## 📖 Capítulo 10: O Preço da Rendição
### ♟️ POV: Ares
O dia no centro tinha sido um inferno sangrento. Os russos acharam que podiam brincar com os Vanderbilt, mas duas cargas explodidas no porto de Newark e o braço direito do contato deles com uma bala na testa provaram o contrário. Eu resolvi o problema. Eu era o monstro que a cidade temia.
Mas, enquanto o banco de couro do meu carro corria pelas ruas escuras de Nova York de volta para a cobertura, a única coisa que me mantinha acordado era a p***a do cheiro de Elena que parecia impregnado nas minhas próprias mãos. O ódio dela, o desafio na mesa de jantar... tudo aquilo rodava na minha cabeça como um disco quebrado.
Subi o elevador privativo sentindo o sangue pulsar rápido demais nas minhas veias. A adrenalina da violência dos negócios escuros ainda estava alta, e eu precisava de um escape. Do *meu* escape.
Quando abri a porta da cobertura, o silêncio me recebeu. Caminhei direto para o quarto dela. Elena estava de pé perto da janela, observando os prédios iluminados. Ela usava um vestido simples, mas que desenhava perfeitamente suas curvas. A luz da lua batia em seus cabelos loiros, fazendo-a parecer um anjo caído na minha gaiola.
— Você demorou — ela disse, sem se virar. A voz dela tinha uma ponta de cansaço, mas a barreira do orgulho continuava erguida.
— Eu estava limpando a sujeira do meu mundo, boneca — respondi, fechando a porta atrás de mim e trancando-a com um clique seco. Tirei o paletó, jogando-o no chão, seguido pela gravata. — E agora eu vim cuidar da minha propriedade.
Elena se virou abruptamente, os olhos azuis faiscando na penumbra.
— Não comece, Ares. Eu passei o dia pensando e eu não vou mais aceitar esse seu joguinho. Você não me possui.
Dei um sorriso sarcástico, avançando lentamente. Cada passo meu fazia ela recuar até que as costas dela batessem contra o vidro frio da janela.
— Você ainda não entendeu, não é? — sussurrei, encurralando-a, prendendo minhas mãos no vidro, uma de cada lado da sua cabeça. Meu rosto estava a centímetros do dela. — Você pode gritar, pode dizer que tem nojo, mas nós dois sabemos a verdade. Você é minha. Cada centímetro desse seu corpo loiro me pertence.
— Eu odeio você — ela sibilou, mas a respiração dela já estava curta, o peito subindo e descendo contra o meu.
— Então me odeie — rosnei, colando meu corpo ao dela, sentindo a faísca da nossa briga explodir em pura eletricidade. — Mas me odeie enquanto eu te domino.
### 🕊️ POV: Elena
O perigo exalava dele. Ares cheirava a fumaça, pólvora e àquele uísque caro, uma mistura brutal que acionou todos os meus alarmes de perigo. Mas, quando ele colou o corpo dele ao meu contra o vidro da janela, o medo foi completamente obliterado por uma onda de calor violenta que subiu pelo meu ventre.
Eu queria lutar. Eu queria empurrá-lo. Mas a boca dele caiu sobre a minha com uma força desesperada, um beijo bruto que não pedia permissão, que simplesmente tomava. E o pior era que eu estava correspondendo. Minhas mãos, que deveriam empurrá-lo, subiram para os cabelos loiros e macios dele, puxando-o para mais perto.
Ares soltou um rosnado baixo contra os meus lábios, a possessividade dele atingindo o ápice. Com um movimento rápido, ele segurou a barra do meu vestido e a rasgou para cima, suas mãos grandes e quentes subindo pelas minhas coxas com uma selvageria que me fez arfar.
— Diga — ele comandou, a voz rouca, arrastada pelo desejo maníaco enquanto ele me erguia, me forçando a entrelaçar as pernas ao redor da sua cintura. O vidro frio nas minhas costas contrastava com o fogo do corpo dele. — Diga que você é minha, Elena. Diga que nenhuma daquelas vadias importa porque só você me tem assim.
As lágrimas escorreram pelos meus olhos, uma mistura de frustração por ser tão fraca e do prazer avassalador que só ele conseguia me dar.
— Eu sou... eu sou sua — confessei, a voz falhando em um gemido quando ele me possuiu ali mesmo, de pé contra a janela, com uma crueza e uma intensidade que me fizeram perder o chão.
O sexo foi selvagem, uma punição e uma entrega ao mesmo tempo. Ares não tinha delicadeza; ele se movia com uma força frenética, os olhos cinzentos cravados nos meus, exigindo que eu visse o monstro que estava me dominando. Ele me mordia, marcava a minha pele, deixando claro para qualquer um que eu tinha dono. E eu me entreguei por completo àquela destruição, arranhando os ombros largos dele, clamando por mais daquele veneno que estava correndo nas minhas veias.
Quando o ápice nos atingiu, foi como uma explosão na escuridão. Ares escondeu o rosto no meu pescoço, a respiração pesada, os músculos tensos enquanto me segurava como se eu fosse desaparecer se ele me soltasse por um segundo.
Eu estava exausta, trêmula, presa nos braços do homem que me mantinha em uma gaiola. Eu ainda sentia medo do futuro e do mundo sombrio dele, mas olhando para o Deus Grego desarmado e ofegante acima de mim, eu soube, com um terror profundo, que o meu coração também já estava começando a pertencer a ele.
A tensão explodiu! Pronto para