Fogo

1365 Words
MARK    Sabíamos que teríamos problemas na viagem, mas nunca imaginamos que seria tão perto do reino dos anões, não tínhamos andado nem trinta quilômetros. Mesmo tendo sido uma batalha relativamente fácil, aquilo tinha atrasado nossa viagem, e não tínhamos tempo.    O sol já estava baixando, deveria ser umas cinco da tarde, segundo nosso motorista ainda tínhamos mais ou menos duas a três horas de viagem para chegar.    - Acho que deveríamos parar senhores, os animais precisam de descansar, vou entra mais pra floresta e deixa que pastem por meia hora – o velho fala já indo em direção a floresta.    - Tá certo, vamos fazer um perímetro em volta, mas não podemos fica muito – o anão responde.    Assim que o cocheiro acha um bom lugar com uma pequena fonte de água descemos, eu vou para um lado e o anão para o outro, fazemos uma pequena patrulha em um raio de 10 metros, felizmente não tem nada.    No caminho de volta, acho algumas escamas de animal, parecia dragão, porem era muito pequena talvez fosse um filhote de dragão, o problema era que sempre onde tem um filhote vai ter uma mãe bolada junto, tinha cerca de 15 pedaços do tamanho de 1 dedo, todas azuis claras meia que translúcida poderia afirmar que era a primeira troca de pele da criatura, ainda estavam quentes então não tinha muito tempo que haviam sido tiradas, o que significava que não estava longe.    Quando penso em pegar algumas, sou surpreendido, consegui apenas coloca a mão no rosto sentindo uma súbita mudança de temperatura, rolo para traz saindo da lufada. Na minha frente um Draguelo, uma criatura prima dos dragões só que muito menor, esse devia ser jovem tinha cerca de dois metros do pé até a cabeça e uns três da cabeça até a cauda, sua calda era fina e na ponta tinha espinhos. Suas asas eram pequenas, com três saliências na ponta que era como as patas dianteiras dele, como pequenos bracinhos de dinossauro. A parte de dentro das asas eram cheias de pequenas escamas como uma p******o, já a parte de traz era dura como aço. Enquanto analiso, sua boca se abre criando uma forma transparente de energia me acertando o peito lançando por entre as árvores.    Bem entenda Draguelo são só parentes dos dragões, parentes bem distantes, na real eles são mais próximos dos Wyvern, por isso eles não usam fogo para atacar, na realidade dois dos três tipos de Draguelo catalogados, são frágeis contra fogo.    Mesmo não usando fogo, sua rajada de ar queima feito ácido, me levanto rápido sentindo o peito arde. Preparo uma bola de gelo, que eu não consigo segura por muito tempo, já que ele mais uma vez me ataca usando a calda me fazendo pular, fico em ziguezague tentando confundir a criatura, já preparando outra bola de gelo, mirando suas asas que ele defende com a calda, que pra minha sorte e congelada, me dando segundos de vantagem suficiente pra prepara lâminas de vento.    - DANÇA DAS ESPADAS - Pela primeira vez 3 lâminas perfeitas são invocadas, uma se cravando no ombro, outra travando a mandíbula e a última parada pela cauda que foi solta, mesmo a que se alojou em seu ombro não entrou o suficiente pra causa dano real na criatura.    Mesmo que aquele golpe fosse fatal pra outra criatura, contra ele só serviu para ele começa a se bater derrubando árvores espalhando gostas de sangue pelo chão, me dando tempo de prepara outras duas bolas de gelo, jogando uma em sua boca e outra eu não vi onde foi porque fui lançado em uma árvore.    Ainda tonto sinto sangue na boca e uma enorme dor no lado do corpo, levanto e vejo o anão pendurado no pescoço do monstro, o enforcando com a espada e o forçando para traz. A cena era ridícula de ser vista, mas me deu tempo para pensa.    - eu não consigo corta o pescoço a carne é dura, vamos ter que congelar - concordo preparando uma bola de gelo dessa vez com o dobro de tamanho das outras.    Lanço no peito dele, que é congelado, porém só serve pra deixar o Draguelo mais pesado, o fazendo dar uma quinada para frente, o obrigando a colocar as patinhas das assas no chão.    - gelo também não funciona, pelo menos não o suficiente eu preciso de fogo – grito.    - Morre desgraça, tenta suas espadas. - o anão estava fazendo o melhor possível para ganha tempo mais nem ele iria conseguir segura por muito tempo.    O anão lutava que nem uma fera, quando sua espada fica presa na mandíbula do monstro ele soca a cara da fera. Ele tinha alguns cortes e suas mãos sangravam, tinha cortes na cabeça e sua armadura estava toda rasgada.    Me concentro na minha tarefa nesse meio tempo invocando outras espadas, talvez por causa da luta demorada ou o cajado está trincado, só consegui uma lâmina e outra metade, teria que servi.    - é o que eu tenho toma.    Acerto o pescoço, obrigando ele a dá uma cabeçada no chão, o anão pula bem a tempo, aproveito que sua cabeça tá no chão e jogo outra bola de gelo congelando ela no chão, já preparo outra mais potente, mesmo não sendo o suficiente, a cada movimento da criatura um pouco do gelo trincava.    - Isso não vai segura muito tempo, anão eu tô quase sem mana, e não temos fogo. - jogo outra criando outra camada de gelo.    - eu sei, mais agora é pessoal - ele veio ao meu lado de perto parecia pior os ferimentos, lanço uma pequena cura.    - enquanto essa luta não acaba não posso cura mais que isso, melhor se prepara o gelo tá quebrando.    Ele entra na minha frente o braço da espada temendo, ele estava exausto assim como eu, acho que não era fácil usa aquela criatura de touro, meu cajado não ia aguentar o que eu estava tentando fazer, não sei nem se meu corpo aguentaria.    Estendi ele e desenhei a runa de fogo no ar ¥, ignorando os pensamentos traumáticos que insistia em enche minha mente. Não demorou muito até a ponta do cajado brilhou em um laranja tímido conforme eu desenhava a magia no ar, eu sentia a mana se esvair aos poucos, fluindo como uma brasa ao vento. Minha respiração começou a fica ofegante até eu fecha meus olhos me concentrando apenas no fogo se lembrando de como eu moldava ele com as mãos nuas, senti o mana queimar dentro de mim querendo ser liberto, mesmo de olho fechado eu sabia que minha mão estava com a mesma coloração alaranjada de antes, o cajado vibrava com a quantidade de magia que estava sendo aplicada, mesmo de olho fechado eu sentia o cajado rachando, eu sentia todas as fibras do meu corpo esquenta até um ponto de quere sai pra fora.    - Anão quando eu mandar saia de perto - eu falo   entre dentes não querendo perde a concentração.    Carrego mais um pouco até grita a plenos pulmões.    - AGORA, IGNUS.    A palavra veio na minha boca implorando para ser dita, de momento nada aconteceu mais logo uma bola de fogo sai da ponta do cajado, ficando cada vez maior até quase me cobrir, o ar em volta se torna seco, poucos segundos depois uma torrente de fogo sai indo em direção ao monstro, precisei de mais força de vontade para manter o fogo sobre controle para não queima a floresta, mais do que já tinha queimado.    Assim que a bola de fogo acerta eu caio de joelho, o fogo, queimava tudo que tocava quando encontrou seu destino cobriu a parte da frente da criatura jogando ela para traz e a fazendo se debater tentando apaga as chamas. Consigo usa o resto do cajado com bengala para me por de pé, levantei a tempo de ver o resto do corpo da criatura ser carbonizado até sobra só a carcaça queimada, junto de algumas arvores destruídas.    Enquanto me recuperava lembrava do que meu mestre sempre dizia: O fogo é acolhedor, mais o fogo também é devastador, ele existe pra queimar, no fim o fogo só quer queimar...
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