Abril de 2008- como tudo começou

4437 Words
Em abril de 2008 eu chega em Bristol em um dos bairros nobres da Grande cidade, com um vestido surrado, que realçada meus bustos e uma sandália tão gasta que era possível sentir a quentura do asfalto conforme eu andava, com as malas ainda no taxi eu me deparava com o motorista desajeitado tirando minha mãe e a colocando na sua cadeira de roda, a um ano ela sofreu um acidente de carro com o meu pai, oque a fez perder o movimento dos membros inferiores, um cara bêbado invadiu a pista contrária, eu senti naquela época que a perderia e esse sentimento fez com que eu passasse a dedicar a minha vida pra estar presente cada vez mais na dela, é sobre ver como tudo é tão repentino e inesperado na nossa vida. Deis de então seus dias passaram a ser em cima da cadeira de roda ou deitada reclamando, ela tinha que tomar diversos remédios, eu abandonei a faculdade de administração pra conseguir cuidar dela depois que meu pai nos deixou pela secretaria loira e siliconada. Aos meus 20 anos eu, Beth Grover me mudava em busca de que meu tio Rick nos ajudasse, e eu pudesse retomar minha juventude: - anda logo menina, minha b***a já está pesada depois de 3 horas nesse carro, eu preciso do sofá velho da Eleanor. Eleanor é esposa do meu tio, ela é a mulher mais doce e simpática até o então da família, sempre pensando em fazer o bem e a ajudar até os mais ignorantes, ela tem uma beleza de morena bronzeada com os olhos bem grande e negros, o cabelo chega abaixo da cintura fina de quadril largos, já Rick é o típico cara de interior de barbas por fazer, todo mundo se indigna em como ele pode conseguir uma mulher como Eleanor. - olá mais já chegaram, nem deu tempo de terminar o pão. Ele veio galopeando contente, nos abraçando com a humildade que o rodeava. Empurrando a cadeira e pegando as mala a gente foi entrando no quintal dele, diferente das casas americanas sem portão ou grade a do tio Rick tinha uma cerquinha branca baixa, o que dava um ar de casinha de boneca, o trajeto do portão até a varanda da casa era de um corredorzinho estreito cercado por arbusto, a varanda tinha um cadeira daquelas tipo balanço de madeira, eu ia olhando todo o aconchego que havia ali e ia me dando um sentimento de felicidade sem fim por esse recomeço, com aquele cheiro de pão que acabará de sair do forno e aroma de café sendo passado pelo coador. Rick foi levantando minha mãe a acomodando no sofá com almofadas enquanto ela murmurava o preço do taxi e a culpa do canalha do meu pai por tudo isso, enquanto Eleanor sorridente com o avental coberto de farinha aparecia na porta com um sorriso de orelha a orelha, ela nos chamou pra sentarmos no sofá e tomarmos um café na sala, assim colocávamos a conversa em ordem todos juntos. A casa tinha cheiro de lar e lavanda, era grande e acomodava perfeitamente a gente com um ar de riqueza mais simplicidade ao mesmo tempo, o meu tio trabalhava em uma construtora, oque explicava os braços fortes e Eleanor era terapeuta, oque ajudaria minha mãe nessa fase. Não bastou chegarmos a segunda xícara de café pra surgir o assunto do grande senhor canalha que meu pai foi, e meu tio desferio a pergunta: - como aconteceu? - Não tínhamos muito contato por telefone, as notícias eram passadas de forma simplificada. Revirando os olhos e com a voz tremula minha mãe começou: - a gente estava indo ao supermercado quando um cara bêbado, invadiu a nossa frente, uma pancada violenta na minha cabeça e adeus movimento das pernas, as sacolas de mercado ficaram jogadas no meio da pista, eu não podia me mexer e só via o vulto das pessoas curiosas, o engraçado é que mesmo sem sentir as minhas pernas e quase que desacordada a minha preocupação era tentar levantar pra ir atrás do canalha. Os gastos com remédios e a minha murmura de dor e pessimismo de que não aguentaria viver em cima de uma cadeira bastou pra ele se acomodar em meio às pernas grossas daquela loira do escritório. Deolane, a então a atual do meu pai, ela trabalhava na escritório de contabilidade da rua paker com ele, acredito que a pressão do acidente, e os problemas com a minha mãe podem tem colaborado sim, mais a falta de caráter dele o levo a nós deixar, compreendia minha mãe, ela não conseguia aceitar que meu pai tinha que estava dirigindo havia saído ileso e pronto pra viver sua vida da melhor forma, enquanto ela acabava com a sua em cima de uma cama sem poder mais sentir a quentura ou o gelo dos pés contato ao chão, e pra piorar a gente saiu praticamente sem nada, ele nos ajudava com uma merreca de dinheiro por mês pra pagar os remédios, pra gente vim pra Bristol e deixar ele em paz com o novo amor, ele nos ofereceu a pagar uma enfermeira domiciliar, meu pai era o tipo de cara rude, ele queria que eu entrasse nos negócios da família com a administração, mais seria mais um motivo de manter as aparências, e ser o troféu que ele penduraria na parede de seu escritório. - senhora Grover, ele foi um completo canalha realmente, mais não pegue a culpa do erro dele pra si, vocês estão em casa agora, e tudo oque estiver ao nosso alcance a gente irá fazer pelo conforto de vocês. E assim foi, dia após dia, ficavamos a maior parte do tempo sozinhas em casa, ajudava a enfermeira domicilar, fazia os afazeres da casa, sempre procurava algo novo pra aprender no YouTube, até mesmo costurar eu aprendi no mês em que estávamos eli, não havia conseguido retomar a faculdade, mais podia gastar o meu tempo procurando emprego, a Eleanor me ofereceu um estágio no escritório dela, mais eu pensei que seria evasivo de mais, então continuei procurando por emprego na cidade, só que sempre sem sucesso, entrevistas m*l sucedidas, e nem ao menos eu tinha uma roupa que passasse uma imagem mais madura que revelasse a minha capacidade dentro de um cargo de trabalho. Em um dos dia longos entregando currículos eu passei frente a companhia Red, parei frente a vidraça e me imaginei em cima de um palco, nunca havia dançado mais sempre me divertia assistindo vídeos de dança,me encantava com o ballet clássico, era poéticos os movimentos, então mesmo sem dinheiro, levada por alguma força maior, entrei pra poder ver de perto, fui cercada por olhares desprezíveis das meninas que ensaiavam, era inevitável não perceber que elas tinham muito mais condição financeira do que eu. Me sentia perdida em meio a tantos movimentos perfeitos até keyth, a ruiva de coque sorrir com o rosto leve e de acolhimento, ela parecia ser diferente das meninas daquele lugar. - olá jovem bonita, encantada né? A melhor companhia de Bristol a disposição de poder lhe tornar o mais flexível no palco e na vida. Bellin, o nome que constava no crachá, uma moça simpática de meia idade já, com os cabelos negros de olhos castanhos, ela sorria de orelha a orelha, sentia que ela iria me oferecer aquelas promoção parcelada em vinte vezes. - oii, estou encantada sim, mais passei somente pra conhecer mesmo, eu não tenho condições de poder pagar, me desculpa pela perca de tempo. - envergonhada já fui virando as costas e andando. Ela tirou o sorriso do rosto, e um minuto em silêncio me puxou pelo braço em uma sala parecida com um escritório - Eu sei reconhecer uma pessoa com talento escondido, e seria a maior burrada da companhia red deixar esse talento escapar pela culatra, lá fora, são meninas hipócritas que Sambam em cima do dinheiro dos pais ricos e acreditam que isso basta, mais você não, você tem o poder de sobra pra sambar em cima delas, eu não me importo com o seu dinheiro, tem uma sapatilha e um vestido do seu tamanho, venha amanhã as 10 e eu te ensinarei passo a passo! Não podia esconder as lágrimas, em meio a tantos olhares desprezíveis ela foi simpática, ela me acolheu, eu acreditava que ainda existia pessoas boas, e ela era a prova disso, eu fui embora feliz, sorrindo, imaginando que amanhã seria eu ali. Quando cheguei em casa, tomei o meu banho vestindo minha camisola de cetim, tomei meu chá que Eleanor fazia questão de preparar todas as noites pra sentarmos no sofá e assistirmos um episódio de "Orange is The New Black" , eu assistia aquela série e refletia sobre como as circunstâncias em que a vida nos opõe nos torna mais forte, ou mais poderoso, a gente é obrigado muitas vezes e nos tornamos nossa pior versão pra poder não ser o ponto fraco em meio a sociedade, e o pior de tudo é que nem sempre o mais forte é o que se livra dos problemas, as nossas próprias escolhas mesmo que inofensivas nos coloca dentro da cela, e o amor tem esse poder, quando a gente ama tomamos escolhas que nos fazem acreditar que são as certas. Acordei animada me arrumando e minha mãe sorrindo de canto na cama perguntou onde eu iria, sei que ela me apoiaria mais não sabia se daria certo e não queria causar falsas expectativas nela, lhe dando um beijo fui caminhando até o estúdio de dança, com a minha calça jeans surrada, abri a porta animada e Bellin já me aguardava com o sorriso no rosto, lá só estavam ela e mais alguns meninos dançado jazz. - você veio, eu já preparei tudo vamos. Eu estava nervosa e só sabia sorrir desconfortada, ela me entregou o vestido e pediu que me trocasse no banheiro, não sabia arrumar ao certo o vestido, ela me ajudou, me ajudou com o coque também, e ainda sorrindo mais com os olhos com água ela deixou escapar uma lágrima sem jeito: - você é tão parecida com o Denne, ele também tinha esse jeito acanhado, não que seja uma ofensa. - seu aluno? - meu primeiro aluno, tinha dez anos, quando eu não tinha dinheiro pra pagar as aulas, e ele vergonha de dançar porque a sociedade o ensinou que isso não era pra garotos, então aprendi, aprendi pra ensina ló. Um incêndio, levou meu garotinho. Denne, filho de Bellin, perdeu sua vida em um incêndio criminoso provocado pelo próprio pai, ele não era capaz de aceitar que a filho fosse apaixonado pela dança, no dia não podia entrar em detalhes, eu fui descobrir isso meses após ter entrado na companhia, eu não podia entender, como um ser humano faria isso com o próprio filho, a questão de atear fogo na sua casa, por ele amar algo. Keyth a moça ruiva do sorriso de canto chegou sorridente já trajada, esticando a mão e se apresentando disse que viria pra me ajudar a esmagar as ignorantes daquele lugar, ela começou me aquecendo e depois me levou até a Barra. - nos vamos começar com o plié, ele vai ajudar a tornar esses músculos mais flexíveis, é só uma flexão dos joelhos, e ai vamos acentuando. Ela ficou na minha frente fazendo a forma como eu tinha que fazer, e ia me espelhando fazendo exatamente igual, eu fui muito bem pra uma primeira aula e a minha dedicação era algo grandioso, não queria perder a chance de fazer aulas de graça. Um dos meninos do jazz enquanto dançava me olhou e parando os movimentos veio em direção a onde eu dançava, veio sorrindo de canto de boca erguendo as calças largas cor caqui, eu desajeitada comecei a ficar vermelha , sentia que ele iria tentar flertar. - nova por aqui? Prazer eu sou o Kened, eu treino com a companhia já a algum tempo, observei você de lá. - você é um sacana mesmo, a menina não tem nem meia hora e você já tá se aproveitando da situação, ignora ele Beth. Gargalhando keyth disse se virando para mim, eu me apresentei ainda tímida, enquanto keyth ia saindo da sala pegando uma garrafa de água. - Se estiver disponível depois daqui a gente podia sei lá, tem um lugar da hora a algumas quadras e eu tô de moto, podia te levar lá, e a gente se conhecia. Ele era o tipo intimidador, mais de certa forma me causou arrepios na nuca com um misto de inquietação, nunca tinha tido sorte com cara algum a não ser meu último relacionamento aos 18 anos com um carinha metido a mandão e uma traição que ainda causava repulsas, eu tinha minha mãe, os problemas dela, então não topava muito sair com caras, tentava sempre tá o mais perto possível, ajudar pra ver pelo menos um sorriso, mais o kened tinha um estilo enigmático, e isso me causava um desejo de ir com ele, sem contar que ele era um moreno bronzeado capaz de desvirtua ate os caminhos mais certos .Então aceitei, ele me esperou na frente da companhia com o capacete da moto em suas mãos, as mãos ai meu Deus, era aquelas mãos fortes e morena, de quem teria uma pegada marcante. - E na onde é o lugar? Só não me diga que é no meio da floresta. - você vai ver quando for a hora e se não gostar te trago de volta gata é só relaxar. Confiei e montei na moto, a gente saio pegando a rodovia principal, e ali a 140 mais o menos por hora com o vento no rosto eu senti como se não tivesse que lidar com coisa alguma, e me ajeitei pegando mais em sua cintura, a gente ando uns quinze minutos e ele parou a moto em um lugar da rodovia em que era fantástico, dava pra ver a cidade inteira, era um pico bem no alto de uma subida, um lugar afastado de todo o caos que tinha lá em baixo. - eu disse pra confiar, sempre venho por aqui quando não quero ser incomodado, é quase impossível ter gente porque ninguém conhece a entrada pra cá. - é lindo de mais, eu sempre me imaginei em um lugar como esse, olhando a vida por cima, pensando em tudo e ao mesmo tempo deixando os problemas de lado, dizem que do alto de qualquer precipício a vista é bonita. -disse ironicamente dando risada. O vento soprava meu rosto, enquanto ele ascendia um cigarro, a gente se sentou na beira de um canteiro, exatamente embaixo de uma árvore, e mesmo já tendo ido lá Kened olhava com os olhos encantados, era um brilho de quem se sentia sortudo por ter aquele canto pra se sentir em paz. _ então é pra cá que você traz as novatas da academia? Ele deu risada, e me olhou nos olhos tragando o cigarro : - só as que eu acho bonita dos olhos castanhos, e quadril largos, mais até hoje só uma aceitou montar na moto e não me excomungar, você. Estava me envolvendo com alguém que havia acabado de conhecer e me deixando levar pelas emoções, era como se esses dois anos sem ninguém todo o sentimento de ser tocada tivesse sido reprimido, e eu me permiti envolver, ele causava um sentimento de desejo, de querer sentir o toque dele, e o vento que balançava os cabelos fazia com que parece o momento perfeito. Me esquivei pra perto da boca dele, e podia sentir o hálito de menta misturado com o cheiro de nicotina, eu fui me aproximando e a cada centímetro mais perto o desejo aumentava, ele colocou sua mão em meu rosto, e era exatamente como eu pensei, o toque firme e suave, o olhar era como se ele desejasse tanto quanto eu, e me beijou, um beijo molhado e quente aproximando o corpo dele cada vez mais forte contra o meu, devagar ele ia deitando meu corpo sobre a grama enquanto deitava cada vez mais sobre mim, naquele momento eu o deseja tanto que era como se fosse incontrolável, permitir que minha mão escorregasse em direção ao botão da sua calça larga, o desabotoei deslizando minha mão exatamente dentro da sua calça, e como que em sussurros ele perguntava se estava tudo bem continuarmos, e delicadamente a cada movimento das minhas mãos ele permitia a dele sobre minha cintura e s***s, o clima se tornava cada vez mais quente, e o beijo mais caloroso, ele arrancou minha blusa, e já desabotoando minha calça me encarando com uma cara de quem necessitava me sentir, até que seu semblante mudou completamente, ele se levantou rapidamente de cima de mim e assustado pegou minha blusa tampando meus s***s, ele começou a rir nervoso e eu ainda não entendia, até que apareceu um carro, nós nos olhamos caindo na gargalhada ao mesmo tempo que de raiva também de susto, o carro passou com os vidros fechados, mais o clima caloroso havia esfriado depois disso. - eu não acredito, nunca passa ninguém aqui. - olha, eu não sou desse jeito tá sério, é que não resisti e me entreguei, depois de dois anos sem sentir nada parecido por ninguém antes. - tá tudo bem, porque o nervoso? Eu nunca iria te julgar por isso, pelo contrário, poxa. Mais pera como assim dois anos? Sem ficar com alguém? - sem nem beijar, meu último relacionamento foi traumático de mais, e foram só onze meses. - Eu namorei com uma menina da companhia, ela também dança ballet, você vai conhece lá, oito meses sendo menosprezado por ela, isso que me encantou em você, você não é como as meninas daquele lugar. " trim, trim, trim " Meu celular começou a tocar com uma mensagem de áudio de Eleanor, havia surgido uma vaga no escritório dela, ela queria que eu fizesse a entrevista e deixasse de ser boba sobre ser evasiva, eu não via outra escolha depois de semanas procurando emprego. - minha tia quer que eu faça uma entrevista de emprego exatamente agora no escritório dela, será que seria pedir demais uma carona? - É claro que não, mais só dou a carona se ganhar um encontro no sábado anoite. - fechado, vamos lá senhor dos lugar isolado. O clima de ironia se espalhou, a gente se levantou e fomos embora até o escritório onde eu faria a entrevista, e claro que eu topei o encontro de sábado, eu precisava continuar oque tínhamos começado, ele liberava esse sentimento de euforia, e ao mesmo tempo me fazia sentir como se já o conhecesse a tempos, quando ele disse sobre seu último relacionamentos eu senti no tom da voz dele como tudo aquilo havia sido triste, acabei me identificando com aquele sentimento. Eu fui a entrevista, seria uma estágio de atendente, era uma fase que eu não podia mais ser medíocre ou orgulhosa em pensar que não podia aceitar o emprego. Kened me levou, e isso de certa forma me passou confiança, ser desejada por alguém Eleanor falava que eu amava receber atenção porque o meu pai era um babaca, até nisso ele tinha culpa. Quando eu saí da sala orgulhosa por ter conseguido o emprego ela sorriu dando pulos de alegria e fazendo planos de que iriamos todos os dias juntas, eu imaginava que tinha tudo sido planejado pra parecer que era mérito meu, mais ignorei e se fosse não tinha problemas, teria uma renda agora. A gente foi embora caminhando com o copo de latte na mão, os nossos preferidos. - Obrigada tia por não ter desistido de mim a primeira vez que disse não. - tá tudo bem! Eu sabia que você seria ótima como atendente e não via o porque de parecer evasiva, você tá confiante, oque tá rolando? - Conheci uma mulher de uma companhia de Ballet, ela deixou que eu fizesse aulas grátis, e pela primeira vez me envolvi com um garoto. - o entusiasmo de ter alguém novamente era impulsivo. - Beth querida você passou dois anos sem ninguém, e cuidando da sua mãe, se dar esse tempo pra si é ótimo, e parabéns pelo Ballet, você tem muito talento e dedicação guardado ai! -ele me chamou pra sair no sábado, oque você acha? - que se você se sentir preparada vai ser bom, eu posso da uma enganada na sua mãe ! Eleanor era o tipo de tia que sempre havia amado, sempre falava exatamente oque eu necessitava ouvir, dom de terapeuta. Quando cheguei em casa, parei pra pensar em tudo oque havia acontecido no dia de hoje, eu me ver lá conseguindo fazer os movimentos do ballet, amizade, o estinto aventureira com uma nova paixão, era tudo oque eu sempre havia tentado ter a minha vida inteira, quando era menor minha auto estima era péssima e acarretei isso por tempos, muitas vezes nem queria sair de casa por que estava m*l comigo mesma, a sociedade ela impõem um padrão sob nos mulheres e a gente acredita que se não for desse padrão não seremos aceitas, por um pneuzinho ou uma papada, parece que todos os olhares que cruzam nossa direção são de julgamentos, meus pensamentos foram cortados por uma ligação, a surpresa veio quando vi que era o meu pai, mas como assim meu pai, porque ele me ligaria, eu recusei a ligação, mais não bastou veio uma mensagem: " oi Beth é a Deolane, estamos com problemas financeiros em casa, seu pai é um arregão e não quis te dizer, mais vamos ter um bebê, e por conta disso não poderemos mais pagar a enfermeira domiciliar, sinto muito, mais já tá hora de você e sua mãe se espertarem e pararem de viver a nossas custa, muito obrigada" Que v***a, eu sabia que isso tinha um dedo dela, e como assim eles teriam um bebê, as coisas só pioraram, não podia contar a minha mãe, ela já estava m*l, os custos eram caros, e ele seguia a vida falando que a gente era escorada, não acredito, eu andava de um lado ao outro do quarto com as mãos pronta pra esmurrar alguma coisa, minha mãe ficaria arrasada e eu com um ódio quase que mortífero. - Deolane meu amor, a única escorada aqui é você que é tão auto suficiente que precisou de um homem casado e uma família destruída pra se sentir completa, os gastos que meu pai tem são simplesmente pelo próprio erro dele, e um bebê, que maravilha, tomara que ele traga luz mesmo vindo de dentro de um corpo tão podre e sem caráter, com o pai que ele tem quando você ficar toda flácida e chorando porque está acima do peso, ele se enfia no meio das pernas de outra, passar bem.- caramba eu mesma me surpreendi comigo ao bloquear o telefone. - Beth que gritaria é essa? Sua mãe está dormindo - em sussurros Eleanor veio curiosa. - não foi nada tia, mais vamos ter que demitir a enfermeira por enquanto. - demitir a enfermeira? Eu não sou surda e nem estava dormindo oque houve? -minha mãe gritou do quarto frustrada. - mãe, calma, é parece que o senhor canalha está com problemas financeiros... - o problema financeiro é a vaca que ele tem dentro de casa, será que ela vai abraçar a causa e aceitar passar necessidade assim como eu aceitei com você ainda pequena em meus braços, eu aposto que não, i****a, quem ele pensa que é? - ele tem um bebê a caminho.. - filho da p**a, passava meses sem se quer me beijar, eu tô pasma, isso é o amor Beth, você se doa a alguém que se completa levando sua melhor versão e te vira as costas, como se a culpa fosse a sua dor, que merdaa!- já não era mais uma voz alterada e sim berros de uma mulher totalmente magoada, dava pra ver a dor em seu olhar. As vezes sentia que ela ainda o amava, agora eu tinha um emprego, oque já é bom. A enfermeira entrou em desespero, a tirando da cama e a pondo em sua cadeira até Rick chegar, minha mãe abraçou uma garrafa de wisk e ponho entre as pernas falando que ninguém tomaria a garrafa dela, quando Rick chegou vendo toda aquela confusão, disse que daria um jeito até eu receber meu primeiro salário, então subi pro meu quarto deixando minha mãe se acalmar na sala de estar, com a garrafa ainda entre as pernas ouvindo d' Black, e subi pra imensidão de merda que se estabelecia dentro de mim. Eu amava a minha mãe, mais ela conseguia ser alto destrutiva, e destruí as pessoas ao lado, é óbvio que eu sentia falta do meu pai, dos momentos com ele, dos momentos da nossa família, uma coisa que ninguém conta sobre o dia do acidente é que minha mãe estava bêbada gritando feito louca com ele, eu entendia, ela havia tido uma vida difícil, ou tentava entender, e por isso sempre parecia que se eu saísse ou se eu não estivesse o tempo todo com ela, mandando mensagem ou sei lá eu estava a abandonando, e fazia questão de falar isso na minha cara, usando sempre o acidente como forma de punir a mim mesma, e agora um novo irmão, que legal... Depois de um banho fresco a canseira do dia parecia ser menos, o som do rádio estava ensurdecedor já, mais ninguém ousava se entrometer na dor dela, até os cacos da garrafa voarem por toda a casa, minha mãe gritava e chingava ao mesmo tempo em que arremessava a garrafa sobre a parede, Eleanor sempre paciente só correu e a abraçou, eu queria poder descer e tirar essa dor dela, mais ao mesmo tempo parecia que eu estava bloqueada na porta , e só sabia chorar, depois dessa noite ela ficou questão de uns dois dias sem sair do quarto, comer ou falar com alguém. As mensagens de Kened passaram a salvar os meus dias, a gente conversava sobre tudo oque era mais aleatório, eu descobrir características dele que levaria meses pra descobrir de qualquer outra pessoa, havia virado um chaveiro do celular como dizia minha tia, e no final de cada dia minhas bochechas doíam de tanto dar risada, e so havia se passado dois dias deis que o vi na companhia. Amanhã seria a minha segunda aula, e no meu novo emprego tudo ia ótimo, eu passava o dia atendendo pessoas e as vezes levando documentos pra outras pessoas assinarem, e assim vai.
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