Capítulo 12 — Sentimentos Conflitos

1240 Words
Visão de Athena Acordei na manhã seguinte sentindo a ausência de Leon ao meu lado. Fechei os olhos por alguns segundos, tentando prolongar a sensação de tê-lo ali comigo. Eu m*l podia esperar pelo dia em que acordaria ao lado dele todas as manhãs. Quando estava com Leon, o tempo simplesmente escorria pelos dedos — rápido demais, curto demais. Era viciante o efeito que ele tinha sobre mim. Eu estava apaixonada. Perdida, envolvida e completamente entregue a Leon. E, em algum momento, eu teria que dizer isso em voz alta. Não dava mais para esconder. Ainda assim, o medo me travava: e se ele não sentisse o mesmo? E se eu estivesse indo rápido demais? E se isso o assustasse? Eram perguntas demais, dúvidas demais para um coração que já tinha escolhido. Suspirei fundo e me levantei, tentando afastar os pensamentos que insistiam em me perturbar. Fiz minha higiene matinal e me arrumei para preparar o café. Na cozinha, fiz panquecas com gotas de chocolate — as favoritas da Max. O cheiro doce se espalhou pelo ambiente e, quando terminei, ouvi passos atrás de mim. Leon entrou na cozinha e me olhou de cima a baixo, com aquele sorriso capaz de tirar meu fôlego. Ele deu a volta no balcão, me puxou para um abraço apertado e, em seguida, me beijou com intensidade, como se precisasse daquele contato tanto quanto eu. — Leon… alguém pode entrar — murmurei, rindo baixo. — Relaxa. Só estou te dando um bom dia — disse ele, descendo beijos pelo meu pescoço, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar. — Você deseja bom dia às pessoas assim? — provoquei, rindo. — Não. Só pra você — sussurrou perto do meu ouvido, me prendendo suavemente contra o balcão. Suas mãos passeavam pelo meu corpo com i********e, e eu sentia minha respiração falhar. Ele mordiscou minha orelha, enquanto eu me esforçava para não pedir mais ali mesmo. — Você me deixa louco, sabia? — murmurou. — O sentimento é totalmente recíproco — respondi, deixando beijos leves no seu queixo. Quando eu me aproximei para beijá-lo novamente, fomos interrompidos. — Bom dia, casal. Sebastian apareceu na cozinha com um sorriso descaradamente sarcástico. Leon e eu nos afastamos no mesmo instante. — Bom dia, Sen — falei, sentindo o rosto queimar de vergonha. — Não precisa ficar constrangida, Athena. Eu já sei sobre vocês. — O quê?! — olhei para Leon, completamente confusa. — Eu contei pra ele que estamos juntos — explicou Leon, com calma. — Na verdade, nem precisou contar — Sebastian interrompeu, cruzando os braços. — Já estava bem óbvio. — Como assim? — perguntei, ainda sem entender. — Aquela cena de vocês dois na praia, molhados, com cara de pós-noite intensa… não engana ninguém — disse ele, rindo. — Sebastian! — Leon o repreendeu, claramente irritado. — O quê? — deu de ombros. — Não tem nada do que se envergonhar, Athena. Confesso que senti até um pouco de inveja do meu priminho. — Eu só… não esperava por isso — murmurei, ainda constrangida. — Relaxa, querida — ele sorriu. — Mas a pergunta que não quer calar: o que uma garota como você viu no meu primo? Ele é rabugento, controlador e às vezes parece um velho preso no corpo de um homem bonito. Leon soltou um suspiro impaciente, e eu sorri, já sentindo que aquela conversa ainda renderia muita confusão. Leon estreitou os olhos na mesma hora em que Sebastian terminou a provocação. O sorriso dele sumiu, dando lugar a uma expressão dura, perigosa. — Repete isso — disse Leon, com a voz baixa e controlada. — Só pra eu ter certeza de que ouvi direito. — Ei, relaxa — Sebastian respondeu, ainda com o maldito ar divertido. — Eu só estou sendo sincero. Vai dizer que não é verdade? Leon deu um passo à frente, claramente pronto para começar uma discussão muito maior do que uma simples troca de farpas. — Chega! — falei, me colocando entre os dois antes que aquilo explodisse de vez. — Vocês dois parecem duas crianças competindo por nada. Leon desviou o olhar de Sebastian para mim, a tensão ainda estampada no rosto. — Athena… — Não, Leon. — ergui a mão. — Eu não vou ficar aqui assistindo vocês se provocarem como se isso fosse algum tipo de jogo. Sebastian, você passou do limite. E você — virei para Leon — não precisa entrar em todas as provocações. Sebastian ergueu as mãos, rendido. — Ok, ok… foi m*l. Não era a intenção causar uma guerra logo cedo. Leon respirou fundo, passando a mão pelo rosto, claramente tentando se recompor. — A gente vai se atrasar — disse ele, seco. — Vamos pro escritório. VISÃO DE SEBASTIAN O clima ficou estranho, pesado. Pegamos nossas coisas e saímos juntos. No carro, o silêncio era quase ensurdecedor. Eu sentia que algo tinha mudado — não sabia exatamente o quê, mas havia uma tensão nova pairando no ar. No escritório da família, Leon tentou manter a postura profissional. EU por ser fotógrafo, fui convidado a ajudar em uma nova campanha publicitária da empresa. O que parecia apenas mais uma reunião comum rapidamente tomou outro rumo. A porta da sala se abriu, e quando a mulher entrou, senti o corpo de Leon enrijecer ao meu lado. Alta, elegante, com um sorriso calculado nos lábios. — Bom dia — disse ela, com a voz doce demais para ser sincera. Leon ficou em silêncio por alguns segundos, até finalmente dizer: — Você só pode estar brincando… Sebastian olhou da mulher para Leon. — Você tá muito ferrado.- ri da situação porque só podia ser coisa do capeta mesmo essa mulher estar aqui. — Oque ela está fazendo aqui? — perguntou, sem tirar os olhos dela — Porque minha ex-mulher está aqui?. Meu coração falhou uma batida. A mulher inclinou a cabeça, analisando Leon com um olhar que misturava nostalgia e posse. — Ainda marido — corrigiu ela, com um sorriso provocador. — O divórcio ainda não foi finalizado, lembra? O clima na sala ficou sufocante. — Você não tinha me dito que ela seria a modelo — Leon rebateu, visivelmente irritado. — Eu também não sabia que ele seria o diretor da campanha — ela respondeu, com calma. — Mas veja só… o mundo dá voltas. A reunião seguiu de forma tensa, profissional apenas na superfície. Cada olhar dela para Leon parecia carregado de intenções antigas. Quando finalmente terminou, eu me despedi educadamente e saí antes que minhas emoções me traísse. Mais tarde, Leon e eu ficamos sozinhos. — Isso é r**m — disse, quebrando o silêncio. — Tipo… muito r**m. Leon passou as mãos pelos cabelos, andando de um lado para o outro. — Ela nunca aceitou o divórcio. Nunca. — Ele respirou fundo. — E agora isso… no meio da minha vida com a Athena. — Você vai contar pra ela? — Sebastian perguntou, sério pela primeira vez. — Ou vai esconder? Leon parou, apoiando as mãos na mesa. — Eu não quero perder a Athena — disse, com a voz baixa. — Mas também sei que se ela descobrir por outra pessoa, tudo pode desmoronar. — Então decide logo, primo — falei. — Ou você enfrenta seu passado… ou ele vai bater na porta sem pedir permissão. Leon fechou os olhos por um instante, sabendo que aquela escolha poderia mudar tudo. E, pela primeira vez, eu acho que ele teve medo.
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