Cavei a própria cova

849 Words

Rottweiler narrando Meu nome é Rogério, mas ninguém me chama assim. Na pista eu sou o Rottweiler. Quarenta e dois anos, corpo grande, largo, cheio de marca de guerra. Braço fechado de tatuagem antiga, cara fechada, barba sempre m*l feita. Sou desses que entra num lugar e o papo acaba. Ou acabava. Porque quando o Pantera entra, até eu viro silêncio. Eu conheço aquele desgraçado desde moleque. A gente cresceu no mesmo caos, só que ele virou rei… e eu virei sobra. E sobra também morde. Foi a Fernanda que apareceu primeiro. Chegou toda nervosinha, mas com veneno nos olhos. — Ele tem um ponto fraco — ela disse. — Uma criança. Na hora eu travei. — Criança não, p***a. Ela riu. — Não pra matar. Pra mandar recado. Ela falou do Lucas como se fosse objeto. Disse que o moleque era protegid

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