Capítulo 4

2087 Words
KALIANA MENDONÇA | 20:13 Não fiz questão de procurar conversar com o Grego depois do aviso do Deco, não tô afim de arrumar dor de cabeça e optei por ficar na minha o resto da noite. Brinquei com Kalicia e Vitinho, ora ou outra chegava na Mari pra tentar conversar com a mulherada mas na maioria das vezes eu só ouvia, papo de mulher casada né? Não sou, portanto, não vou opinar. E do jeito que a mulherada daqui é, capaz de me ouvirem falar algo, não gostar e cair em cima, então melhor mesmo era ficar na minha e observar o lugar antes de começar a me soltar. Termino meu espetinho e bebo o resto da coca do meu copo enquanto analiso o conjunto que a mulher do terror usa, tento não olhar muito pra não dá na cara mas a combinação de estampa de onça com lilás não fazia sentido na minha cabeça. Me pergunto se ela está a vontade com a roupa, o decote caminha até o seu umbigo e se fosse eu no lugar ficaria incomodada. Como não sou eu, não deveria está palpitando. Tento ignorar a roupa, afasto meu lado crítico da moda e tento focar na conversar. — Tu não soube? Ela invadiu a igreja, protagonista toda, chegou os arranjos todinho. — Arregalo os olhos com os detalhes, né que o babado tava bom? — A noiva arregaçou ela toda, deu um show, pô véi fiquei com dó mas imagino se fosse no meu casamento, um c*****o que amante ia dá dessas e sair intacta. — Mari diz inconformada. Babado tava quente mas eu tava sentindo falta da minha cria, não a vi correr pelo local e tive que deixar pra perguntar pra Mari depois. Me afastei delas que elas nem perceberam, entrei dentro de casa e chamei pela pestinha. — Kalicia? Caminho da cozinha pra a sala e da sala até a área da piscina e nada dela, começo a ficar preocupada e olho nos banheiros. — Kalicia! — Chamo mais alto, subo às escadas e acabo trombando com Grego descendo. — Viu a Kalicia? — Vi eles na área de piscina, você.. Meu coração sofre de antecipação em pensar que a piscina possa está sem as grades de proteção, desço as escadas a mil e apresso o passo até a área da piscina, me aproximo da área coberta e suspiro aliviada quando vejo os dois dentro da casinha inflável de bolinhas. — Kalicia! — Chamo pela minha cria, ela vira a cabeça com duas bonecas em mãos. — O que eu falei de não sumir da minha vista garota? — Vitinho queria me mostrar a casinha de bolinha, mamãe. — Por que não em avisou! — Porque era a casinha de bolinha, mamãe. — Vem, saí os dois, bora pra dentro que já tá ficando tarde. É um show total pra eles saírem, faz birra e os caraio, final das contas levei Kalicia até porque não ia mandar em filho dos outros, avisei Mari onde Vitinho estava e ela não demorou a pegar o menino e levar pra a sua vista. — Eu não quero tomar banho. — Kalicia.. — Mãe, eu tomei banho ontem! Por que eu tenho que tomar banho hoje? — Kalicia.. — Tô cansada! Cansada mãe, todo dia a mesma coisa, Kalicia vai tomar banho, Kalicia vai comer! Todo dia a mesma coisa Seguro a risada com sua malcriação. — E você vai ficar suja, Kalicia? Vai ficar com fome? — Mas se eu tomei banho ontem não vou tá suja hoje né! — É né boneca por que você é uma flor né? Uma flor que não fede. — É claro. Dou risada e a mando pra o banheiro a base dos gritos, coloco ela embaixo do chuveiro e dou seu banho rapidinho. Retorno pra o quarto e visto um pijama confortável, estou terminando de fazer uma trança no seu cabelo quando ouço um movimento vindo da porta. Grego está parado no batente, estava passando mas resolveu fazer uma parada. — Vitinho tá atrás de tu, boneca. — Mamãe me becou. —Olho pra o Grego e rolo os olhos, ele da risada e ela acompanhar. — Ô o linguajar em garota. — Ô o que? — Ela tenta virar a cabeça mas eu não permito. — Nada, Kalicia. Fica quieta. — Termino sua trança, a coloco na cama e me aproximo da porta pra apagar a luz — Vou colocar ela pra dormir, tu quer algo? Ele umedece os lábios, desliza os olhos pelo meu rosto, o olhar cai até a minha boca mas ele logo trata de me olhar nos olhos. — Senti tua falta lá embaixo, vou te esperar. Sinto uma sensação gostosa no ventre quando ouço ele dizer que sentiu minha falta. — Não precisa. — Tô afim. Inspiro fundo e apago a luz, concordo e me aproximo da Kali, me deito do seu lado e fico mexendo nos seus cabelos até ela pegar no sono. Fico desconfortável com Grego me olhando a todo instante, tanto que rezo pra Kali dormir logo mas demora viu, pense numa bicha conversadeira até pra dormir. Depois do que parece uma eternidade consigo colocar ela pra dormir, me levanto devagar e me aproximo dele, que aquela altura já fazia parte da sacada. — Bora, ela dormiu. — Ele concorda, abre espaço pra eu sair e eu fecho a porta atrás de mim, quando me viro ele está mais próximo do que eu imaginava, levanto a cabeça tomada pela intensidade do seu olhar, ele abaixa a cabeça, na intenção de me beijar mas eu fujo dos seus lábios. Sua mão captura minha nuca, ele ergue minha cabeça e é impossível não me arrepiar com a pegada firme. — Desde que eu coloquei meus olhos em você que eu não consigo ignorar essa vontade de beijar essa boca, morena.. — Você tá maluco, deixa de ideia..— empurro seu quadril e tento olhar pra o lado mas ele não permite, encosta a testa na minha e o nariz raspa no meu, o cheiro do seu perfume me deixa tonta e aguça meus desejos. — Me n**a não, vou fica boladão.. — cruzo as pernas com o desejo queimando entre minhas coxas. — O Deco me mataria. — Só um beijo, só me deixa sentir esses lábios uma vez. Aí Deus, por que é tão difícil? — Diz que não quer.. Eu não estou em posição de dizer o que quero ou não. — Você bebeu demais, não me deixa maluca também.. — não contive um gemido com o seu quadril próximo ao meu, não sabia que estava tão fraca pra homem até agora. Ouço um pigarreio alto, viro a cabeça no mesmo tempo que afasto Grego. Mari está no final do corredor nós olhando com curiosidade, Vitinho está nos seus braços e ela não n**a que viu o que não queria. — Tudo bem aqui? — Ela pergunta com o cenho franzido, concordo e ela se aproxima. — Grego só estava.. bom, não importa, ele já tá indo né Grego? — Ele concorda, me olha uma última vez antes de se afastar, Mari acompanha ele com o olhar antes de se virar pra mim. — Não fala, Mari. — levo a mão até o rosto. — O Deco te mata, Kalicia! p***a, Grego nunca deu dessas, sente manteve respeito pelas cunhadas e irmãs dos parceiros, me impressiona que ele tenha caído em tentação logo contigo. — Não aconteceu nada. — Por que eu cheguei, eu vi como ele saiu daqui, Deus me perdoe, eu amo meu marido mas o cara tava galudão. — Mariana, pelo amor de Deus! — Dou risada de nervoso com ela. — Não, mas falando sério agora..— ela começa bem serinha — Não vai nessa, Kali, Deco não perdoaria mais uma vacilação não. Eu sei, como eu sei. — Isso não vai acontecer de novo. Espero pra descer com ela, Vitinho estava adormecido nos seus braços, ela só trocou sua roupa e o colocou na cama antes de descer comigo. Não olhei na direção que Grego estava, queria evitar ao máximo confusão. Mari começou a beber novamente e quis me colocar no meio e eu não neguei tomar umas garrafinhas, logo ela pegou o embalo pra dançar e quis me arrastar com às meninas. Com o álcool começando a fazer efeito na minha veia eu não soube negar. Grego Narrando Irmão, não tem condições essa morena não, mirei legal logo no proíbido e é isso que não pode, mina é irmã do parceiro, minha conduta com a mina não deve envolver leva-la pra a minha cama. Mas o que eu posso fazer né? Vontade é vontade. Insatisfeito por Mariana ter interrompido nosso momento lá em cima, desci pra o pagode e arrastei Letícia pra o banheiro do primeiro andar. — Oi primeiro né amor, calma..— ela da risada, embriagada mas consciência e por mim trabalhando bem com a boca o resto não importa. — p***a nenhuma, Letícia. Fica de joelhos aí, agora. Não teve outra, a mulher trabalhou da forma que eu precisava naquele momento, deu o nome no boquete mas não foi nela que eu pensei quando gozei na sua boca. — Espera eu sair e mantem essa boca fechada entendeu? Se eu souber que tu espalhou isso aqui as coisas não vão ficar boas pra ti. — Desfiro um tapinha no seu rosto antes de fechar o ziper da calça e sair do comôdo minusculo Se Mariana vê uma coisa dessas ela vai falar no meu ouvido pelos proximos seis meses. Assim que retorno pra a área da churrasqueira já pego uma nova long neck em uma das geladeiras e vou ao encontro dos caras. Vejo a mulherada se acabando no forró, dentre elas reconheço Kaliana que gargalhava e dançava. Mulher é um espetáculo cheio de curvas viu, difícil não olhar com outros olhos, tento disfarçar quando me junto com os caras, Deco conversa com menor mas tava atento a mulher e a irmã a alguns metros de distância da gente e eu também mas mantenho a postura. Eu não era o único, não podia ser, olhei na fuça de cada um irmão, a mina não passa batido, respeito prevalece mas Deco late porque reconhece que a irmã que tem é um belo de um banquete. Nunca quis tanto nunca ter conhecido o Deco pra ter o prazer de ter essa mina. — Disfarça, irmão. — Lobão dá um toque, miro os olhos nele e o arrombado tá rindo — quer um óculos de sol aí? — Não fode, Lobão, tá vendo coisa aí Caraí. — Tô vendo tu engolindo a mulher aí, disfarça pelo menos p***a. Inspiro fundo e volto atenção na conversa dos caras pra voltar ao foco, mais posturada impossível. —..sento rebolando, chamando teu nome.. — Giro a cabeça e bebo um gole no álcool do meu copo, finjo olhar ao redor mas acompanho a b***a dela descer até o chão e subir em câmera lenta. — pra sair com a Babi tem que ser sujeito homem! — Barbara perde a linha legal, álcool já subiu pra cabeça, Lobão olha pra ela já putão e eu já tô prevendo o b.o Deco olha naquela direção, procura Mariana que já nem na rodinha se encontrava, ela sabia que o maridão odiava que ela cantasse essas músicas de solteira, era b.o na certa se ela atiçasse. Kalicia se afasta junto dela, as duas passam pela gente pra alcançar o freezer de bebidas e Kalicia passa me olhando de uma forma que se estivesse sem álcool no organismo não faria. — Ou..— Deco chama Mari que para de andar — Cadê Vitinho? — Tá com Amélia e o 99. — as palavras da Mari me faz olhar na sua direção, semicerro os olhos. — Amélia ta com quem? Mari permanece calada por dez segundos, como se estivesse se perguntando se falou demais — Ela tá com 99, os dois estão no jardim olhando Vitinho na casinha, qual o problema? O problema é a p***a da Amélia tá sozinha com esse pivete. — Pronto, a merda tá feita. — Ela retruca quando me vê levantar, largo a cerveja e sigo até o jardim atrás daqueles dois. Não demoro pra avistar os dois trocando maior papo, Amélia tava toda se engraçando pra cima do arrombado e meu sangue ferveu quando vi o pivete tocar seu rosto. — Que p***a é essa aqui c*****o? (•••)
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD