Capítulo 4

1424 Words
Vincenzo Descobri que a Ayla viajou sem ter me deixado explicar foi fim para mim. Muitas das vezes eu fiquei pensando no que fazer, para conseguir superar tudo isso que estou passando e com certeza ela irá me esquecer pensando que o que eu sinto por ela era apenas uma brincadeira, mas não é. — Vamos Vincenzo, se anime, você não pode ficar assim cara. Eu sei que está sendo uma barra muito grande para você, mas infelizmente a vida é assim... uma hora ou outra você pode se cruzar com ela e conversar. — Quando isso vai acontecer, Ulysses? Quando? — Daqui a quinze dias, ou um mês talvez — Ou pra sempre, não é? Ela foi com o Tomás, Ulysses. O que você acha que eles dois vão fazer sozinhos em uma viagem? — Não a julgue, Viny. Você teve tempo suficiente para conversar com ela logo no início como eu falei para você, mas você ficou pensando demais e acabou assim. Deixou Safira fazer a cabeça dela com aquele vídeo — Eu sei, mas eu tinha que saber o que eu realmente estava sentindo por ela. Era uma sensação nova para mim e, também, estava lidando com tudo que estava acontecendo — Tudo bem. Eu vou ter que ir para casa agora, mas pensa com calma em tudo que você vai fazer daqui pra frente e dê um tempo para ela pensar, com certeza ela está bem confusa com tudo que aconteceu — Tudo bem, pode ir e fique tranquilo eu não vou me matar, mesmo que pareça uma ótima solução, mas infelizmente tenho pessoas ao meu redor que precisam de mim. — Que bom que você sabe, qualquer coisa me ligue — Tá bom. — Ele sai de casa e eu fico sentado ali no chão da sala escorado no sofá pensando em como eu poderia ter feito tudo diferente. Ah, se pudesse voltar no passado. — Que saco Vincenzo, parece que você foi feito para sofrer cara. — Falo para mim mesmo passando a mão em minha cabeça e respiro fundo fechando os olhos por alguns segundos. Quando abro meus olhos, vejo um pontinho vermelho brilhar no canto do teto e, rapidamente lembro da câmera que instalei na sala, levanto-me e corro para o escritório, ligo o computador e entro nas gravações e pesquiso o dia que meus amigos vieram aqui e eu falei sobre a aposta e terminei com Safira. — Achei. — Falo contente e transfiro o arquivo para o meu celular e não penso duas vezes antes de enviar para Ayla junto de uma mensagem de texto, já que o número dela estava dando como inexistente e como eu não tenho certeza de que ela vai ver, resolvo ir até a casa de Daniela para pedir que ela entrasse em contato com ela e pedisse para Ayla olhar a mensagem que mandei. Pego a chave do carro e saio de casa e dirijo até a casa de Daniele, chegando lá vejo Carlos que ao me ver, vem até mim com uma cara de poucos amigos. — O que você está fazendo aqui na minha casa? Você acha pouco o que fez com Ayla? — Ele me acusa e eu coloco minhas mãos para cima em sinal de redenção — Escuta cara, estou aqui em paz, e eu não fiz nada para Ayla. Tudo o que aconteceu foi um m*l-entendido que ela não me deixou explicar. Posso entrar e falar com você e sua noiva civilizadamente, por favor? — Não! Assim como ela, eu não vou acreditar no que você disser para aliviar seu lado. Ela me mostrou o vídeo onde você zombava dela. — Cara, por favor, me dê um voto de confiança. Se você quiser, eu me ajoelho aqui agora e te imploro. Você acha mesmo que se eu não tivesse um bom motivo iria vir até aqui depois de tudo? — Termino de falar e antes que o tal Carlos pudesse responder alguma coisa, Daniele chega até nós e segura na mão dele. — Amor, deixa ele entrar. Temos que ouvir ele também, assim como ouvimos Ayla, todos merecem uma segunda chance não é mesmo?! — Mais amor, ele …. — Eu sei Carlos, mas se queremos proteger a nossa amiga, temos que ver o que Vincenzo tem para nos dizer, ele parece falar sério. — Tudo bem, você tem cinco minutos — Obrigado. É mais que suficiente. — Falo feliz e agradeço mais uma vez a Daniele, pois se não fosse por ela, eu não teria essa chance. Sigo eles até sua casa e ficamos na sala, sento-me em um sofá e os dois em outro e rapidamente comecei a narrar como tudo aconteceu para termos escolhido Ayla para a aposta. Contei também sobre os meus sentimentos quando ainda estávamos na faculdade e, principalmente, do dia que acabei com a aposta e o meu caso com Safira. — Então você quer dizer que aquele vídeo não é verdadeiro? — Carlos pergunta com um olhar debochado pra cima de mim e eu respiro fundo mais uma vez e tento explicar para ele. — Não! O vídeo é verdadeiro, é do dia do casamento, mas o que quero dizer é que antes dela mostrar esse vídeo para Ayla, eu falei com todos eles desistindo da aposta, mas a safira disse que se apaixonou por mim e eu falei para ela que entre nós dois só poderia ter amizade, ela foi embora e fez o que fez. Talvez ela tenha achado que se eu terminasse com Ayla eu iria voltar para ela, mas eu amo a Ayla demais para ficar com qualquer outra pessoa, principalmente, com a Safira sabendo que a causa do meu término foi culpa dela e eu tenho aqui o vídeo para vocês verem que eu não estou mentindo. — Pego meu celular e entro na galeria e dou play no vídeo. — Meu Deus, Vincenzo! Eu disse que isso só poderia ser um m*l-entendido. — Daniele fala para Carlos, que ainda estava um pouco desconfiado, mas acabou confirmando com ela. — Mesmo sabendo da verdade Vincenzo, não podemos trair a nossa amiga, ela deixou bem claro para que nós não falássemos para onde ela estava indo. — Carlos fala — Tudo bem. Eu só quero que vocês me ajudem pedindo para ela abrir o que mandei no e-mail dela, pois enviei o vídeo e uma mensagem falando isso que estou dizendo para vocês. Fala para ela que depois que ela tiver visto o vídeo e não quiser mais saber de mim, eu vou entender e deixar ela viver sua vida longe de mim. — Tudo bem, eu vou falar para ela. E eu sinto muito por isso que você está passando, desde o início algo me dizia que tinha algo errado, pois você parece amar muito a minha amiga. _ Sim, eu a amo com todas as minhas forças. Tenho certeza de que mulher nenhuma me fará sentir o que sinto por ela. Depois disso ficamos conversando mais um pouco e eu fui embora, mas antes passo na casa dos meus pais e fico um pouco com minha irmãzinha que me fazia rir com suas brincadeiras, mas também me deixava muito triste quando dizia sentir falta de Ayla pois eu sentia a cada instante. — Irmão, por que ela não veio mais aqui? Eu fiz algo para ela? — ela me pergunta com a carinha triste e eu fico mais triste ainda, por ela achar que foi algo que ela fez que magoasse a morena. — Não, princesa. Pode ficar tranquila, você não fez nada, eu e ela tivemos um pequeno desentendimento, e ela acabou viajando para resolver algumas coisas do trabalho, por isso não tem tempo de falar com você. — Minto a última parte — Tudo bem, espero que vocês consigam se acertar logo. Eu sinto saudades de irmos tomar sorvete igual aquele dia — Eu também sinto e muito. — Falo um pouco cabisbaixo. — Agora vai dormir que já está um pouco tarde, tá bom? — Tá bom, boa noite irmão — Boa noite, princesa. — Deixo um beijo em sua testa e apago o abajur e saio do seu quarto fechando a porta, desço as escadas e quando estou chegando na sala, escuto a voz de papai que tinha acabado de chegar. Eu e ele não nos falávamos, mas mesmo não gostando, ele acabou deixando-me vir aqui para ver minha mãe e minha irmã. Eu não sei o que é, mas estou achando ele um pouco estranho.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD