Sequestro
Enviei um email para o meu marido superprotetor.
De: Alana Passion
Assunto: Insanidade eminentemente
Para: Thomas Dream
Desculpa pela fuga, mas foi necessário. Por favor, não se preocupe? Estarei de volta em breve.
Garota esperta.
Assim que enviei, troquei minhas roupas pela farda de policial que encontrei entre as roupas para a sessão de fotos. Havia um boné. Acrescentei oculos escuros espelhados e fiz um r**o de cavalo, vesti qualquer bota de cano longo e dei o fora para o elevador vazio.
Na recepção um policial me saudou, o cumprimentei com um gesto de cabeça e cheguei a calçada acelerando os passos para a primeira esquina que vi. Mais uns metros de liberdade, até um carro preto parou ao meu lado. Senti o frio na barriga e gelar da minha espinha segundos antes da porta abrir e um moreno muito alto me puxar para dentro, me prendeu sentada em seu colo tampando a minha boca, e a porta fechou quando carro arrancava a toda. Foi muito rápido para reagir.
Agora eu estava analisando a situação que não era nada boa.
O moreno atrás e abaixo de mim cheirou minha nuca correndo o seu nariz por ela. Minhas mãos presas dentro da sua mão antes livre. O motorista usava terno e era bem musculoso, assim como o moreno. Um segurança?
_ Olha só o que o gato trouxe? _ a voz grutural e rouca pareceu divertida.
Moveu a mão da minha boca quando nos entreolhamos. Analisou o meu rosto com apreciação. Respirou fundo ainda sorrindo, mas havia algo de nostálgico no seu olhar.
_ Alana Passion _ respondeu sua própria pergunta.
_ É Dream. _ corrigi.
Gargalhou brevemente _ Não reconheço o seu casamento clandestino. Você não pediu permissão para mim.
_ Quem é você?
_ Iago Darkness, o seu noivo.
Foi aí que senti o drama da situação e entrei em pânico. Tentei me libertar com afinco, e gritei por socorro. A resposta foi sua mão de volta sobre meus lábios e o seu abraço me apertando em seu colo sem se abalar.
_ Por favor, pare de se remexer. Está me excitando.
Sussurrou em meu ouvido.
Paralisei.
As coisas mais excepcionais, improváveis e surpreendentes sempre acontecem comigo.
Agora penso que não deveria ter enviado aquele e-mail para o Thomas.
O lugar onde fui parar era cercado pelo mar a perder de vista.
_ Onde estou?
_ Sicília, baby _ o moreno respondeu ao meu lado e agarrou a minha mão.
Olhei para ele por sobre o meu ombro e o seu olhar azul demonstrava carinho. Estranheza total no meu rosto em resposta.
Socorro!!! O que esse maluco quer de mim???
_ A vida saiu um pouco dos eixos, mas ainda podemos corrigir isso.
_ Sou casada _ apontei a vida para ele.
_ Mas você é minha desde que nasceu.
Aborrecido o cinza claro dos seus olhos azuis escureceu e o cenho franzido. O cabelo preto pendia sobre a testa enquanto ele olhava para baixo, para mim.
Seu corpo era mais largo que o do Dream embora a altura fosse só um pouco maior. Sua pele era bronzeada, não branquelo, ela tinha um tom dourado muito bonito.
Por que ele insistia em mim? Eu nem tinha um território para juntar ao dele.
_ Eu não tenho nada para te oferecer.
_ Só preciso de você.
Foi me puxando em direção a um carro onde entramos. Chegamos a um casarão meio rústico, construído entre rochas, mas muito bonito. Fui trancada no que notei ser o seu quarto.
Ainda tinha o meu celular. Tentei contato com o meu marido mas não dava sinal nenhum.
Tentei o telefone fixo. Liguei para a minha mãe. Era um contato indireto. Eu liguei para outra pessoa e avisei que precisava falar com a Pétala. Esta pessoa avisava para a Pétala para que ela me retornasse a ligação. E assim foi.
_ Estou na Sicília. Fui raptada pelo meu noivo. Dá para me explicar que loucura e essa que está acontecendo?
_ Desculpa, docinho. Eu deveria ter de dito antes.
_ Mãe, eu estou casada.
_ Eu sei. Foi culpa minha. Deveria ter te pego antes da cerimônia, mas a segurança do Escocês é cerrada demais.
_ O que? Você tá de acordo com isso?
_ A família é o maior laço, vida. Você precisa honrar a promessa do seu pai.
_ Mas o que foi que essa família fez por mim, heim?
_ Não fala assim. Eu sempre estive lá por você.
_ Mas eu não sabia. Sempre estive por conta, Dna Pétala Passion. Não vou honrar nada, coisíssima nenhuma. Fala para esse maluco me libertar!
_ Alana, amor... Você precisa se acalmar. Nós conversamos quando eu chegar. Mamãe te ama.
Desligou!... Ela desligou na minha cara!
O que que eu faço agora?
Pensei em ligar para o Thomas e o telefone tocou. Atendi pensando que era a PP.
_ Eu não vou me casar com o Iago _ rosnei.
_ Prepare-se para se arrepender, Alana _ era a voz zangada do Thomas. _ Estou indo buscar você.
A linha caiu.
Depois de ouvir a voz do Dream, não sei se fico aliviada ou preocupada. Tirei as botas e a roupa e entrei no box com dois chuveiros. Não era o quarto de um solteiro, sem dúvidas. O box era transparente, nada de privacidade aqui.
Os jatos de água lavavam tudo em mim. Meu cansaço, minhas frustrações, minha culpa. Abri os olhos num suspiro de relaxamento e encontrei os olhos azuis sobre mim. Ele estava nu no box ao meu lado e ligou o seu chuveiro sem parar de me olhar.
Avancei para a toalha, mas sua mão me prendeu no lugar antes que eu pudesse alcançar.
_ É muito bonita.
Tentei me libertar da sua mão e acabei nos seus braços. Me segurava com apenas uma mão. A outra agarrou o meu cabelo e puxou levemente para baixo me obrigando a levantar o rosto. Beijou os meus lábios bem de vagar.
Roçou os seus lábios nos meus e arriscou por sua língua na minha boca recuando-a quando fechei minha mandíbula tentando feri-lo. Sorriu, e gargalhou. O seu corpo inteiro rindo de mim, nua em seus braços e ainda lutando.
Quando eu relaxei ele enfiou a sua língua toda em minha boca e começou a me beijar. Meus braços presos em sua mão, às minhas costas. Colou o seu corpo no meu. Sua ereção entre nossas barrigas. Eu, corada, indefesa, presa, envergonhada.
_ Não ouse! _ rosnei quando a sua lingua parou de chupar a minha, e saiu da minha boca.
Sorriu _ Não vou tocar em você de novo. Não antes de você me pedir _ prometeu e me soltou.
_ O meu marido virá me buscar.
_ Então você ficará viúva.
O meu coração pareceu partir-se em dois ao ouvir isso.
O moreno desligou o chuveiro e enrolou a toalha na cintura antes de sair do box e entrar por uma porta, o closet, imagino.
Saiu logo de lá. Usando uma calça de moletom e uma camiseta.
Deixou um vestido vermelho junto com um conjunto de lingeries na mesma cor, em cima da cama, e saiu do quarto.
Depois de vestida, testei a maçaneta da porta do quarto e estava aberta. Saí procurando uma saída, é claro. Mas tudo o que eu achei foram segurança que me conduziram até a mesa na sala de jantar.
Encontrei o olhar do Iago que me indicou um assento, onde me sentei. Permaneci em silêncio. Eles não discutiam muito na minha frente, parece que eu não era a única incomoda com a situação.
Depois do jantar, Iago me levou para uma volta na propriedade. Era magnífica e a beira mar. Sorri para o quebrar das ondas no horizonte. O Iago contabilizou isso como ponto positivo.
_ Você não é dono do mar.
Achou graça.
_ Não é isto.
Caminhamos falando.
_ O que é?
_ Te vi crescer, e agora você está diante de mim. Faz idéia de como é?
_ Não. Mas, por favor, me diga?
_ É se espelhar no ideal de outra pessoa durante toda sua vida e torcer para ser digno quando chegar diante dela.
Chegamos à um iate e entramos, eu o segui e ele me ajudou. O condutor deu partida.
_ Para onde vamos?
_ Dar uma volta para o nada. É um bom lugar para se pensar.
_ Você precisa pensar?
Hesitou olhando para o nada _ Não posso errar com você, Alana. Preciso saber mais.
_ Eu amo o meu marido. Você tem que me ouvir se quiser mesmo me conhecer.
_ Thomas Dream. Ele é assim, tão impressionante?
_ Ele é sim.
_ Você me decepciona. Sonhei com este dia a minha vida toda. Sonhei com você.
_ Como poderia? Você nem me conhece.
_ Sinto que sim.
_ Criaste um ideal sobre mim.
_ Talvez. Nunca imaginei que um dia você pudesse se tornar modelo, atriz, assassina... Você fez tudo isso por ele, ou por si mesma?
_ Por ele, sob minha vontade e escolha.
_ Matou o último homem da sua família por ele. Como se sente?
_ Eu faria de novo. Faria com você.
_ Faria com sua mãe?
_ São mundos diferentes que não se cruzam.
_ Se um dia se cruzarem?
_ Posso preferir fugir antes de fazer uma escolha.
_ Fugir parece ser a sua especialidade.
_ Fugir é fácil, difícil é ver para onde estou indo?
_ Quer um conselho?
_ Qual?
_ Tenha sempre um lugar para onde ir antes de dar o primeiro passo _ piscou. _ Só uma dica _ sorriu.
A Lua cheia refletia na água quando paramos em alto mar.
_ Está mesmo me ensinando a fugir? _ posso estar fugindo de você na próxima vez.
_ Gostaria de vê-la tentar. Tenho olhos em cada canto da Sicília. Você não vai muito longe _ fez uma careta para enfatizar.
Ele era sexy! Exalava masculinidade, sensualidade e era um bruta homão italiano. O seu olhar era feroz, e dava ao sorriso um aspecto de lobo. E quando me olhava de lado, parecia desafiar-me, testar-me, ou ver mais de mim, do que eu queria mostrar.
Notou como eu lhe olhava, eu sei. O seu olhar suavizou e ele esboçou um sorriso. Sentou no banco ao lado da proteção onde estávamos à frente do iate.
Fui até ele, quando me estendeu a mão me alcançando. Puxou o meu corpo para o meio das suas pernas e me abraçou tragando o perfume do meu pescoço com a cabeça deitada em meu ombro.
Enterrei meus dedos em seus cabelos com as duas mãos e beijei a sua cabeça sentindo um aroma de maçã verde, ou algo herbal. Parecia certo fazer isso, não sei o motivo. Só era certo.
Será que era para ser? Era isso assim. Um casamento arranjado era o meu destino?
Seu rosto moveu do meu pescoço para o meu rosto que também se moveu para ele. Ficou perto, parado. Não tentou me beijar, ele disse que não o faria. Quase sorriu por me ter tão perto, o sorriu evoluiu e regrediu. Apenas apreciava a situação.
Em nosso abraço as batidas dos nossos corações se compassavam, a nossa respiração eram gêmeas, os nossos olhares chamavam e esperavam. Engoi seco lembrando do gosto da sua boca e avancei meus lábios sobre os seus.
Uma mão sua veio para o meu cabelo e me conteve no lugar. Tentei beija-lo, ele apreciou essa visão. Provocou, roçando os seus lábios nos meus e afastando. Arranhou os meus lábios com os seus dentes um pós o outro. Lambeu a fresta entre os dois. Apreciava a minha fome crescente pela sua boca. E só então, sua mão que me continha, segurou a minha nuca para que ele afundasse a sua boca na minha. Sua língua exigente sugando tudo o que a minha boca tinha para oferecer. Ficamos ofegantes de desejo.
Desejo...
A lembrança do Dream, do seu olhar verde, do seu sorriso... do meu desejo sob o seu, me fez afastar o moreno com as mãos sobre o seu peito. Iago recuou com um traço de rejeição no olhar. Ele não gostou do que fiz.
_ Não estou te dizendo sim. Não quero me casar com você _ expliquei.
_ Mas você me quer _ apontou o óbvio.
_ Não deveria. Amo o meu marido.
Um riso _ Só é humana, e me acha atraente. Mesmo que você não tenha estado ansiosa sobre mim como estive por você... Podemos dar certo.
_ Não, nunca. Você não entendeu. Solte-me! _ tentei forcei a saída do seu abraço, mas não aconteceu.
_ Entendo. Se você ceder ao seu desejo, penso que poderei te libertar do compromisso.
Procurei a confirmação no seu olhar _ Faria isso? Ninguém saberia?
_ Por quem me toma?
Sua cara brava me causou um arrependimento instantâneo e um tremor de medo, suas reações mexiam comigo de um jeito louco.
Segurou o meu pescoço, provocando-me com os seus lábios. A outra mão desceu pela minha barriga até o meu sexo, sob o tecido do vestido e da calcinha, esfregou em vai e vem entre minhas pernas. Apertei sua mão, prendendo entre minhas coxas e movi a pélvis sobre sua mão. Ele gemeu apreciando.
Levantou, tirou sua camisa, minha calcinha, e me sentou sobre o encosto do banco. Ajoelhou diante de mim e levantou o meu vestido. Abri bem, as pernas para ela que ficou mais ofegante com a minha entrega.
Correu o nariz pelo meu sexo apreciando o aroma. Corei com aquilo. Sua língua entrou em mim e correu pelo externa sugando exigente e forte. Ele era todo intenso e quente. Minha pélvis se movia junto com a sua boca que ia fundo e forte, rápida e hábil constante.
Uma mão subiu e libertou os meus s***s agarrando um, a outra mão me prendia contra a sua boca faminta. O olhar azul estava intenso sobreo meu rosto, sobre o meu olhar. Eles diziam: finalmente estou comendo você.
Quando tragou o líquido do meu orgasmo em sua boca, levantou olhando para mim e o cuspiu deixando cair sobre os seus dedos que estavam entre minhas nádegas. Antes de qualquer protesto, deslizou um dos dedos encharcados dentro de mim e tirou, depois outro e tirou depois o outro e estirou desenhando um círculo e ampliando a bertura estreita.
_ Espero que você nunca tenha feito anal.
Neguei sistemáticamente e o moreno sorriu satisfeito. Girou o meu corpo de costas e penetrou a minha v****a bombeando com força. Sutileza era um enigma para ele, sem dúvidas. Dentro da sua brutalidade entrei em um orgasmo intenso e enlouquecedor com uma dose do proibido.
Sem pausa alguma ele mudou o seu m****o da minha v****a para o estreito buraco anal. Foi bombeando o seu comprimento aos poucos, mas ainda assim doía muito, embora fosse bom em igual.
Tentei fazer com que parasse, mas ele segurou o meu braço e depois o outro, enquanto continuava. Tinha meus braços presos em uma mão e prendia o meu traseiro para suas brutas investidas duras com a outra.
Gozamos juntos assim.
Ambos suados, sorrimos ofegantes e ele me beijou quando sentou sobre o banco me puxando para o seu colo, carinhoso e protetor.