*Point Of View Lauren
Che bella ragazza. Madonna mia. Camila Cabello na minha casa, wow! Quando a minha mãe falou que uma prima americana famosa, viria passar alguns dias na fazenda, fiquei receosa dela ser chata, essa parte, penso que não me enganei, pois, ela foi agressiva quando eu só tentava ajudá-la.
Ainda pouco prestei cuidados a um bezerro que não conseguia mamar, devido à mama da vaca está inchada, após prestar os meus cuidados como aprendi no curso de veterinária, decidi que já estava na hora de voltar para casa, a noite já se fazia presente.
Quando saí do cercado dos bois, vir em direção à casa, ao chegar no quintal avistei o carro do papai parado perto da cerca. Prestativa como sou, fui de encontro a eles e para meu azar, abri a porta do lado que estava a esquentadinha, quando pisou no chão torceu o pé e quase caiu se não fosse minha rapidez de lhe segurar.
Ela é muito linda, a mais bella ragazza que já vi na região — suas mãos são macias, também cheirosa, o seu nariz é empinado. A minha mãe pediu para meus irmãos e eu agradá-la, fazer com que fique à vontade, mas pelo jeito ela não gostou de mim. Não sei como me aproximar.
Pensativa decidi entrar em casa, passei pela sala ouvindo a conversa na cozinha, resolvi ir direto para meu quarto tomar um banho antes do jantar, não quero fazer feio na frente da minha prima bonita.
Tirei as roupas sujas colocando no cesto do canto, em seguida liguei o chuveiro começando a lavar o meu corpo, deixei a água levar toda a impureza do dia cansativo.
Hoje é sexta-feira e apesar de amanhã ser sábado o dia será cheio como sempre, preciso cuidar dos animais com Chris, enquanto o meu pai, mamãe e Taylor com os funcionários vão para o Vinhedo colher as Uvas. Provável que mamãe decida não ir devido à minha prima, terá de fazer companhia a ela.
Divagando comecei lavar os cabelos, preciso ficar bem cheirosa para sentar-me perto de Camila. Seria pedir demais ela notar-me? De início pareceu odiar.
*Point Of View Camila
— Camila este é seu quarto. — Falou tia Clara, após ter-me levado para conhecer a cozinha e como consequência sua filha caçula, bem bonitinha e menos fedorenta que os demais.
Michael e Christopher tentaram agradar-me, falando sobre as belezas dos lugares que devo conhecer. Confesso que só queria subir para tomar banho e quem sabe acessar as minhas redes sociais — fiquei com vergonha de perguntar sobre WiFi. Enfim, tia Clara conduziu-me para o andar de cima, trouxe-me para um quarto onde as minhas malas já estão - pelo menos Chris e o pai são prestativos.
— Espero que seja confortável, qualquer coisa é só dizer. Os lençóis estão trocados, fique à vontade. O banheiro é ali no canto, descerei para preparar o jantar. Tem preferência por alguma comida?
— Não tia, faça o que costuma fazer para comer com a sua família.
— Prepararei macarronada ao molho branco, modesta parte os meninos adoram, assim como Taylor e Lauren. — Sorrindo saiu do quarto, me deixando só. Observo o local espaçoso com guarda-roupas de parede, penteadeira, cama de casal enorme, mesa de cabeceira com abajur, poltrona branca perto da janela. O ambiente bem agradável.
Tiro o sobretudo pegando um roupão preto na minha mala, seguindo na direção do banheiro, adentrando. Admirada com o local bem-organizado e chique: pia com armário e bancada, box de vidro transparente e uma banheira de mármore linda. Confesso que adorei, apesar de ser caipiras têm bom gosto, pelo menos para casa.
Deixo o roupão no pendurador, sento-me em cima da tampa do sanitário e começo a tirar as botas colocando no canto, em seguida o meu corpete, calça comprida e pôr fim a calcinha. Levanto e adentro o box ficando chocada ao girar o registo do chuveiro e nem uma gota d'água cair.
— Que droga! — Xingo dando um murro de leve na parede. Apanho o roupão, vestindo e saindo do local.
Só me faltava essa, sou latina e adoro tomar banho. Sigo para fora do recinto, andando pelo longo corredor cheio de quartos, parando na frente da porta de um que está entreaberto, dou batidas, ninguém responde, então decido entrar.
Observo o lugar atentamente. As paredes escuras numa parte e branca em outra, alguns quadros pendurados com fotos da família e um de Lauren vestida com a beca, segurando o canudo na mão, seu sorriso lindo, outras em cima do cavalo, definitivamente ela é linda.
Contínuo a minha análise, observando a penteadeira branca com alguns detalhes em preto, mesa de cabeceira, poltrona entre outras coisas. O meu objetivo não é xeretar, e sim, procurar saber o porquê de não ter água no chuveiro do aposento que me foi cedido.
Ouço a voz rouca cantando em italiano, noto a porta do banheiro aberta, com certeza é mulher, não tem problema entrar, exceto se ela for bem cabeluda na parte de baixo. Que seja, preciso tomar banho.
O box está embaçado e mesmo assim dar para ver a silhueta, pele branquinha e nádegas avantajadas — bela mulher, disso não tenho dúvidas, apesar de ainda não ter analisado bem o produto. Sento-me na tampa do sanitário ouvindo a voz da caipira.
'Mi dispiace, devo andare via
Ma sapevo che era una bugia
Quanto tempo perso dietro a lui
Che promette e poi non cambia mai
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi'
Sinto muito, tenho que ir embora
Mas eu sabia que era uma mentira
Quanto tempo perdido atrás dele
Que promete, mas nunca muda
Amores estranhos nos põem em problemas
Mas, na realidade, somos nós
'E lo aspetti ad un telefono
Litigando che sia libero
Con il cuore nello stomaco
Un gomitolo nell'angolo
Lì da sola, dentro un brivido
Ma perché lui non c'è'
E você o espera num telefonema
Brigando para que esteja livre
Com o coração no estômago
Encolhida no canto
Sozinha ali, por dentro um calafrio
Mas, por que ele não está aqui?
'E sono strani amori che
Fanno crescere e sorridere
Fra le lacrime
Quante pagine lì da scrivere
Sogni e lividi da dividere'
E são amores estranhos que
Fazem crescer e sorrir
Entre as lágrimas
Quantas páginas a serem escritas.
Sonhos e feridas a serem divididas.
Sorrio encantada com a sua voz rouca e pelo cheiro bom do shampoo com certeza quando sair do banheiro não será mais uma fedorenta, mas as mãos ainda continuarão grossas. Sinto calor ao imaginar as suas mãos no meu corpo, não que eu seja chegada a mãos calejadas; a do Zayn é delicada assim como de Taylor. 'Se liga, você é Camila Cabello, jamais ficaria com uma pessoa como a sua prima' gritou o meu subconsciente.
A água foi desligada e logo a caipira saiu do box me deixando de queixo caído. Nossa! Seu corpo divino, bustos firmes e... wow! Um pênis numa mulher?
— Mannaggia! Ma che fai! — (Droga! O que você está a fazer?) Falou assustada, tentando tapar o pênis com as mãos, se retraindo para parte de onde saiu.
Sorrio maliciosa, cheia de curiosidade, nunca vi um desses estando mole tão grande, imaginar duro faz a lubrificação escorrer no meu centro. Preciso experimentar esse pênis. Abano-me com a mão e uma ideia surge-me.
Imediatamente levanto colocando um sorriso lascivo no rosto, tirando o sobretudo, ficando totalmente nua. Adentro o box encontrando a branquinha no canto da parede assustada — os seus olhos arregalaram ao ver-me nua, mas logo fez questão de desviar olhando para outra parte do banheiro.
— Sei uno sgombro? (Você é uma cavala?) — Pergunto, me referindo ao seu pênis.
— Não! P-por favor, vista-se.
— Não tenha medo e nem vergonha. Você é uma mulher transexual? — Lauren suspirou ainda encolhida no canto tentando esconder a sua parte íntima com as mãos, o seu rosto corado.
— Não sou uma mulher trans, sou uma anomalia genética. — Confessou nervosa.
— Que você é uma aberração, não tenho dúvidas. — Melhor tentar uma abordagem menos direta. — O seu inglês é ótimo.
— Digo o mesmo do seu italiano. O nome exato para minha condição, é intersexual.
— Estudei o idioma, nunca tive oportunidade de praticar. O meu idioma oficial é espanhol. Pesquisarei a respeito da sua condição. — Lauren assentiu.
— Mama fala espanhol, mas ela só nos ensinou o inglês. — Novamente me lançou o olhar intenso, diferente do que muitos homens fariam, ela olhou para meu rosto, buscando os olhos. Respeitadora, ótimo!
— Desculpa ter invadido o seu banheiro, é que no meu não tem água. — Fiz maior cara de inocente.
— Scusi, o registro de lá deve estar desligado. Resolverei isso já. Se puder virar de costas agradeço. — Disse com certa timidez, sorrio virando de costas. A garota rapidamente saiu do box. Passou cerca de um minuto até ouvir a sua voz: — Já pode se virar. — Olho para ela na porta do box, vestida no roupão branco, evitando olhar para meu corpo. — Fique à vontade, resolverei o seu problema. — Nem esperou resposta, saiu praticamente correndo, me deixando frustrada.
Queria ter apreciado o seu corpo nu, os bustos firmes de b***s rosados pareciam gritar pelo meu toque, infelizmente escondeu o meu mais novo objeto de desejo, ainda tirarei a sua inocência. Lauren implorará para meter, isso se ela gostar de mulher, será minha distração para não morrer de tédio.
*Point Of View Lauren
Camila quase mata-me do coração, estava tão distraída que nem notei a presença no local. Quando saí do box e a vi ali me analisando fiquei chocada, sem ação para pegar o roupão, corri de volta para o box ficando no canto, tentando esconder o meu amiguinho. Fiquei tão envergonhada, sentindo o rosto extremamente quente e sem palavras.
Ela só queria tomar banho, que mancada não ter reparado no seu banheiro, sempre deixamos os registros dos quartos de hóspedes desligados. Coitada deve estar cansada, sinto-me péssima de querer olhar para seu corpo. Na verdade, dei uma olhadinha quando estava de costas, simplesmente linda. Melhor tirar da cabeça quaisquer pensamentos impuros, somos primas e apesar de não ser de sangue, ainda assim considero errado — ela jamais olhará para uma garota do interior e para piorar com pênis.
Quando eu morava em Roma para estudar, conheci uma garota, aparentava gostar de mim, começamos a namorar. Ao tentar dar mais um passo na relação, ela rejeitou-me ao descobrir o meu defeito. Estava tão feliz por arranjar a primeira namorada, e ainda mais por ter uma oportunidade de perder a virgindade, mero engano. As palavras de Keana ainda me machucam.
~Lauren, o que significa isso? — Perguntou quando me deitei em cima dela, fazendo-a notar a ereção, afastei-me abaixando as calças e a cueca. Acreditei que não ia repelir-me.
~Que nojo, saia de perto, deixe-me em paz, quando passar por mim, finja que não me conhece. Não quero namorar e nem ser amiga de uma aberração!
Foi o fim da minha vida s****l, que nem havia começado. Na época eu tinha 17 anos, estava no segundo ano de faculdade, agora tenho 23. A minha primeira vez aconteceu quando completei 20 anos. Penso que Lucy só transou comigo porque sentiu pena, pois fomos sempre amigas desde a infância e ela mora na fazenda vizinha.
Havia relatado que ainda era virgem, mesmo tendo passado cinco anos na cidade grande. Até tive pretendentes do sexo masculino e feminino, mas os garotos nunca me atraíram, beijei dois, mas sempre foi desconfortável, já com meninas me sentia bem à vontade, mesmo assim depois das palavras horríveis da francesa, não quis mais me arriscar em relacionamentos, até que tive a primeira vez com Lucy.
Depois dela aconteceu com outras meninas da região, coisa de momento. Já faz meses que não me envolvo sexualmente, acho até que os meus preservativos perderam a validade, não tenho mania de me masturbar como o Chris, por isso minhas bolas ficam bem doloridas, normalmente ejaculo durante o sono.
Ver a minha prima toda linda despertou um desejo estranho, desejo de tocar a sua pele macia. Tenho que reprimir para não acabar passando vergonha, ainda tem o risco de a mamãe saber, ela me cortaria o amiguinho.
Escolho um vestido estampado e boxer preta, seguindo para o outro quarto que não tem ninguém ocupando, adentro tirando o roupão e vestindo as peças escolhidas. Em seguida ajunto o roupão do chão, levando de volta para meu quarto. Fico parada ouvindo o barulho de água caindo, imaginando Camila tomando banho; preciso pegar os meus cremes no banheiro, mas para evitar tentação é melhor ir logo ajeitar o chuveiro da acomodação dela.
Deixo o roupão e saio do recinto, andando pelo corredor, chegando no aposento da minha prima, entro indo para o banheiro. No canto perto da banheira tem o registro, o liguei, em seguida o do chuveiro, problema resolvido. Poxa! Seria pedir demais que ela resolvesse aparecer mais vezes no meu quarto, de preferência nua? 'Para com isso Jauregui, você não é assim, controle esse seu amigo abusado, não pode ter pensamentos impuros com a sua prima, acabaram de se conhecer e ela nem gostou de você'. O meu subconsciente alertou-me, melhor obedecer.
Rumo para fora do quarto dela descendo, passando pela sala e chegando na cozinha, encontro a mamãe arrumando a mesa, papai e Chris a ajudando. Aqui em casa gostamos de nos ajudar nas tarefas domésticas.
— Que cheiro bom, mama! — Profiro, me encostando no vão da porta.
— Espero que seja do agrado da Camila. — Disse mamãe, colocando a tigela de macarronada sobre a mesa. — Vá chamar a sua irmã para jantar, a sua prima já deve estar a descer.
— Ela teve problema com o chuveiro do quarto, tomou banho no meu.
— Chris! — Mamãe repreendeu o meu irmão.
— Desculpa mãe, esqueci. — Fez cara de inocente.
— Meu filho, que vergonha. O que a sua prima há de pensar? — Saí da cozinha, mamãe continuou a ralhar Chris. Entrei na pequena biblioteca que temos em casa, encontrando Taylor realizando a sua tarefa escolar, aviso ser hora do jantar.
{--Meia Hora Depois--}
Estamos reunidos em volta da mesa, inclusive a minha prima que descera recentemente, linda, trajando conjunto de moletom na cor de vinho, os seus cabelos presos deixando a franja cair sobre a testa, os seus lábios grossos chamativos. A achei mais bonita sem maquiagem.
Noto Chris distraído secando a garota. Camila conversando com os meus pais elogiando a comida, de vez enquanto me olha de maneira estranha, penso que constrangida pelo que aconteceu no banheiro. Camila é cativante, com certeza as coisas nesta fazenda não serão mais a mesma com a presença dela, parece ter trazido luz para o ambiente.
Entre uma conversa e outra, terminamos o maravilhoso jantar, prontifico-me ajudar Taylor a lavar as louças e guardar. Os meus pais convidam Camila para papear na sala, prontamente ela concorda, Chris os seguem.
Minutos depois, minha irmã e eu terminamos o serviço na cozinha, seco as mãos pendurando o pano de prato, sigo para sala e despeço-me dos meus pais e de Camila, estou cansada. Subo para o quarto, adentro indo para a casa de banho, posiciono-me em frente a pia pegando creme dental e pasta, iniciando a higiene bucal.
Não demoro terminando, saindo do local, indo até o closet, pegando a roupa de dormir, tirando a que estava e colocando o pijama. Aproximo-me da cama e deito apagando a luz do abajur, só tinha ela acesa, o local bastante escuro.
Normalmente devido ao cansaço do dia, costumo tomar banho, comer e logo subo para me deitar, tenho TV no meu quarto, mas quase não assisto. Costumo dormir por volta das 21 horas, mas hoje será impossível. A imagem do corpo da jovem latina não sai da cabeça. Camila Cabello nas primeiras horas aqui em casa já me tirou o sono. O que será de mim se ela decidir ficar por um mês?