O traidor

1783 Words
DÁRIO TOMMASO Voltei para minha casa ali em Paris e meus planos, enquanto o traidor não era encontrado, era me despir para tomar um banho e tentar esfriar a cabeça, apesar de que seria algo bem difícil, pois eu não costumo deixar uma traição passar assim. Há um traidor entre nós e este denunciou a minha rota. Quase fui pego e poderia ter sido morto se não fosse a destemida Srta. Francesca. Não consigo tirar aquela mulher da minha cabeça. Aqueles olhos verdes e a coragem com que ela me salvou. Para mim as coisas funcionam na mesma moeda. Olho por olho e dente por dente. Ela me salvou e por isso eu não deixarei que nada de m*l lhe aconteça. Então, antes mesmo de me despir o telefone tocou. Atendi em seguida. Era um dos meus subordinados. — Sim. — Encontramos o traidor. Ótimo. Eu acabo com isso hoje mesmo. — Leve-o para o porão. Irei interrogá-lo. — Sim, Vossa Excelência. — ele desligou. Vamos ver o que ele tem para dizer. Estou bastante curioso para entender o que leva um subordinado a me trair sabendo muito bem as consequências disso. [•••] O traidor estava sentado na cadeira, com as mãos amarradas para trás e os pés também. Ele não poderia fugir. O porão de uma antiga casa se tornou um ótimo lugar de tortura. Deixo minhas armas e também treino ali. O traidor estava preso no meio da sala. — Diga-me. Para quem está trabalhando? Ele ficou calado. Lhe acertei uma chicotada. Era um chicote feito para bater em cavalos. Mas adaptei objetos pontiagudos nas franjas do chicote para a tortura ficar mais interessante. Esses objetos deixaram a calça e a pele por baixo delas, do traidor, rasgada. — Me diga quem está por trás disso. Quem estava querendo me matar? Eu sei que deve ter muitas pessoas, mas até então não havia acontecido isso comigo. Existe alguém bem interessado em mim e eu preciso saber quem é. — Não posso. Desta vez acertei o chicote em seu braço esquerdo. De novo roupa e pele rasgadas. Ele estava suando e grunhiu quando o couro acertava a sua pele. — Você gosta da dor? — levantei seu rosto, apoiando meus dedos embaixo do seu queixo. — Eu posso te torturar a noite toda. Será um prazer para mim. Me diga. Quem está pedindo informações? Ele abaixou o olhar e não falou. Desta vez eu acertei em seu rosto, que se banhou em sangue de imediato e ele gritou de dor. — Essas cicatrizes ficarão ótimas futuramente. Isso, é claro, se tiver vivo para cuidar delas. Já que não quer dizer eu vou acertar o outro lado, para nivelar as cicatrizes. — levantei o chicote, preparado para acertar o lado direto. — Eu não controlo bem a minha força de canhoto. Talvez o estrago seja maior. — NÃO! PARA! PARA. EU DIGO. — Olha só! — abaixei o chicote sorrindo. — Parece que chegamos num acordo. Quem está por trás daquelas pessoas que me perseguiram? Ele estava suando, sangrando e tremendo. — Max. Foi o Max quem ordenou que eu contasse do seu paradeiro e então enviou os homens. Max. Max... Deixei o chicote de lado, tirei as luvas e saí do porão. Encontrei meus homens ali. Eu vou matar o Max! Ninguém cruza o meu caminho, tenta me matar e sai ileso. Eles estavam de pé, esperando as minhas ordens. — Quero que encontrem o Max e interceptem o acordo clandestino. — Sim. Vossa excelência. — Limpem essa sujeita. — ordenei saindo saí. [•••] De volta em minha casa, recebi outro telefonema. Estava agoniado para tomar um banho, pois havia gotas de sangue no meu terno italiano, mas atendi o telefonema mesmo assim. Era a governanta da casa do meu pai, onde eu morava há algum tempo atrás. Depois que a minha suposta esposa fez o favor de sumir de lá. — Alguma novidade? — Seu avó recebeu hoje a visita de sua esposa. Ela quer o divórcio. Trouxe os papéis. Olha só que boa notícia! Ela aguardou o tempo do contrato certinho. Eu jamais poderia ir contra essa proposta. — Eu vou assinar, mas só poderei ir até aí quando passar o aniversário da faculdade onde estou trabalhando. — Dário! — meu avô tomou a voz no telefone, com uma forte arrogância. — Diga, meu avô. — previ um sermão e não me animei com isso. — Alessandra veio pedir o divórcio! — A governanta já me avisou e eu vou assinar. — Assinar... ASSINAR! Dário você deveria estar fazendo o seu papel de marido! Esse casamento não deveria durar três anos! Deveria ser para a vida toda! A culpa é toda sua por sumir assim que esse casamento foi feito e nunca ter aparecido em casa para administrar esse casamento de forma adequada! Parecia até que você nunca existiu aqui! De fato. Eu nem sei como é seu rosto e ela também não reconheceria os traços da minha face se me visse. Mas eu tive bons motivos. — Você acha que ela viveria bem ao meu lado, vovô? Com a vida que temos?! Eu não queria que a minha futura esposa vivesse uma vida de medo e insegurança como a minha mãe viveu! Isso e também o fato de esse acordo de casamento ser mais um ato de covardia da família Salvatore em cobrar uma dívida! — Você poderia se esforçar para ao menos consumar o casamento. — Prefiro ficar isento disso. Eu imagino que ela deva ter se virado nesses últimos anos e não deve estar infeliz que eu nunca tenha aparecido para cumprir o tal papel. Para mim esse casamento nunca existiu, portanto, não insista em salvar uma relação inexistente. Após o aniversário da faculdade eu irei aí e assinarei os papéis. — desliguei o telefone. Só assim essa história, que eu não dou tanta importância assim, acaba de uma vez. O meu avô quem se importa demais com isso. Os Salvatore estão mortos e pouco importa essa dúvida de vida na morte. Para mim sempre foi um casamento forçado. Aquela família perdeu o meu respeito no momento em que cobraram isso de nós. A minha campainha tocou e segurei a arma que carrego em meu quadril. Suspeitei que poderia ser mais uma tentativa de me matar, mas olhando pelo olho mágico da porta os meus seguranças estavam vivos e em prontidão. Já ali parada em frente a porta tinha uma garota loira, com um sorriso que mostrava o máximo de dentes possível, um batom vermelho, uma gargantilha rendada e roupas curtas, uma bolsa empurrada em seu ombro por uma corrente que eu poderia perfeitamente usar para matar alguém. Abri a porta e ela com uma certa empolgação na sua voz aguda irritante me disse que um dos meus subordinados a mandou do bordel para me fazer companhia. Ele sempre faz isso. Já se tornou um costume. Principalmente nessas noites onde eu fico bastante estressado. Sexo me ajuda bastante. Descarrego a minha raiva dentro de qualquer uma que me dê o consentimento e que me dê t***o. Mas desta vez eu olhei para a garota loira na minha frente e me recordei de Francesca. Seu rosto veio de imediato na minha memória como uma barreira que me impediria de levar essa p**a para a cama pelo simples fato de ela não ser tão interessante quanto a corajosa que me salvou e depois me fez companhia durante a noite. Ainda me lembrava do gosto doce de seus lábios e se eu quisesse alguém em minha cama, deveria ser ela. — Não vai me convidar para entrar? — a garota perguntou sorrindo, enquanto eu a analisava dos pés à cabeça. Reprovada. — Saia daqui. — fechei a porta. [•••] ALESSANDRA SALVATORE Cheguei em casa satisfeita com a noite que tive. Quer dizer. Com uma parte dela. Ter salvado o Doug não foi uma ideia muito inteligente, visto que coloquei a minha vida em risco. Naquele momento eu deixei a minha vida de lado e não pensei em fazer outra coisa. Eu queria que tivesse essa possibilidade no passado, quando meus pais biológicos também estavam em perigo. De certa forma, ter feito isso me deixou com um alívio no peito. Uma sensação boa. Mas passando para a festa da Luísa. Ok. Eu não esperava que ela iria jogar um homem daquele nível para mim. Ainda não acredito que ele se interessou por mim. O homem é um Deus grego e parecia bem satisfeito por ter sido eu a garota a cair em seus braços. Que grande coincidência! Eu não esperava mesmo que ele fosse o rapaz que salvei. Não tinha como o reconhecer debaixo daquele sangue todo. Que homem lindo! Aqueles lábios bem desenhados e o nariz atrevido ficam muito bem nele. É como se fossem um charme a mais. Ele tem aquele olhar atraente, de quem está olhando e imaginando as coisas mais obscenas. Ou pode ser também alguém que está com o pensamento longe depois de quase ter sido morto. Coragem dele ter ido para a festa. Ele parece ser alguém que cumpre os seus compromissos. Eu preciso ficar com a opção das coisas obscenas. O beijo com certeza me deixou com mais vontade de encontrá-lo de novo, apesar de temer o motivo pelo qual a máfia iria perseguir um professor universitário. Eu vou acreditar que ele foi um infeliz que estava no lugar errado ou sabia demais. Depois de me preparar para dormir, dei uma olhada no meu celular e encontrei uma mensagem do detetive que está investigando o colapso da mina da minha família. Há algum tempo, uma de nossas minas simplesmente desabou. Eu não consigo acreditar que foi uma coisa natural. Ninguém sabe se houve alguma explosão lá dentro. Se foi um acidente premeditado, mas eu sei que tem muita gente interessada nas nossas minas e na fortuna que ela fornece. Por isso chamei um detetive particular. Ele está investigando esse acidente. Na mensagem ele dizia que havia encontrado evidências do colapso da mina e que me mandou essas evidências para a caixa de correio da minha casa. Eu sabia que ele encontraria. Contratei o melhor e mais confiável detetive. Depois de ver essa mensagem animadora, também vi um email na barra de notificações. Este não tinha nada de animador. Muito pelo contrário. Um contato anônimo. Era uma ameaça de morte caso eu não parasse de investigar o colapso da mina. Certamente quem me mandou este email está por trás desse colapso e não fez o trabalho bem feito. Temos evidências e eles estão com medo. Uma ameaça de morte. O que farei agora?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD