no gelado mesmo, queria que a lombra saísse pra eu poder ficar de boa.
Nem demorei muito por ali, sair me enxugando e colocando a roupa, estendi a toalha por ali e sair do banheiro vendo a feiosa com a minha ratinha no colo.
__ agora sim ratinha, vem pro titio vem. - estiquei os braços e ela deu um mini gritinho, rir fraco e peguei ela do colo da mãe dela. - cheirosinha que só, vai dar um trabalho da p***a quando crescer né.- fiquei batendo uns papos com ela ali, vendo a mãe dela ir direto para cozinha.
Sentei no sofá com ela no colo, na tv tocava a musiquinha que ela é amarrada, peguei o brinquedo dela entregando na mão dela e fiquei por ali pensando em quando minha vida se tornou isso aqui tá ligado?
No papo que eu sempre quis ter uma família só minha, uns pivetes e os caralhos tudo, mas não corria atrás disso não, curtia a vida como podia e sabia que na hora certa ia chegar, a Helena não é minha, mas eu sinto que é, sou eu que estou correndo por ela, fazendo o que posso e dando o meu melhor, então é minha e acabou.
Em questão de relacionamento eu tô correndo disso, quero alcançar outras coisas e continuar vivendo na minha vida rasa, até porque só uma pessoa mudaria isso e no papo, ela não tá disposta.