Cortejar uma mulher era uma experiencia única que Darius via mais como um troféu a ser exposto. Ele tinha as cartas nas mãos, e somente iria colocar na mesa no momento exato então não tinha para onde ela fugir.
Embora não tivesse experiencia nenhuma em relacionamento, Helena era esperta demais para se encantar por um buquê ou caixa de bombons. Ela tinha como exemplo sua amiga Sofia que hoje não era uma mãe solteira, porque encontrou um homem bom que a amava e principalmente a Bruninho. Mas, não tinha sido fácil para sua amiga. Ela foi expulsa de casa e seu namorado na época, pai de seu filho fugiu com uma mulher mais velha sendo deixada na lama. Sofia tinha uma escolha, ser acolhida numa casa que cuidava de mães solteiras e depois colocar seu filho na adoção onde ele teria uma estrutura melhor para crescer. Entretanto, nessa mesma casa ela conheceu Murilo, que na época trabalhava como moto boy, mas que hoje tinha sua própria companhia de entrega. Os dois casaram, e compartilhavam suas vidas.
Helena não tinha ideia de como falaria para sua mãe que estava gravida. Embora, já não vivesse com eles ela sabia que seus pais esperavam que ela se casasse antes de ter filhos.
Tinha tanta coisa para se planejar, descansando em sua cama logo ela voltaria a trabalhar. Ela não dava a mínima para o que seus colegas de trabalho pensassem, Helena era auto suficiente para resolver e aceitar tudo que vinha de encontro a ela.
Ela trabalhava bem próximo de sua residência, gostava de aproveitar e caminhar por isso sempre estava de tênis e calça legging. Naquela manhã depois de ter saído da escola, Helena foi até o mercado mais próximo e decidiu comprar algumas mercadorias, pois sentiu vontade de comer macarrão com queijo. Caminhando lentamente ela tem sua atenção voltada para um BMW parado bem na entrada do prédio. O sol estava radiante e ela tinha suado bastante na volta para casa.
Chegando mais próximo, ela deu a volta no sofisticado carro e então indo para o lado foi revelado um homem de costas com uma aparência bem elegante na entrada. Ele se virou quando escutou passos vindo na sua direção. Helena então parou e olhou para ele. O cabelo antes bagunçado agora estava bem alinhado sem nenhum fio fora do lugar. Ele usava um terno preto e camisa azul claro, e conforme ele se aproximou, o coração dela acelerou um pouco mais. Darius Fenrin era a última pessoa que ela esperava ver ali parado na entrada da sua casa. E pensamentos sexuais começaram a surgir em sua mente.
Ela mentalmente sacudiu sua mente. Agora não, a hora era de lidar com seu visitante inesperado.
- Posso ajudá-lo?
- Helena Antonelli. A voz foi profunda e educada. Ele a olhou de cima a baixo. Ela estava de r**o de cavalo suado, usava uma blusa de moletom e uma calça de legging. Nada parecido com a mulher sensual que ele conheceu no bar. – Lembra de mim?
“Como não lembrar?!” Ela teve de inclinar a cabeça para fitar-lhe o rosto.
- Sim. Ela tentou ser cortes. – O que lhe traz aqui?
- Não vai me convidar para entrar?
Ela umedeceu os lábios secos.
- Você andou me investigando? A raiva a envolveu. – Como descobriu que eu morava aqui? Ela estava brava com ele.
- Não acho agradável conversarmos aqui.
- Eu não tenho nada a tratar com você, principalmente depois dessa invasão de privacidade.
- Foi algo necessário devido ao fato de que não tivemos tempo naquela noite. Ele colocou as mãos em cada bolso.
- Ah sim, mas... você nada me deve. Ela engoliu o nó que se formou em sua garganta. – Fomos adultos o suficiente para saber que foi apenas sexo.
- Você não tem nada a me dizer? Os olhos de Darius se tornaram mais escuros, um verde bem escuro.
Helena sentiu que ainda não estava preparada para lidar com ele naquela situação. Era melhor acabar logo com aquilo. Ela respirou fundo, passou por ele e destrancou a porta da frente, então apontou para que ele entrasse.
- Obrigado. Ele olhou para os corredores daquele prédio. Ele era antigo, mas bem estruturado. Helena então lembrou que teriam que pegar um elevador, optaria pela escada, mas eram oito andares. E memorias de uma noite passada veio a sua mente.
Dentro do elevador, ambos permaneciam em silencio enquanto Darius digitava algo em seu celular. Helena olhava os números do painel passando lentamente. Havia uma tensão ali e ela odiava aquilo, pois em sua mente sabia que o que tinha acontecido naquela noite fora apenas pelo prazer. Mas agora estando novamente próximo dele em um lugar fechado e apertado parecia que não teve o suficiente dele.
Darius repentinamente fechou o espaço entre os dois com dois longos passos a encostando na parede do elevador, sua expressão era feroz. Helena olhou confusa para ele, sentindo as mãos deles apertando sua cintura. Helena prendeu o olhar nele, estava arfando com suas bocas bem próximas uma da outra.
Ele deu um sorriso tão charmoso que o coração dela disparou. Então ele inclinou a cabeça e estudou-lhe o corpo, fazendo os m*****s dela se arrepiarem. A porta do elevador abriu.
- Esse... é o meu andar. Ela conseguiu dizer, e só agora percebeu que sua mão estava no peito dele. Darius se afastou, pegou a bolsa que ela tinha deixado cair estendendo para que pegasse. – Obrigada.
Ele esperou que ela saísse primeiro, olhando suas curvas. Por um minuto tinha perdido a razão, a ideia era apenas questionar e esperar que ela contasse que está esperando um filho seu. Mas, agora a mesma tensão s****l que tinha sentido na primeira vez que a viu estava ali desde que os dois se encontraram.
A mão de Helena não estava muito firme quando destrancou sua porta, então ela acenou para que ele a seguisse para dentro. Darius removeu o paletó enquanto ela não olhava, não sabia se era pelo tempo que tinha esquentado ou o fato de estar perto daquela mulher, mas sentia calor.
- Quer uma água? Ela perguntou enquanto colocava sua pasta e bolsa em cima do sofá mais próximo. – Acho que é só isso que tenho no momento.
- Aceito.
Ela saiu caminhando até a cozinha não percebendo que ele a seguia. Retirou da geladeira duas garrafinhas de água da geladeira já que assim a educação mandava. Ela riu consigo mesmo, seu convidado entre aspas, não tinha ideia do que ela estava sentindo ao vê-lo ali.
- Está tudo bem? A voz ecoou atras dela, assustando Helena.
- Meu Deus! Ela o olhou intrigada. – Você não sabe esperar? Ela estendeu a garrafinha para ele que ocupava muito espaço em sua cozinha. Então abriu a tampa da sua própria garrafa dando um gole na água.
- Achei que era pra lhe acompanhar, não foi minha intenção. Ele olhou para a garrafa que tinha em mãos. – Pode me dar um copo, por favor.
- Ah sim. Ela caminhou até o armário. – Desculpa, é o costume.
- Tudo bem. Ele bebeu em seguida a água que tinha colocado no copo. – Você tem ideia do porque eu vim? Ele olhou ao redor da velha cozinha.
- Não faço ideia.
- Helena, não somos crianças. Esclareceu ele. – Então, vou ser direto.
Ela respirou fundo e tentou pensar logicamente. Darius não era t**o, ele era um homem precavido e Helena soube disso desde a hora em que o encontrou parado na entrada de sua casa. Mas, o que mudaria? Ela o expulsaria de casa se ele viesse com papo de aborto. Ela nunca faria isso.
- Eu estou grávida Darius. Ela parecia impaciente. – Foi sobre isso que você veio ter certeza? “Aquilo não iria funcionar” a expressão dele era de “Não estou surpreso” e ela já sabia disso.
- Queria ouvir de você. Ele se encostou no balcão da cozinha de braços cruzados. – Sou um homem de negócios Helena, você entende? Sabia quem eu era naquele dia?
Ela abriu um pequeno sorriso e se encostou ao batente da porta que levava da cozinha pra sala.
- Acha que eu estou querendo te dar um golpe da barriga? Ela cerrou os olhos. – Foi você que veio até mim...
- E você até mim depois...
- ... Você pareceu não ter achado r**m.
“Aquilo era sarcasmo?” Ele se perguntou com as mãos no bolso.
- Ou uma mulher não pode tomar a decisão de ir pra cama com quem quiser quando bem entende? Ela continuou bebendo o restante da água que tinha na garrafinha.
Darius olhou para aqueles olhos azuis, e ela parecia assustada, mas estava bem decidida em suas falas.
- Você tem todo o direito.
- Pois é bebê, você não reclamou naquele dia. Seu sorriso falso estava irritando Darius completamente.
- Eu fiz uma simples pergunta.
- Humpf. Ela bufou, fechando os olhos, abrindo em seguida surpresa. Helena não esperava que ele fosse se aproximar e ficar de frente com ela, lhe segurando pelos dois braços. – Você pode me largar?
- Você sabia quem eu era naquela noite?
- Deixa de ser arrogante Darius! Ela tentou se soltar. – Eu não fazia ideia. Foi Sofia quem me disse quando eu contei pra ela e disse seu sobrenome. Helena o olhava, o encarando. – Nem toda mulher corre atras do seu dinheiro ou dos seus olhos verdes.
Ele teria rido, mas nunca tinha ficado de frente com alguém como ela.
- Contou para alguém que ficou comigo? Ele olhou para os lábios dela, pareciam pedi um beijo dele.
- Alguém não, uma amiga. E, não se preocupe ela não vai espalhar ou ir a uma revista vender a história.
- Você não entende...
-... Tem medo da sua noiva ficar sabendo?
- Noiva?
Helena conseguiu se soltar indo para a sala com ele logo atrás.
- Você estava querendo uma despedida de solteiro, claro. Ela deu de ombros. – Com certeza teria sido mais divertido com aquelas duas sem sal. A voz dela no final saiu abafada. “Ciúmes?” Ele se perguntou, mas logo em seguida seu rosto mudou e ela parecia uma geleira de tão fria que estava. – Olha, eu não planejei nada.
- Eu só quero entender.
- Se você acha que eu vou dar um jeito nisso...
- ... Dar um jeito? “c*****o!” Ele xingou mentalmente. – Para de querer está a um passo do que quero falar pra você.
Ela deu um passo pra trás quando ele deu um em sua direção.
- Eu não quero estragar sua vida ou o da sua noiva.
- Helena, eu não estou noivo.
- Essa conversa não vai dar em nada. Ela sorriu de maneira irônica e apontou para a porta. – Pode fazer o favor de ir embora?
Ele se sentiu confuso.
- Eu não vou embora. Darius ficou de frente a ela. – Entendeu? Você está esperando um filho meu. Os olhos dele foram direto para sua boca quando ela passou a língua nos lábios quase fechando os olhos. E, uma parte do seu corpo que desde que a viu estava dando sinal de...
- Você está me machucando. Ela reclamou, lhe tirando de seus pensamentos e só agora que ele percebeu que tinha segurado os pulsos dela, soltando logo em seguida.
- Quero que case comigo Helena.