ITZ
Bom encontrar o Mark com minha irmã não era um problema, mas falar de magia com ela era, ela tinha esse complexo de querer ser maga, foi até enganada uma vez e eu não quero que aconteça de novo, mesmo ela sendo adulta e inteligente, quando o assunto era magia ela era facilmente enganada.
Felizmente tanto minha mãe quanto minha irmã gostaram dele, eu só não sabia o porquê, já que ele era insuportável. Minha mãe até me deu bronca pelas piadas com ele vê se pode.
Ah, mas o mais importante eu tô tomando um banho quente, faz dias que eu não sei o que é isso, tento aproveita o máximo, uma janta gostosa e um banho quente? Só faltou uma cerveja de cidra, infelizmente minha mãe não deixava beber em casa.
Não sei quanto tempo fiquei no banho, mas quando sai encontrei um elfo dormindo fiquei pensando se o acordava ou não, enquanto eu decidia ele começou a se meche parecia estar tendo um pesadelo, tentei entende o que ele falava, mas estava muito desconexo, além de ser em outro idioma.
- Ou acorda - seguro os ombros dele que acorda assustado
- O que... Ah anão que foi - pergunta ele com a respiração acelerada, ele suava.
- Você estava delirando aí, vai pro banho - Ele concorda ainda atordoado, assim que ele sai eu deito e em pouco tempo me rendo ao sono.
...
Acordo olhando pro relógio e vendo que já era quase 10, me sento na cama e minha mãe entra no quarto.
- Filho já se levantou? Mark já tá lá em baixo esperando você.
- vou me arruma mãe - digo me levantando
- tá eu vim da boa sorte estou indo trabalha - ela entra no quarto e me abraça quase quebrando meus ossos
- eu vou volta mãe
- eu sei meu bebê agora vai.
Dizendo isso ela sai do quarto me deixando sozinho, rapidamente tomei um banho e me troquei pegando a minha nova espada, olhando a de perto vejo que tem umas runas gravadas nela, o que indicava que tinha alguma magia escondida nela, seu cabo banhado a ouro. Dava para ver que foi forjada para um anão porque ela era curta, eu conseguia facilmente colocá-la nas costas e ela não tocava o chão, seu peso também era ótimo, m*l dava para sentir ela presa. Tá certo que para um anão eu sou alto a média dos anão é de 1.50 eu tenho 1.60.
Paro de admira minha arma e desço, encontrando Mark e Sammy que já estava na porta. A conversa parecia animada entre os dois.
- Eu já estava indo embora você parece mulher se arrumando - ela diz vindo me abraça
- Engraçadinha, você já pode ir – falo
- Tá bom cuida dele Mark e traz ele de volta - e diz indo embora me deixando com Mark que estava escrevendo algo.
- Bom orelhudo a viagem vai ser longa.
- Vai sim toco de amarra jegue, come aí teremos apenas uma parada.
- Como sabe? – pergunto já comendo meu lanche.
- Nossa carona veio aqui vê se estávamos prontos, vamos de carroça até o porto de Lice de lá vamos se vira, o rei não tem muito poder depois de lice.
Não era só poder, mas o rei também tinha medo de manda ajuda mais longe, ia ser complicado.
- Imaginei lice é uma rota de comércio, até lá ainda é perigoso mesmo ainda existindo vilas que estão fora da guerra, Stomalack tem muito poder.
- Sim – ele responde guardando o livro na mesinha.
Depois disso tomei meu café em silêncio, minha mãe tinha preparado uma bolsa com algumas comidas e garrafas de água, também algumas moedas de cobre uma quantia de uns 5 dias de trabalho de um ajudante, em outra bolsa uma roupa extra pra ambos claro que só a de baixo.
Depois de conferi tudo duas vezes saímos indo em direção ao portão sul, alguns conhecidos passavam pela gente acenando com a cabeça outros olhavam para o elfo. Em poucos minutos chegamos no portão lá tinha dois guardas e um senhor com uma carroça puxada por 3 cavalos, na carroça tinha apenas 1 fardo de feno e algumas caixas de frutas.
- Bom que chegaram vamos a viagem é longa – o velho fala, seu jeito rabugento ignorando a olhada dos guardas.
Subimos na carroça e seguimos estávamos andando a cerca de 2 horas já quando chegamos em uma trilha de chão de cascalho.
- Mark olha - aponto meu dedo a cerca de vinte metros havia uma carroça tombada e uns soldados saqueando.
Mark entendeu e já pegou o cajado preparando uma bola de gelo, eu saco a espada, quando avançamos mais um pouco o cocheiro parou e pulamos pegando os soldados desprevenidos um sendo congelado quase que instantaneamente e outro tendo as pernas decepadas.
- Que d***a é essa - o outro deles gritou surpreso, ainda tinha 4 em pé.
Avancei pro segundo, mas o atordoamento já tinha passado meu golpe foi aparado, me obrigando a ir para traz, começando então uma luta de esgrima bem equilibrada, que não durou muito tempo logo outro veio me obrigando a defende mais do que atacar.
Eu m*l conseguia me manter de pé ambos os oponentes eram bons, sem me dá uma brecha, para atacar.
- Ah anão eu vou te mata e entrega pessoalmente pro rei - Um dos soldados fala, era o mesmo que tinha me capturado na forja, meu ódio subiu agora era pessoal.
- eu é que vou te empala desgraçado - uma fúria cresceu dentro de mim eu só queria sabe de m***r.
Desviei do outro atacante e fui pra cima do guarda desferindo golpes pesados o forçando a recuar, mais esse foi meu erro o outro me cortou o braço da espada, quase me fazendo derruba-la. Sinto meu nariz sangra e sou jogado a frente.
- Me m***r desse jeito? Não consegue nem segura uma espada anão escroto.
- ISBOLL - enquanto ele fala vejo o elfo com apenas um dos soldados, mas sua Cabeça está coberta de sangue.
Rolo para o lado evitando um golpe me levantando as presas e pisando no guarda sentindo o osso da perna quebra, o outro veio em minha direção tentando uma apunhalada, só que ele foi lento eu uso o próprio companheiro como escudo.
A lâmina atravessa a carne como se fosse manteiga, o guarda surpreso fica estático me dando tempo de arranca seu braço, o fazendo cai de b***a no chão segurando o local, sem tempo de reação minha lâmina atravessa seu peito até o cabo, eu sinto o sangue quente escorrer por entre os meus dedos.
Tento controlar minha respiração, que está ofegante, puxo minha lâmina trazendo junto as tripas do guarda, a cena era f**a, na minha frente um guarda com o peito aberto e atrás outro com uma espada nas costas. A alguns metros outro sem perna e mais dois congelados.
- Você tá bem? - o elfo já vem jogando uma bola de luz verde, sinto meu corpo voltando ao normal.
- bem não sofri nenhum ferimento pesado diferente de você que tá coberto de sangue.
- metade desse sangue não é meu sofri só cortes parciais.
Eu sei que era errado, mas pegamos o que ainda servia dos guardas, ó que não era muita coisa, só as espadas e alguns tostões.
Seguimos para a carroça voltando a estrada. Eu consegui fazer aquilo que prometi me vingando daquele que me prendeu, o gosto da vingança era frio e amargo, mas me deixava contente e tirava um peso dos meus ombros.
Nosso motorista, continuou pela estrada de cascalho, o sol já estava baixando, e não estávamos nem perto de chegar, eu sentia que a cada luta que passava meu corpo ficava mais forte, a mudança era bem perceptível, e eu estava feliz com a mudança...